sexta-feira, 7 de agosto de 2015

silly season


Todos desligaram da Grécia, da Síria, do Iraque, da Palestina, de aonde há sofrimento e problemas. É um facto. Há direito a sossego, dirão.

E dos doentes terminais de cancro e de outras doenças mortíferas que gemem ou nem isso, em camas de hospitais ou já em casa prestes a morrer?
Também temos direito a férias, caramba, mesmo até que se tratem de nossos familiares, amigos ou desconhecidos.

E dos que mesmo de férias são e continuam pobres, desempregados, sem esperança de futuro e de soluções rápidas para o desespero diário?
Os Senhores Ministros e a sociedade civil estão na silly season, e nas rentrées políticas logo se verá nos discursos e então este ano na campanha eleitoral vão haver muitas promessas "sérias".


E os que estão sós, nas prisões, na vida, acabados de serem abandonados ou desde há muito em solidão moral, e os maus filhos, e os maus/más companheiros que servem infelicidade às colheres a cada minuto/segundo, se fosse ao dia, seria un pouco mais suportável.


Pois, mas mesmo neste tempo de lazer há quem disfarce, se endivide para fingir que ao ser visto por quem julgam que interessa, resolvem a escuridão do coração e as lágrimas engolidas em seco, a recusa de compaixão e de perdão.


Deixei para o fim os velhos/idosos ou como queiram chamar? Levam em cima com tudo o que acabo de dizer em doses cavalares, por nem sequer se poderem defender?


Convenhamos que a areia e a água do mar devem ter um muito, muito amargo sabor!

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