domingo, 23 de fevereiro de 2014

A elegância em dizer as coisas


Que civilizada maneira de falar sobre sementes!

Assim fosse também sobre sentimentos, emoções, apreciações e juízos de valor sobre os outros!

Num blogue, é evidente que quem dá, leva…o que dentro das regras da tal civilidade é divertido!

Por isso, se eu quiser deixar um "manifesto editorial" diria que o faço com humor, naturalidade e sem intenções de ofender!

Divirtam-se!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

ovelha negra precisa de atenção


"...Prometti, caro, a te stesso di parlare di bontà, bellezza, amore a ogni persona che incontri... di far sentire a tutti i tuoi amici che c'è qualcosa di grande in loro... di guardare al lato bello di ogni cosa e di lottare perché il tuo ottimismo diventi realtà..."

Madre Teresa di Calcutta

da una carta a un amico

O Brito e o aviário


O Brito trabalhava no aviário da cooperativa do Freixo e cada manhã, por uma questão de rotina, partia um ou dois ovos, não fosse o diabo tecê-las e haver algum pinto que fosse parar à mesa de um cliente.

Nessa manhã, qual não foi o seu espanto, ao reconhecer em cada ovo que ia sucessivamente partindo, pedaços do seu cérebro.

Imediatamente telefonou para o patrão e ao contar-lhe o sucedido, ouviu-o dizer-lhe nada preocupado:

- Sempre desconfiei que tinhas cérebro de galinha!

MNA

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Dizem que o tempo resolve tudo


Dizem que o tempo resolve tudo.
A questão é: quanto tempo?

in Alice no País das Maravilhas

revelation

"If you reveal your secrets to the wind you should not blame the wind for revealing them to the trees"

Kahil Gibran

Eu, je, moi, I , Ich


Não me prendo a nada que me defina, sou companhia mas posso ser solidão.
Tranquilidade e turbilhão, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, bom humor, preguiça e sono.
Música alta e silêncio. Não me limito, nem sou cruel. Serei sempre a favor do que vale a pena.
Suponho que para me entender não é uma questão de inteligência, mas sim de sentir, de entrar em contacto.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A cedência


O pardal esvoaçava todos os dias em frente da janela dela.
Via-a espreguiçar-se, quase nua, seios redondos, novos e cheios de seiva de juventude, com bicos rosáceos. E pensava, que bom seria debicar as pontas. Para isso servia o bico.
Com sofreguidão dava a volta no ar e fazia em voo lento e em círculos, miradas para dentro e ela já estirada, mostrava as costas de onde a pouco e pouco escorregava o lençol de linho deixando entrever um traseiro sensual, roliço e bem feito, com uma leve penugem clara.
E pensava, que bom seria pousar docemente e roçar a sua penugem na dela. Afinal ambos a tinham.
O pardal tinha esta sina diária e perguntava-se a que levaria isto? 
Um dia ela abriu a janela e viu-o e olharam-se a direito, ela nua a querer apanhá-lo e ele a bater as asas, a bater.
E tudo ali acabou, pois o pardal cedeu.

in poemas raros de Vicente Mais ou Menos de Souza

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Não penses

Não penses. Que raio de mania essa de estares sempre a querer pensar. Pensar é trocar uma flor por um silogismo, um vivo por um morto. Pensar é não ver. Olha apenas, vê. Está um dia enorme de sol. Talvez que de noite, acabou-se, como diz o filósofo da ave de Minerva. Mas não agora. Há alegria bastante para se não pensar, que é coisa sempre triste. Olha, escuta. Nas passagens de nível, havia um aviso de «pare, escute, olhe» com vistas ao atropelo dos comboios. É o aviso que devia haver nestes dias magníficos de sol. Olha a luz. Escuta a alegria dos pássaros. Não penses, que é sacrilégio.

Vergílio Ferreira

pôr-do-sol no Guincho...que tranquilo

No meio das tormentas todas que nos esperam, de repente este fim de tarde no Guincho pareceu-me tão tranquilo!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

absurdo


Dai-nos, meu Deus, um pequeno absurdo quotidiano que seja,
que o absurdo, mesmo em curtas doses, defende da melancolia e nós somos tão propensos a ela!
(...)
Garanti-nos, meu Deus, um pequeno absurdo cada dia.
Um pequeno absurdo às vezes chega para salvar.

Alexandre O’Neill

sal

Deve existir algo estranhamente sagrado no sal.
Encontra-se nas lágrimas e no mar.

Khalil Gibran

De costas voltadas


Envelheces tanto de cada vez que o dia termina
e olhas para trás. Tens medo do começo do fim,
das tardes de domingo; um dia, distraído, tens medo
do sexo, da amabilidade e da noite, e dos rostos
que foram belos – e não são mais. Envelheces muito
quando o mundo contraria as pequenas coisas,
sentes esse cansaço, nada a fazer.

Francisco José Viegas

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O psiquiatra - Um breve conto (continuação)


O paciente começou a debitar diante de Luís o que o tinha feito recorrer a uma consulta. Contava as amarguras, coisas íntimas, como num desejo de encontrar um porto de abrigo, uma alma gémea que o consolasse das mazelas que se causara e a outros.

Fazia-o com valentia, sem temor porque confiava na confidencialidade das quatro paredes do gabinete.

Luís, talvez sem muita paciência, ouvia distraído e tomava umas vagas notas.

Quando o paciente acabou, meio atordoado pelo esforço de fazer vir ao de cima a sua história, ouviu de Luís uma frase assassina e impiedosa:

- Você é especial!

O paciente surpreendido com esta afirmação, não fez comentários e cismou dorido, porque raio é que tinha sido este o único comentário.

Luís ainda fez perguntas, daquelas que os padres costumam fazer com um ar severo nos confessionários a adolescentes imberbes que confessam faltas à castidade: quantas vezes, diga lá, foram muitas? E os meninos córados, respondem que não. Aí começa a mentira, jurando que nunca mais confessam ao sr.padre pecados desta natureza!

Pois o paciente respondeu que estava a contar tudo isto para que Luís melhor o conhecesse e pudesse estimar mais acertadamente a terapia.

No final, Luís perguntou-lhe:

- Nas funções no Governo, também foi especial? 

O paciente respondeu que estava ali para falar da vida pessoal e que no Governo desempenhara as suas funções com garbo, excepto num particular: aldrabara na formação académica e omitira ao País que tinha feito uma disciplina ao Domingo!

Luís, reconhecendo-o, levanta-se pressuroso e com um ar humilde e servil, curva-se despedindo-se:

- Oh Senhor ex-Primeiro-Ministro, olhe que não o reconheci! Desculpará a minha distracção.

O paciente com benevolência e já com um sorriso, respondeu:

- Ce n’est pas important! 

E acrescentou: - Quando regressei de França, habituei-me a falar francês!

E saiu com um ar especial.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Porque escrevo?

« Je n'écris pas pour passer le temps ni pour donner des leçons. Je n'écris pas pour faire le malin ni pour ouvrir, comme ils disent, des voies nouvelles à la littérature. Pouah ! Je n'écris pas pour faire joli ni pour défendre quoi que ce soit. J'écris pour y voir un peu plus clair et pour ne pas mourir de honte sous les sables de l'oubli »

Jean d'O dans Qu'ai-je donc fait.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Porque as mulheres gostam de homens efeminados?


Não compreendo vocês.

Tipo 98% das mulheres que eu conheço gostam de homens mais franzinos. com pele de neném, com a cara lisinha, com cabelinho arrumadinho, depiladinho, enfim gayzinho,  aí eu te pergunto, dá pra entender vcs mulheres ? tipo cientificamente falando vcs deveriam gostar de homens, peludos, barbudos, com a cara surrada, com queixo largo, e com muito pelo por toda parte do corpo, pois isso significa testosterona, que é o que todos os seres desse planeta terra procuram em um macho pra se reproduzir, pois isso significa que as crias serão fortes e poderão se virar sozinhas, e tb terão um macho forte para cuidar delas,

mas não, daí vcs começam a gostar de homens depilados, com traços femininos

vai entender...

Van

Oi cara,

Você ia querer fazer amor com uma mulher peluda, desarrumada e fedida? Do mesmo jeito das mulheres.
Elas querem um homem cheiroso, que depila e que se cuida. E só porque homem se cuida ela não é efeminado, ele é homem arrumado. Mulher não gosta de homem porco.

Reginaldo

Oi aí galera,

Sou homem e vou te ajudar nessa.

Elas veem em homens delicados, a atenção, compreensão, carinho, tato, que não percebem nos ditos machões/predadores. Mas não são todas as mulheres que são assim, na verdade é mais fácil elas se apaixonarem por ti, se você for assim, quando estivem em período de ovulação sentimental (lê-se carência. Rsrs eu que criei essa expressão). Você pode usar o conhecimento a respeito das mulheres a seu favor, mas vê se não extrapola muito que nem eu que já cheguei a me passar por gay, só para transar com uma minina pra lá de gostosa que disse que sonhava em transar um dia com um gay.

Rodolfo

Oi machões,

Eu detesto homens efeminados.Gosto de homem forte,com mãos asperas, voz grossa,barba bem cuidada.Eu fico admirando meu marido,uma das coisas que mais me atrai nele é a masculinidade dele.
Aquela força que ele tem de me erguer com os dois braços ou me pegar no colo. Os pelos da barriga dele que eu adoro quando abraço ele. Pra mim o homem tem que ter um rosto bonito,mas nao precisa ser efeminado. Um rosto harmonioso apenas.

Antes de conhecer meu marido,eu tive um paquera,ele gostava de mim,só que tinha outro que tambem estava na disputa por mim.Esse outro disse q se visse eu e o carinha juntos ele matava o cara.Contei isso pro cara,ai ele ficou: Ai,eu vou embora,eu tenho medo,não quero apanhar e tal. Isso acabou com o mínimo de vontade de estar perto dele.Eu falei: Seja homem. Pior coisa é homem que tem medo de brigar.

Angélica

o reverso

Num livro de páginas em branco
Fragmentos fixados na memória
histórias...
Lembro-me de mar e cinzas
e de abismos...
E de pássaros, canções, azuis...
flores perfumes, jasmins...
E de novo o mar e cinzas...
chuva fina, tempestades
e um rio vermelho
E os pássaros, as canções e os azuis...
e  portas se fechando
e  bocas se calando
e uma página negra
E os azuis, as canções, os pássaros, os jasmins, as flores...
...a tempestade, a chuva fina...
o cinza se clareando
as janelas se abrindo
E os pássaros, as canções os azuis....
e o livro se fechando

Uma história com final feliz...

regina ragazzi

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014