sexta-feira, 17 de novembro de 2017

as relações sentimentais


As relações não são necessariamente falhadas, nós é que as falhamos. E depois os outros têm inveja do amor. (...) Não são nada solidários connosco quando somos felizes. As pessoas têm imensa inveja da felicidade dos outros.


António Lobo Antunes

sábado, 11 de novembro de 2017

HISTÓRIA VAGAMENTE ERÓTICA




HISTÓRIA VAGAMENTE ERÓTICA

Era uma vez…hoje apeteceu-me contar uma história curta de pessoas. Encontraram-se, foi amor à primeira vista. Gostas de gelado de cebola? Que horror quando dermos um beijo ficas com o cheiro. Então uma fumaça de charuto? Também não. Como será então? Agarramo-nos bem apertadinhos, e sentindo-nos até ao âmago e depois beijamo-nos. Saem línguas de víboras uma verde outra preta que se enrolam e lutam por ganhar a que dê maior prazer. Entretanto os dedos manipulam os corpos e deles saem faíscas que penetram na pele de cada um, fazendo estremecer de gozo. Sobre os corpos surge uma língua de fogo que diz: amem-se porra e deixem os telemóveis. FIM

In “histórias vagamente eróticas” de Vicente Mais ou Menos de Souza

PROGRAMA IRRITAÇÕES NA SIC RADICAL



PROGRAMA IRRITAÇÕES NA SIC RADICAL

Fui "assistir" como dizem no Brasil. Estava com curiosidade de ver a participação da Patrícia Motta Veiga, aqui tanto gabada por muitas amigas. Nem sei aliás que parentesco terá com os meus amigos Motta Veiga de toda a vida.

Mas vamos ao que interessa: gostei do seu ar assertivo mas não arrogante como se fosse dona da verdade, o que acontece a muitos "génios" do nosso burgo. Falou sobre um tema importante na educação dos filhos: as saídas à noite e o seu "musculado" controlo, o que vai sendo cada vez mais difícil. Achei bem a posição de impedimento mas já não funciona a partir de uma certa idade da adolescência, a não ser que se viva no Chateaux de Versailles com grades e mordomos...eles escapam-se entre os dedos.

O Domingos Amaral parecia o pai dele ou mesmo o avô quando falou sobre o Web summit...nem é bom falar do que disse uma certa Carla, bonequinha convencida e ignorante que num programa de televisão diz que não sabe o que é uma start-up.

O Pina bem com a sua excentricidade.

No fundo quer a Patrícia quer o Pina foram os únicos que sobre o Web summit tiveram uma atitude inteligente: não sabem muito o que é, mas respeitam quem goste, quem acredite, quem se entusiasme.
O chamado respeito pela diferença que só é um dom exclusivo de pessoas inteligentes.

Claro falo do que sei, e tenho uma opinião fundamentada pois estive no Web summit.

Estou certo que aprovam

Está frio e de regresso a casa a pé, passei à porta de uma pastelaria com um nome franchisado conhecido. Qual não é a minha surpresa quando sentado fóra entre duas portas quase desapercebido ouço a voz de um homem já idoso:
- o senhor paga-me um café ou uma bebida quente?
- claro que sim. Entre comigo.
- não posso, não me deixam!
- espere um minuto pois já vou tratar do assunto.

Entrei e perguntei em voz alta se não deixavam entrar o senhor que estava lá fora para eu lhe pagar o que ele quisesse comer e beber.

Intimidados não me responderam baixando os olhos cobardes.

Chamei-o e reparei que estava limpo e decentemente vestido.

Bebeu um café com leite quente e um pão com fiambre e disse-me que gostava muito de salame de chocolate e se podia comer uma fatia. Claro que sim!

Paguei, despedi-me e ouvi-o dizer-me baixinho:
- amor e paz

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Websummit

Websummit
Passei lá uma parte do dia. Fascinante para mim que não vou mais do que por curiosidade, networking e desejo de ver um mundo novo que se revela pela inteligência de gente nova e alguns de meia-idade.
Respira-se excitação e desorganização como se fosse um verdadeiro brain storming, e é isso que captiva e motiva e provoca uma admiração pelo progresso e pelo génio humano.
Nem todas as ideias são equitativamente interessantes e até factíveis mais ainda rentáveis. There is magic in the air!
Muito bom o networking com muitas e variadas nacionalidades e no meu caso fui assediado por grupos ao mesmo tempo que me faziam perguntas sobre Portugal e as suas oportunidades de negócios, a história, o clima, a economia e o investimento, a maneira de ser, o sentimento, etc
Muito reconfortante o genuíno interesse em receber mais do que oferecer. Talvez por eu ser jovem!
Recomendo a quem é céptico que leia, veja nas notícias escritas e televisões e se informe sobre um evento que tem virtualidades únicas.
Também estive no dito cacharolete ou cocktail ou pôr-do-sol conforme se queira, aonde é uma pré-preparação para a webnight com copos, outra vez muito networking, engates e gente disposta a tudo mas sem vício. É uma espécie de ambiente feliz, distendido e a acontecer o que tiver que se passar.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Presentes bons de anos


O meu mano Xico mandou-me de presente várias fotografias da primeira casa do Estoril em que aparecem tantos dos meus queridos todos que já partiram. E lá apareço eu no terraço de onde se tinha uma vista soberba sobre o parque do Casino e o Clube de Ténis e a baía de Cascais.
A televisão era o atractivo do "terraço", exemplar único, e desde os meus Bisavós, Avós, Pais a seguir ao jantar liam, uns os jornais, outros viam a televisão e outros conversavam. Iam muitas vezes amigos dos Pais lá jantar e toca de subir até ao terraço aonde se convivia pois em pleno verão a vista panorâmica com janelas rasgadas a toda a volta era mais simpático do que salas cá em baixo.
Olho-me e não teria ainda 18 anos. Alto, e magro, e desportista era tímido com gente de fora e desconhecidos...imaginem, com a lata que hoje tenho.
E devo confessar que me sentia muito feliz, com todas as contrariedades que rapazes novos tinham, mas muito poucas. É verdade, famílias grandes são bem felizes e nós viémos a ser 7 ( 4 rapazes e 3 raparigas) que nos damos todos muito bem e gostamos muito uns do outros. Razão principal: tivemos uns Pais formidáveis, que nos transmitiram segurança, estabilidade, uma óptima vida de família e um exemplo enorme de amor entre eles.
Tudo isto é a pura das verdades por isso porque hei-de de me envergonhar de testemunhar a sorte que tivémos. Acho que sou uma peste mas o que hei-de fazer! espero revê-los a todos e nessa altura dar muitos beijos e abraços para compensar das saudades.

Claro que este é um texto apropriado à idade da fotografia.

Dare to be different




Have a firm handshake.
Look people in the eye.
Sing in the shower.
Own a great stereo system.
If in a fight, hit first and hit hard.
Keep secrets.
Never give up on anybody. Miracles happen every day.
Always accept an outstretched hand.
Be brave. Even if you're not, pretend to be. No one can tell the difference.
Whistle.
Avoid sarcastic remarks.
Choose your life's mate carefully. From this one decision will come 90 per cent of all your happiness or misery.
Make it a habit to do nice things for people who will never find out.
Lend only those books you never care to see again.
Never deprive someone of hope; it might be all that they have.
When playing games with a children, let them win.
Give people a second chance, but not a third.
Be romantic.
Become the most positive and enthusiastic person you know.
Loosen up. Relax. Except for rare life-and-death matters, nothing is as important as it first seems.
Don't allow the phone to interrupt important moments. It's there for our convenience, not the caller's.
Be a good loser.
Be a good winner.
Think twice before burdening a friend with a secret.
When someone hugs you, let them be the first to let go.
Be modest. A lot was accomplished before you were born.
Keep it simple.
Beware of the person who has nothing to lose.
Don't burn bridges. You'll be surprised how many times you must cross the same river.
Live your life so that your epitaph could read, No Regrets
Be bold and courageous. When you look back on life, you'll regret the
things you didn't do more than the ones you did.
Never waste an opportunity to tell someone you love them.
Remember no one makes it alone. Have a grateful heart and be quick to acknowledge those who helped you.
Take charge of your attitude. Don't let someone else choose it for you.
Visit friends and relatives when they are in hospital; you need only stay a few minutes.
Begin each day with some of your favorite music.
Occasionally, take the scenic route.
Send a lot of Valentine cards. Sign them, 'Someone who thinks you're terrific.'
Answer the phone with enthusiasm and energy in your voice.
Keep a note pad and pencil on your bed-side table. Million-dollar ideas sometimes strike at 3 a.m.
Show respect for everyone who works for a living, regardless of how trivial their job.
Send your loved one’s flowers. Think of a reason later.
Make someone's day by paying the toll for the person in the car behind you.
Become someone's hero.
Marry only for love.
Count your blessings.
Compliment the meal when you're a guest in someone's home.
Wave at the children on a school bus.
Remember that 80 per cent of the success in any job is based on your ability to deal with people.
Don't expect life to be fair.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

INCÊNDIOS VISTOS DE FORA - ALGUMAS PERGUNTAS



INCÊNDIOS VISTOS DE FORA - ALGUMAS PERGUNTAS


Quando se está longe das tragédias que afligem o nosso país e as nossas gentes, fica -se sufocado quando se vêem as imagens e se adivinha o sofrimento e a desorientação que deve grassar por todo o lado e a todos os níveis. Muito triste, preocupante pela impossibilidade de controlar e carreando uma enorme incerteza: estes ou outros saberiam ser melhores ou evitarem uma sucessão de má-gestão, incompetência e um factor de que nos esquecemos com frequência: SOMOS UM PAÍS POBRE. PODE ser vexatório, incómodo de assumir mas na realidade tanto faz serem os Costas, ou os Coelhos, ou os Sócrates, ou os Cavacos ou mesmo os Marcelos deste mundo.
O que fazer? Como costumamos actuar: improvisando com heroicidade, umas vezes safando-nos por uma unha negra cuja causa/s são logo esquecidas, outras e são a maioria das vezes, f..........do-nos em mortes, mais despesa e continuação de atraso.
Pergunta sem intenção de ofender, nem desmerecer, nem não reconhecer a valentia, bravura, sacrifício e abnegação e heroísmo até à morte:

- SÃO A MAIORIA DOS BOMBEIROS E SEUS CHEFES OPERACIONAIS BEM FORMADOS, TREINADOS, PAGOS PARA SUSTENTAREM AS FAMÍLIAS ENQUANTO SÃO VOLUNTÁRIOS POR ESSAS TERRAS FORA QUE ARDEM DESALMADAMENTE? NÃO HÁ DISTO NO PORTO, NEM EM LISBOA, NEM EM COIMBRA,,,,ETC. São aldeias e terreolas em que o marçano é voluntário à portuguesa! NÃO tem a ver com eles mas sim com as autarquias e Governo.
- e há controlo apertado quer da desmatação quer dos incendiários (estes últimos como os terroristas - deviam ser abatidos no acto). Quanto à desmatação para quem não tem dinheiro podem fazê-lo empresas municipais a quem eventualmente paguem de uma forma mais suave o custo ou na diminuição de impostos.
Poderia estar aqui horas a desenhar opções para serem estudadas ou rejeitadas, modificadas.

domingo, 15 de outubro de 2017

Porque vos escrevo

Porque vos escrevo

Estive a escrever uma carta pequena mas sentida para o noivo da minha Filha que vou encontrar pela primeira vez em Singapura.
0 que é que um Pai que adora a sua Filha pensa quando vai ao encontro de quem a outro nível de amor lhe conquistou o coração? Que com toda a intensidade "entrego-a" para que seja feliz, nos bons e nos maus momentos, na tristeza e na alegria, na saúde e na doença. Isto não tem a ver com crenças religiosas mas com a realidade da vida de cada um de nós.
Vou-lhe dar um presente que herdei de um meu Bisavô que era um Homem Bom e de paz. Foi Presidente do Supremo Tribunal de Justiça mas ganhou esta peça em prata trabalhada muito bonita quando estava como Presidente da Relação de Goa.
Conseguiu apaziguar e celebrar a paz entre etnias que se degladiavam ferozmente por ser um Homem de bem, de paz e simples no coração.
Os Bramânes e os chefes das respectivas etnias fizeram questão de lhe entregar esta bonita peça, valiosa pelo sentido.

É na pressuposição de que não somos donos das coisas que eu lhe confio a minha Filha e este símbolo da nossa Família.

Não sei porque vos conto isto aqui que é ao mesmo tempo íntimo para os amigos e público.

Talvez nestes tempos conturbados, de dificuldades e de querelas, de julgamentos e acusações, o testemunho simples de um Pai que ama a sua Filha possa despertar em outros sentimentos de alegria e de alguma comoção.

Manel ainda em Lisboa e quase a partir para Singapura