sexta-feira, 15 de junho de 2018

A necessidade do endeusamento

Não sou um fanático de nada nem de ninguém. Gosto do Ronaldo e reconheço o muito trabalho e dedicação que presta ao futebol. Tem arte e um dom de saber jogar. Não acho obrigatório ficar cagalizado quando marca golos estupendos dentro da arte, mas há circunstâncias e pessoas mais elaboradas que me merecem igualmente ou mais respeito ainda. O facto de precisar de se evidenciar e todas vezes que marca um golo ou se despe e mostra um corpo fisicamente distorcido por exagero de musculação ( ainda que entenda que possa ajudar) ou espeta um par de bandarilhas virtuais num toiro qualquer, não me ajuda a respeitá-lo. Já era altura de as pessoas o reconhecerem sem ele se sentir mal-amado ou eventualmente querer ser um deus. Enfim, como infelizmente digo com frequência, nós somos sempre "um bocadinho ao lado"! Alguma vez vamos lá ganhar este campeonato e se não fosse o Ronaldo a equipe é o melhor que se arranja na Mouraria para cantar o fado. Vamos lá rapaziada!

terça-feira, 5 de junho de 2018

O Tomaz Maria Corrêa d'Oliveira de Noronha e Andrade, meu sobrinho, morreu


O Tomaz, meu sobrinho, morreu esta madrugada, em paz e sem sofrimento por estar sedado. Foram meses de ora muita esperança ora de desânimo. Este retrato do Tomás é no dia do casamento em Belinho.

PAZ À SUA ALMA.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

QUE DIFÍCIL É AQUILO A QUE SE CHAMA VIDA


QUE DIFÍCIL É AQUILO A QUE SE CHAMA VIDA

Se olharmos para o tempo que medeia entre o nascimento e a morte de qualquer um de nós, raramente nos lembramos de tudo quanto se passou: as dificuldades do crescimento até sermos adultos ( erros, asneiras, desacertos, e também boas obras pois nem tudo é ao lado) novamente as decisões que se tomam até aos 50 anos ( casamento ou não, ligações, negócios e vida profissional, desencontros, infelicidade, solidão ou filiação, azares ou sortes…se pensarmos bem lembrar-nos-emos do ror de altos e baixos e das dores e alegrias) e finalmente dos 50 até à velhice em que o tempo passa mais devagar e se ganhámos algum juízo, saberemos melhor apreciar cada momento que na ampulheta faz cair a areia dos dias da nossa vida até à morte.

E o que mais nos dói é realizarmos quão apressados somos, como aquele que não engole até ao fim o bom sabor do golo de uma bebida retemperadora, porque não tem tempo para gozar. Está já noutra, passe o plebeísmo, e as invejas, os rancores, a luta tantas vezes desleal para vencer os desafios que muitas vezes nem merecem o nosso esforço, esta mania de termos que ser melhores do que os outros nas posições sociais, no trabalho, na riqueza – tudo isto esgota-nos e distrai-nos do importante.

E há gente, pouca em relação ao grosso da população dos países e do mundo, que se preocupa em ser moderada e justa, em pensarem nos outros, em se sacrificarem genuinamente pelos outros mais pobres e desfavorecidos e nada disto significa renunciar a prazeres legítimos nem a bem-sucedidas vidas familiares e profissionais.

E um dia vem a doença impiedosa e cruel que pode enganar ao princípio, mas segue o seu curso até à morte: umas vezes com grande sofrimento, outras rápidas e fulminantes.

Por isso, volto sempre a reflectir qual é verdadeiramente o nosso papel neste mundo. Entra-se por uma porta, está-se um tempo numa sala e depois sai-se por outra e desaparecemos sem deixar rasto.
Vale de facto a pena aproveitar o tempo que nos é concedido e mesmo sem bem compreendermos, fazermos o possível para viver bem a nossa vida seja ela curta ou longa.

O desaparecimento de alguém que amámos deixa momentaneamente dor, saudades e tristeza, mas este curso inexorável do nosso tempo de vida e ainda bem, faz com que recomecemos no dia seguinte. É como o corpo do desportista de profissão: cheio de mazelas de pancadas fortes e dolorosas que fazem até às vezes chorar – tem que seguir jogando e concentrando-se no que tem pela frente.

Pena é que a maior parte das vezes olhemos pouco para a nossa própria vida.

O “COMBOIO” DA NOSSA VIDA APITA UMA SÓ VEZ



O “COMBOIO” DA NOSSA VIDA APITA UMA SÓ VEZ

Andamos tão distraídos no lufa-lufa diário que nem damos conta de que um dia a vida acaba. E, aparentemente, acaba o sofrimento e sobre-vem a paz.

Nunca tinha reparado que a morte apesar de ser fruto de muitas causas, traz nem que seja por minutos, solidão.

Quem nos rodeie, por muito que de nós goste, está "fóra" de nós. E essa solidão seria bom que tivesse um fim rápido, ou seja, enquanto o corpo vai dando de si, a consciência, que muitos cientistas afirmam que sobrevive, merece ter um acolhimento sobrenatural, isto é, desejavelmente noutra vida.

O cenário que eu veria com agrado acontecer a toda a gente seria uma sequência em que havia a morte do corpo, um tempo de solidão e de “viagem” e de retrospectiva da nossa vida e finalmente um relançamento de uma nova vida.

Seria muito bom que não carregássemos o passado e que nos fosse dada a oportunidade de começar de novo, noutra realidade sem o mesmo corpo e circunstâncias.

A alternativa, muito tristonha e inexplicável, será a do nosso corpo se destruir como sabemos que acontece e rapidamente, diventare/tornar-se cinza, pó e nada. Então para quê tudo isto?

O ritual dos mortos é aquele que mais interrogativas suscita aos que o escutam ou vivem em sintonia com o morto: fala de um futuro desconhecido e propõe e deseja que se realizem situações que são totalmente ignoradas.

No nascimento vê-se o fruto e na recuperação de uma doença vê-se a cura. Aqui na morte, é uma espécie de despedida na estação, em que à medida que o comboio se afasta mais se vai perdendo de vista o passageiro que acena à janela.

domingo, 3 de junho de 2018

Arraial em honra da Mariana e do Frank



No arraial da Mariana e Frank éramos 75 dos dois lados PB e NA. Só netos são mais que às mães. Vieram cá de férias e foi a apresentação à Família dos dois lados.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Surpresa


Às vezes fica-se contente com situações inesperadas aonde nos sentimos pequeninos: fui expressamente à Feira do Livro para os autógrafos de um livro pelo seu Autor, que aliás já li e de que muito gostei, e depois de uma troca de impressões e conversa boa sobre um segundo livro, entreguei-lhe o meu exemplar e aguardei com amizade e distraído com o movimento da Feira, que ele assinasse o seu livro.

Devo dizer que o conheço desde há poucos anos, é um jornalista de base mas com ele trabalhei no meu voluntariado na prisão de Alta Segurança do Estado em Monsanto sendo ele o segundo na hierarquia da Direcção-Geral do respectivo Ministério. Homem simples e bom, inteligente e bem considerado no domínio do jornalismo penal e um escritor muito promissor sobre um tema difícil e que lhe exigiu bastante tempo de investigação e busca.

A dedicatória diz: " Ao meu grande amigo Manuel, com um grande muito obrigado pela sua presença na minha vida. Com um grande abraço."

Fiquei sem palavras pois não tinha reparado e acho que não se ouve muitas vezes isto, pelo menos eu. E escrevo isto, porque deve ser um incentivo para cada um de nós, com modéstia e genuinidade, tentarmos deixar um pouco nos outros que vão passando nas nossas vidas.

FEIRA DO LIVRO - LIVRARIA DA MINHA FAMÍLIA






FEIRA DO LIVRO - RECORDAÇÕES FAMILIARES

Fui à Feira do Livro que me traz tão boas recordações. O meu Bisavô foi Presidente do Grémio dos Livreiros, hoje seria a Associção dos Livreiros de Portugal. Era dono de uma Editora, das mais antigas de Portugal, chamada Editora Romano Torres. Aqui vão algumas fotografias indicativas aonde se vê o meu Bisavô no stand do grémio (de preto) e noutra a entregar um livro ao Presidente da República de então, General Carmona, noutra fotografia aparece o escritor afro/português Mário Domingues que escreveu muito para a Livraria, a colecção Salgari e alguns recortes ridículos da censura sobre livros do Pinóquio e de Sinbad o Marujo...ao que se chegou...e também em frente do stand da Romano Torres são identificáveis Mário Dionísio, José Gomes Ferreira e José Saramago, nos anos 70-80.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A Eutanásia

A EUTANÁSIA

Confesso que não tenho tido muita paciência para ler os argumentos a favor ou contra.

Já pensaram como este tema faz vir ao de cima a ideia da morte com sofrimento, dor e tristeza para os que ficam.

Para todos, novos e velhos, a ideia da morte faz medo. Não acredito que não faça, ou seja, enquanto se está lúcido, não é fácil enfrentar o desconhecido sem temor, às vezes terror conforme as circunstâncias e a forma da morte, por isso custa-me ver este tema tratado como se passasse ao lado.

Não me apetece ter opinião, acho que ninguém tem uma razão absoluta. A morte para mim é um acontecimento triste e doloroso, quer num dia em que me aconteça quer para as pessoas de quem gosto.

É um tema tão difícil de ter certezas, por isso como se atrevem as pessoas a gritarem, fazerem abaixo-assinados, criarem discussões e divisões em debates públicos e privados, com extremismos de opiniões a favor e contra?

Tantas outras causas da dita morte que são desprezadas: a tortura, as perseguições, a pobreza, as doenças, a guerra e o ódio.

Se cuidássemos mais de evitar a morte em consequência disto tudo, talvez houvesse mais sintonia entre os homens e até encarássemos a morte como aceitável nas suas múltiplas escolhas.

A morte é inevitável, mas é sinistra e desagradável. Logo verei o que se passa a seguir, if applicable.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

O Peninha e uma carta amorosa que recebeu de uma admiradora


O PENINHA E UMA CARTA DE AMOR QUE LHE CHEGOU

Adorado Peninha,

Espero que esta te vá encontrar de saúde, que eu bem graças a Deus. Saberás que as nêsperas de que tu tanto gostas, os alperches ( há quem diga alperces mas também há quem diga hoize em vez de hoje) e as nectarinas estão viçosas e saborosas.

Tenho tido notícias tuas através da tua prima Felismina do Sul, que cá vem à aldeia com alguma frequência. Parece que estás rijo e com carnes apetitosas. Tu lembras-te quando éramos pequenos e íamos banhar-nos no rio. Já na altura eras malandro. Quando me despia e me propunha por o fato de banho, deixavas-me nua pois atiravas com a roupa para o rio. Eu tapava encolhida as virtudes, mas tu tinhas artes de te aproximar e a pretexto de me aquecer apalpavas-me toda. Ui o que eu gostava!

Brincavas com os meus seios roliços mordendo-me as pontas e de beliscão em beliscão, apesar dos meus ais desmaiados, punhas as tuas mãos aonde não devias.

Peninha, tudo isso passou o que eu quero é que venhas cá à aldeia e passes comigo uns dias. A casa é ampla, cheira a malvasia, tem luz e uma sala honrada aonde podemos estar juntinhos no sofá e fazer o que nos der para a loucura.

O quarto é de cores azuis às riscas brancas e a cama com um largo colchão de penas e com uma roupa de linho fresco convida ao amor quando nos metermos nús debaixo dela.

Peninha, traz-me de presente uns mirtilos e umas flores de que tanto gosto, as margaridas num ramalhete que porei numa jarra de cristal que me deu a tua mãe.

Mando-te à parte um bilhetinho terno e erótico do programa que quero fazer contigo. Há coisas que nunca experimentei. Falam-me de marmelada, de que gosto tanto, mas no sexo nunca provei.

Meu torrão de açúcar, minha fatia de ananaz do rijo, meu pepino atrevido...gosto tanto de imaginar-te a comeres-me a fruta e a derramares o suco, pelos meus sulcos da cabeça aos pés.

Vem para os meus braços e prometo-te manjares deliciosos de chorar por mais: doces-de-ovos de Ovar, pastéis de Tentúgal, Coninhas de Anjo ou também papos-de-anjo e para terminar um fogo de vista caseiro de que não te arrependerás.

Vou-te avisando amôr que ultimamente quando atinjo o êxtase, saem-me gritos lancinantes e insultos políticos contra o Governo. Uma vergonha para a família do Hilário que é do PS e já fez correr que eu possa ser ou do PC ou do BE.

Não importa. Um beijo grande aonde sabes desta que te ama à loucura

Adozinda de Jesus

sábado, 19 de maio de 2018

O PENINHA E O CASAMENTO EM WINDSOR


O PENINHA E O CASAMENTO EM WINDSOR

O Peninha esteve a transmitir uma reportagem sensacional do casamento para a rádio Roubacence ( do Senhor Roubado) com muito entusiasmo e informações precisas.

Atentou em todas as toilettes das/os convidados e foi fazendo uma apreciação rigorosa de cada uma, com gosto apurado e demonstrando experiência.

Gostou muito da cerimónia religiosa pois achou que foi muito digna, com os noivos comovidos discretamente sobretudo o Príncipe Harry que se devia estar a lembrar da Mãe, os hinos sempre uma maravilha, a homilia americana do bispo evangélico menos formal mas não menos genuína e com um conteúdo de fazer meditar a Família Real e os convidados, eventually, o povo muito contente, enfim um sucesso.

A mãe de nova Duquesa de Sussex, triste e sozinha, mas com dignidade. A vida é o que é.

A noiva vai provar, espera-se, que ama o Príncipe e que valeu a pena toda esta caminhada. Parece ser inteligente, e sendo actriz sabe bem representar e vai precisar de o fazer se quiser triunfar e até marcar uma nova presença um pouco ao estilo da defunta Sogra.

A Rainha, e tem-se constatado nos últimos anos, está mais seca e formal e não esboçou um sorriso, um gesto, um olhar para o neto de quem diz de que gosta muito, e que neste dia bem gostaria de ter a presença da sua Mãe. Quando se desloca no automóvel e responde com acenos faz lembrar a Rainha Vitória que o Peninha diz ter conhecido, que mal mexia os dedos. Está muito velha, ouve-se nos mentideros, mas o Peninha sabe que é por cada vez gostar menos de sair de casa….

O Peninha não foi convidado para o ágape, de maneira que apanhou o primeiro low-cost que encontrou e regressou a Portugal.



sexta-feira, 18 de maio de 2018

Só eu



SÓ EU

Entrei na FNAC aonde os empregados já me conhecem, mas tosquei um novo e aproximei-me e perguntei com o ar mais sério: - aonde é a secção dos sapatos?

O pobre ficou vidrado e respondeu:

- Nós não vendemos sapatos!

Eu abri um sorriso simpático e disse-lhe que era uma graça. Ele aliviado sorriu e repetia para ele: -secção de sapataria na FNAC teve muita pilhéria!

Entretanto mirosquei o que tinha saído e verifiquei que uma obra de grande valor informativo para o pessoal do Senhor Roubado havia sido publicado.

Numa das páginas a autora, Luisa Jeremias dos de Borba, revela que o que é chique fazer ao Domingo em Cascais, na sua opinião é ir à missa da paróquia ......e não quis ler mais...

Deixo a capa do livro para quem quiser pertencer ao jet set da Luisa Jeremias, dos de Borba.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Ajuda


Vim a pé do Chiado até ao Marquês de Pombal: deu para arejar as ideias.

1. O Chiado está pejado de pedintes que molestam insistentemente os passantes. Além destes, outros em grupo deitados no passeio na Rua Nova do Carmo, grupos de drogados sentados o dia todo sem nada fazerem e porquíssimos. Não devem tomar banho há meses. Convinha o Presidente da CML tomar providências no sentido de lhes dar abrigo, banho e comida e impedir que façam destas ruas local de culto. É indignante estarem todos os dias arrogantemente sentados no chão com cães lazarentos e magros para que os passantes se apiedem. Para se ter turismo em abundância é preciso saber como geri-lo. 

2. Ouvem-se muitos idiomas e estrangeiros com um ar feliz com o sol e com os nossos monumentos e esplanadas.


3. Parei para engraxar os sapatos num engraxador já mais velho, bem -educado e muito competente. Temos grandes conversas sobre a vida e ele tem uma sabedoria popular interessante. Sou fotografado sem cessar por estrangeiros de múltiplas nacionalidades “que espalharão o meu engenho e arte” pelo mundo global. Sinto-me ridículo por me tirarem fotografias mas vou distribuindo bilhetes de visita com o número do telemóvel e tenho tido já respostas e convites!


4. Subi a Avenida da Liberdade devagar e com uma grande angústia interior. Fui andando e olhando para todo o lado para captar sinais de alegria e de serenidade. São precisas de vez em quando “injecções” de optimismo e eu sou sensível à companhia dos amigos/as para desanuviar. Não acredito que ninguém não tenha estes momentos de desânimo.


5. Ao escrever este pequeno desabafo, estou a ouvir um coro maravilhoso a acompanhar a voz da Kiri Te Kanawa.

Instantâneo

INSTANTÂNEO

Vou de metro para o Chiado para almoçar no Clube. Á minha frente uma moça dos seus 24 anos. A falar alto e aparentemente sózinha. Zangada e contando detalhes da vida particular que incomodavam toda a gente.

Perguntei -lhe "delicadamente": - a menina sente-se mal? Está a falar muito alto sózinha e não temos interesse em ouvir o que diz.

- Ó seu parvalhão não vê que tenho uns "fones" nos ouvidos? Estou a falar com o meu namorado que se estivesse aqui lhe ia à cara!

Em silêncio e perante o espanto dos circunstantes pela mal-criação, arranquei-lhe os fones.

Depois disse-lhe: diga ao seu namorado que procure por mim na Brasileira e vamos ver quem dá a quem. Ele que pergunte por Luís Paixão ( o meu nome de duplo). E levantando-me deixei cair displicentemente os fones no regaço da provocadora. Reparei que tinha olhos azuis de gata!

terça-feira, 1 de maio de 2018

O PENINHA E A ROSA DO PCP


O PENINHA E A ROSA DO PCP

O Peninha pensou que o 1º de Maio é um dia para comemorar com o partido dos trabalhadores: o PCP.

Investigou aonde poderia entrar em contacto com o PCP e achou que o hotel Victoria, na Avenida da Liberdade, era a porta de entrada mais adequada.

E se bem pensou assim o fez. Apresentou-se à porta do edifício pelas 9h da manhã e já a azáfama das comemorações se sentia pelo entrar e sair constante de camaradas com cartazes, bandeiras e alto-falantes.

Não lhe tendo sido pedida a identificação na portaria, foi seguindo em frente e começou a subir pelas escadas que davam o acesso aos andares de cima.

No 1º andar encontrou uma sala todo ao longo da área total do andar e presumiu que seria para grandes reuniões colectivas. Estava vazia!

Seguiu para o 2º andar e ao cruzar-se com vários militantes saudou-os: bom dia camaradas! Eles responderam igualmente, mas ocupados com tarefas, nem perderam tempo a olhar para ele.

No 3º andar, encontrou vários gabinetes e ao avançar pelo corredor olhando para o interior, foi interpelado por uma rapariga nova, muito atraente, de jeans justos deixando realçar um traseiro bem feito. Usava um polo em bico por cima da pele e sem soutien, o que deixava entrever uns seios grandes e bem feitos que desde logo fizeram Peninha, olhar fixamente sem qualquer pudor.

- O camarada não é de cá? – perguntou com uma voz doce, a rapariga que risonha se lhe dirigiu com um ar troceiro.

- Desculpe, chamo-me Peninha, e já devia ter-me apresentado. De facto, não sou de cá e tenho vindo a subir os andares sem ser impedido de passar.

- Então em que posso ser-lhe útil? Chamo-me Rosa e sou a secretária do camarada dirigente desta célula aqui do Vitória.

- Eu gostava de me inscrever no vosso partido e achei que o 1º de Maio seria um dia festivo para os trabalhadores e por isso honroso para mim.

Rosa, levantou-se devagar e aproximando-se de Peninha abraçou-o demoradamente. Peninha sentiu os bicos do peito encostarem-se ao seu e retribuiu com entusiasmo o abraço.

- Vou buscar os papéis e já volto. – disse Rosa.

Peninha estava numa grande excitação: filiação no PCP e a Rosa que o deixara em polvorosa.

Rosa voltou e fez-lhe sinal para que Peninha se aproximasse da secretária para se sentar e começar a preencher os impressos. Peninha sentou-se na cadeira de Rosa e esta debruçou-se sobre os papéis mesmo ao lado de Peninha, como se fosse para o ajudar em qualquer dúvida que lhe surgisse. Os portentosos seios estavam à vista pois naquela posição viam-se integralmente através do bico do polo.

- O camarada já esteve filiado em algum partido antes? – perguntou Rosa.

- Sim, no CDS mas logo a seguir ao 25 de Abril, naquela confusão militei nos partidos da extrema-direita.

Shiu..fez Rosa beijando Peninha na boca…nada de por isso aqui. Eu também sou uma infiltrada.

E Rosa rebolou para o colo de Peninha e durante alguns minutos os beijos e as carícias atingiram uma sofreguidão que nunca as paredes do edifício Vitória teriam testemunhado, já depois de ter sido ocupado. Talvez antes, tendo sido um hotel, naqueles quartos muitas histórias quentes terão ocorrido, alcovas de prazer.

Ainda mal refeitos daqueles calores, e com medo que os apanhassem, Peninha perguntou:

- Rosa, há algum quarto neste hotel aonde possamos ir para a cama?

Rosa assentiu e disse baixinho: - no último piso, há o quarto do camarada dirigente. Ele já está na rua nas manifs e acho que não corremos risco. De mão dada subiram os dois até ao último piso e ao passarem junto dos outros camaradas, como Rosa era secretária do big-boss, não levantava suspeitas.

Chegados ao terraço, Rosa dirigiu-se ao dito quarto e abriu a porta com muitos cuidados, não fora estar alguém. Estava sem ninguém e com a persianas para baixo.

Fecharam a porta e aos beijos sôfregos foram começando a despir-se um ao outro a caminho da cama. Peninha viu nas paredes retratos de Lénine, Estaline, Trotsky e uma recente de Putin de tronco nú em cima de um cavalo.

Peninha de repente teve medo de ser apanhado e da temperatura na Sibéria para aonde seria enviado.

Rosa não o deixou pensar duas vezes e começaram numa marmelada comunista aparente, pois ela era infiltrada, e dando jus á situação Peninha infiltrou-a novamente.

O ninho de amor estava ao rubro, quando a porta se abre de repente e com o terror estampado na cara de Rosa e de Peninha, ouviram uma voz tonitruante dizer:

- Basta, já deram alegria suficiente aos camaradas que lá em baixo assistiam pela câmara à vossa folia. Agora vistam-se e vamos desfilar.

Ficou-se a saber que havia câmaras ocultas que deram momentos de satisfação aos restantes camaradas e que não deixavam margem a qualquer traição.

Meio perturbados, desceram as escadas dos diversos andares e a cada patamar eram aplaudidos pelos camaradas que lhes atiravam piropos que o pudor comunista me impede de transcrever.

Peninha foi fotografado a descer a Avenida da Liberdade de mãos dadas com Rosa na primeira fila da marcha do 1ª de Maio, e a faixa que levavam à frente com os outros camaradas dizia:

“ A DITA DURA DOS TRABALHADORES SEMPRE, SEMPRE AO LADO DO POVO”

Tinham impresso mal a frase que deveria ler: CONTRA A DITADURA DOS TRABALHADORES…

Não havia mais tempo de fazer nova faixa e o controleiro, disse que ninguém nunca olha para as frases. O que interessa é gritar e fazer barulho.

Peninha e Rosa olhavam embevecidos um para o outro e populares que estavam dos lados da Avenida afirmam ter visto mãos de 2 camaradas a mexerem atrás da faixa, e trocas de beijos lambidos.

O Peninha passou a ser amante da Rosa e agente duplo do PCP e do TRUMP….não sei a que propósito veio o TRUMP…no collusion!

domingo, 29 de abril de 2018

O amor é tanta coisa


Hoje a falta de sono deu-me para escrever sobre este texto

da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios:


A caridade é paciente, a caridade é benigna;

não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa;

não é inconveniente, não procura o próprio interesse;

não se irrita, não guarda ressentimento;

não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade;

tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor é paciente: tantas vezes a falta de paciência para a família, pais, sogros, irmãos, filhos, cunhados, amigos, empregados, patrões - no fundo para aqueles a quem seria mais fácil amar ou estimar por estarem mais perto, por ser mais cómodo e directo mas dando menos nas vistas. São os amigos importantes, os de fóra que trazem prestígio, dinheiro e vã exteriorização da vaidade que merecem curvaturas de espinha, lisonjas, louvaminhices. Falta de paciência para a idade, para a doença, às vezes até crueldade, tom áspero. E então para com os estúpidos ou menos cultos, para os pobres, para os inferiores toda uma infinidade de razões para fugirmos ou darmos o mínimo do nosso tempo, fazer-nos ausentes.
O amor é benigno : é este calor interior que se sente quando se faz o bem, a noção de praticar a bondade, de nos sentirmos confortados em ir ao encontro dos outros sem intuitos interesseiros e sabermos que pudèmos contribuir para lhes minorar o sofrimento ou dar alegrias, agir sem olhar a quem. Não significa piedade no sentido negativo do termo, mas compaixão amorosa, e solidariedade, bonomia e serenidade.
O amor não é invejoso : alegra-se com as vitórias dos outros, encoraja e aconselha para que obtenham o sucesso. Não ri só nos cantos mas abre a boca escancarada de satisfação pelo bem que acontece aos outros, promove até o êxito e rejubila e partilha com sinceridade a felicidade que sentem e prega a concórdia e evita a intriga, como não pratica a vingança.
O amor não é altivo nem orgulhoso: actua com modéstia, cultiva o dom da simplicidade, não se guinda aos píncaros da superioridade, não se vangloria nem humilha os mais fracos, reconhece os defeitos e com doçura faz a correcção fraterna e aceita que lha façam.
O amor não é inconveniente: é prudente nos juízos, não julga os outros com maldade ou vingança, estuda e analisa as causas da prática do mal, é atento, compassivo e guarda o silêncio quando seja mais aconselhável do que falar, não interfere desnecessariamente, não é maledicente nem intriguista e cultiva a paz entre as pessoas.
O amor não procura o próprio interesse: é generoso no dar, não é egoísta e reparte com os mais necessitados, os doentes, os presos, entrega-se e esquece-se de si mesmo, utiliza os bens da natureza ou os frutos do seu trabalho com prudência e dignidade sem esbanjamentos e exerce a simplicidade no comportamento em sociedade.
O amor não se irrita e não guarda ressentimento: é amoroso, compreensivo e aceita com bondade e paciência os comportamentos dos outros, sabe perdoar e esquecer e vai de braços abertos e coração sincero ao encontro do prevaricador. É verdadeiro, sincero e magnânimo no entendimento da culpa dos outros e mostra-se reconhecido a quem lhe perdoa.
O amor não se alegra com a injustiça: protesta e indigna-se com a perseguição, com a deslealdade, com o abuso e com a violência e luta ao lado dos mais desfavorecidos e desprotegidos e contra aqueles que violam a liberdade.
O amor alegra-se com a verdade: preza a pureza da voz do justo e do arrependido, opõe-se à mentira e sofre com o fingimento, com o falso testemunho, com a acusação vil e inverdadeira, a calúnia, o rumor, o boato, a intriga e a prática do vício da opressão como justificação do uso desmesurado do poder.
O amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta : é a panaceia para todos os males, é o consolo dos aflitos, o apoio dos necessitados da cura das dores da alma, do corpo ou do espírito. É a solução para a paz, para a concórdia, para o bem viver. É o ingrediente inteligente e único para a obtenção da felicidade, seja ela qual for.
Este amor, nunca acaba.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

grain de folie


J'ai longtemps pensé qu'en vieillissant, on en arrivait à mieux comprendre les choses, les personnes ou les événements.
C'est faux.
Avec le temps, on s'en fout.

Jordan Ray

não morra vossa mercê, meu senhor


"Ai - respondeu Sancho, chorando - não morra vossa mercê, meu senhor, mas aceite o meu conselho e viva muitos anos, porque a maior loucura que um homem pode fazer é deixar-se morrer, sem mais nem aquelas, sem que ninguém o mate, sem que outras mãos o acabem além das da melancolia."

Miguel de Cervantes
in "D. Quichote de La Mancha"

terça-feira, 24 de abril de 2018

Viver é...

Viver é...

Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo.
Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera.
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde.
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções.
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas.

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'

sábado, 21 de abril de 2018

INSTANTÂNEO no Hotel Ritz


INSTANTÂNEO

Um casal de russos na sala do Ritz. Estou sentado num sofá ao lado. Estranho estar a perceber a conversa deles em russo. Será um dom de que nunca me tinha apercebido?

Falam sobre um político português que há de vir ter com eles.

O Presidente Putin disse que era preciso ajudá-lo com dinheiro e influência nos media.

Nem quero crer em mim em estar a entender tudo isto.

Com espanto vejo entrar Sócrates no Ritz e ser cumprimentado com deferência pelos porteiros. Vem de jeans e com um pull-over roxo e procura à volta como se quisesse encontrar alguém.

Não resisti: levantei-me e dirigi -me a ele e apresentei-me dizendo-lhe:

- Bom dia meu Primeiro-Ministro. Chamo-me Luís Paixão (o meu nome de código).

Sócrates ficou agradado pelo tratamento de posse: " meu Primeiro-Ministro"!

Disse-lhe num murmúrio enquanto a Diana Krall, cantava "squeeze me":

- russos, Putin?

Ele ficou a olhar para mim pasmado e eu pegando-lhe afectuosamente no braço conduzi-o até ao casal russo.

Uns em frente dos outros, ouvi uma palavra de código dita baixinho por Sócrates: - glasnost!

Grande sorriso e abraços e eu escapuli-me não sem alguma pena de não ter pensado em qualquer aproximação ao Vladimir.... são negócios garantidos e dinheiro em caixa.

Fiquei a pensar como raio eu tinha entendido o russo! Só pode ter sido por estar vaticinado pelos deuses para uma missão neste mundo.

sábado, 14 de abril de 2018

ALGUMAS OBSERVAÇÕES SOBRE UM POSSÍVEL ATAQUE À SÍRIA


ALGUMAS OBSERVAÇÕES SOBRE UM POSSÍVEL ATAQUE À SÍRIA

Recebi um vídeo do YouTube em que no Sky news um oficial do exército britânico quando pretende denunciar que foi o exército britânico que utilizou as armas químicas e escondeu essa utilização para que o Governo Sírio seja atacado como tendo sido o autor, foi-lhe cortada a palavra para não informar os espectadores.

Outras fontes internacionais também citam esta versão e fico perplexo pela hipocrisia mais uma vez demonstrada pelos USA e os seus aliados de quererem justificar um ataque à Síria tal como foi como no Iraque a qualquer preço.

O comércio de armamentos, as vultosas comissões e o emprego na indústria do armamento justificam infelizmente o uso das armas e das guerras.

Trump está completamente desorientado com as "bombas" que lhe rebentam em casa. Parece uma barata tonta que para cada lado que vira a cara leva um chapadão inesperado.

Estamos de facto num momento muito complicado da história do mundo.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Mark Zuckerberg de novo


FACEBOOK E O CONTROLO DO MUNDO

Estive de novo a ver as declarações de hoje de Zuckerberg no Congresso.

Fiquei chocado quando respondeu a perguntas claras, precisas e directas dizendo " que quem não quiser estar no Facebook, pode sempre sair ".

Arrogância, e uma indicação subtil, de que vai fazer mais uma série de promessas que não irá cumprir, como nos casos anteriores, pois o objectivo é ganhar dinheiro e no fundo vender informações a quem mais pagar.

Os cidadãos do mundo julgam que são livres, mas na realidade são escravos de grandes grupos que os manipulam e lhes dão enganosamente a sensação de liberdade de escolha.

Percebe-se que haja quem se revolte, que faça revoluções para afastar impostores e monopolistas, só que infelizmente a maioria das pessoas tem dois grandes defeitos: comodistas e não pensam.

Trump diverte-se no recreio com uma cambada de idiotas de yes men


Trump diverte-se no recreio com uma cambada de idiotas de yes men


Estive a acompanhar o desenvolvimento da situação das ameaças de Trump pelo twitter de que vai fazer a guerra. Parece a "guerra do Solnado"!

Estando em causa a vida de novas pessoas que irão morrer nos bombardeamentos, mulheres e crianças que fazem parte do povo sírio e não são de certeza terroristas, sendo que o querem é paz e poderem viver uma vida de família, como é possível esta ligeireza de Trump que espanta o mundo normal mas cujos políticos não se atrevem a discordar com coragem e determinação.

Situações como na Venezuela e em outros países do mundo em que seria fácil aos USA pôr fim ao tormento de milhões de cidadãos, não merecem sequer um minuto de atenção.

Trump diverte-se no recreio com uma cambada de idiotas de yes men que têm vindo paulatinamente a ser escolhidos por esta condição em detrimento de outros que ao discordarem são corridos por twit.

Como é possível que o povo americano tolere isto?

quarta-feira, 11 de abril de 2018

AUDIÇÃO NO CONGRESSO DOS USA DO CEO DO FACEBOOK


AUDIÇÃO NO CONGRESSO DO CEO DO FACEBOOK

Estive a ouvir até agora a audição no Congresso dos USA do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg.

Algumas considerações:

1. Zuckerberg confirmou a sua inteligência nas respostas dadas;

2. A maioria dos Senadores não têm uma vivência pessoal ou compreensão técnica para um debate sobre plataformas tecnológicas, sem embargo de terem assistentes ou familiares que a têm e veicularem algumas das dúvidas suscitadas;

3. Existe no sector Republicano um desejo absoluto de criar legislação apertada para controlar os conteúdos e informações dos usuários, instalando um clima de censura que vai matar ainda mais o Facebook. A maioria dos utilizadores americanos são básicos , aliás como em muitos outros países incluindo Portugal, e as "conversas" facebookianas não interessam nem ao Menino Jesus, pois não põem em perigo nenhum regime. São de carácter paroquial e pessoal. É o que é.

4. Não obstante, é preciso constatar e reconhecer o poder, a influência, os lobbies, e o desempenho de Zuckerberg de um papel no mundo que não é despiciente. Pouco se sabe e se saberá do modelo de negócio por muito que ele diga o contrário. No entanto foi correcto e inteligente nas respostas (evitando mentir mas não se comprometendo) por forma a defender a independência do Facebook e da sua rentabilidade.

5. Como primeiras conclusões que tiro:

a) não temos realmente controlo sobre os nossos dados quer no Facebook quer em outros fora (para quem não sabe, é o plural latino de forum) pelas nossas limitações e pequenez face ao galopante avanço da IA (inteligência artificial);

b) o modelo de negócio do Facebook, cuja adesão é gratuita, e cujos resultados e proveitos são arquibilionários, deriva de uma série de algoritmos que projectam para fora do facebook através de developers e apps o nosso pensar e sentir sendo objecto de tratamento de marketing e não só, que podem condicionar mercados, eleições, opiniões públicas, etc.. O lucro está aqui para o Facebook ao interagir com o mercado das app que a cada dia aparecem no Facebook e que vendem...por exemplo ténis, de várias marcas e cores e de diversos fornecedores.

c) não tenho segredos a esconder, defenderei como sempre fiz a minha liberdade de expressão e acho compensatório tudo quanto o que o facebook me traz: amizades novas, conhecimento, pessoas interessantes e também desinteressantes, boas oportunidades e já vou no meu 3º casamento desde que aderi ao Facebook...tinha que vir a asneira...ahahah

Por isso foi instrutivo, agradável de ver um rapaz de 34 anos genial e brilhante a defender a sua vida profissional e com grande espanto meu, constatar que muitos das dezenas de Senadores diziam abertamente que precisavam da colaboração do Zuckerberg para fazerem leis que regulem o sector.

Fiquei a pensar para mim, que o Zuckerberg, vai com todo gosto cimentar o que pretende para a sua empresa, ao ajudar na regulação e criar dificuldades aos seus concorrentes.

Tenho muitas dúvidas que tenha havido muitos meus concidadãos que tenham assistido e se interessem por estes temas que são actuais, fascinantes. Aposto que estiveram a ver tudo que tem a ver com o Sporting ou futebol...

Tão verdadeiro o ditado: "albarda-se o burro, à vontade do seu dono.