sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Badajoz e mulheres



 
Ontem em Badajoz, num belo almoço acompanhado por amigos castiços, bebeu-se e comeu-se bem, sobretudo o ambiente era descontraído.
Não falámos nem sobre política, nem futebol, mas às tantas um deles, tinha que vir com o assunto de mulheres!
Porque têm que ser boas e giras, e tal e qual, e quentes na cama e cada uma que passava era “despida” da cabeça aos pés, com comentários que se adivinham. Não ordinários, mas foleiros!
Não resisti e perguntei se eles achavam que elas tinham também este tipo de conversa sobre os homens, sobre a performance no “leito”, o romantismo, os preliminares, os silêncios cúmplices, os pequenos detalhes que transformam um gabarola num verdadeiro amante, na verdadeira acepção da palavra!
Ficaram meio calados, o álcool também teve alguma coisa a ver com o silêncio e a surpresa, e os mais marialvas responderam o que se esperava: tou-me cagando para o que pensam, quero é ter prazer!
Continuámos a discussão e acrescentei que no meu ponto de vista, talvez o que interesse é as pessoas terem prazer em estar juntas, sentirem cumplicidade, desenvolverem um jogo de sedução mútuo, e a tarefa torna-se depois muito mais fácil, pois havendo uma coincidência de emoção e sentimentos, quaisquer que sejam os passos seguintes são a continuação de um trabalho de preparação que leva ou ao sexo puro e duro ou ao amor.
Segredos todos temos e uns muito bons, mas são para serem discretamente desvendados no momento certo, com sensualidade e oportunidade e não à volta de uma mesa de um “mesón extremadureño” entre copos, vozes altas e companheiros desconhecidos de mesas vizinhas!
Acabámos a falar de toiros, conversa mais apropriada a tais valentes lusitanos, ainda que tenha bem expressado a minha opinião sobre as lides taurinas.
Comemos muito bem e foi uma tarde bem passada, o que sabe bem para espairecer.

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