segunda-feira, 16 de março de 2015

daqui a 25 anos



Daqui a 25 anos

espero viver numa sociedade diferente, evoluída e refrescante, mudada pelas novas gerações, moderna e civilizada, em que as coisas funcionam e as pessoas são honestas e trabalhadoras, com o sentido de conjunto e de pátria que em tempos tivemos.
No entanto, mesmo que haja grandes mudanças, há coisas que nunca vão mudar, e assim vou sempre saber que estou em Portugal, assim como:
 . o famoso"pá" no final de qualquer frase sem sentido absolutamente nenhum;
 . a mania de marcar encontros "lá pás 10" o que significa mais perto das 11;
 . o "no meu tempo isto não era assim";
 . o "chico esperto no trânsito";
 . o café obrigatório assim que começa o horário de trabalho;
 . a bica a seguir ao almoço;
 . a ginja a seguir ao jantar;
 . o café com "cheirinho";
 . o nascer-do-sol sobre a marginal a caminho de Lisboa;
 . o pôr-do-sol do cabo da roca;
 . o fim de tarde do guincho;
 . o aterrar em Lisboa e sobrevoar a cidade a "rasar" os prédios;
 . assim que se aterra toda a gente bate palmas para agradecer ao piloto a gentileza de não nos ter morto;
 . o estacionar em cima do passeio para não pagar parquímetro;
 .os pasteis de Belém e os travesseiros da Piriquita;
 . o fado;
 . a lamúria e a saudade;
 . o relembrar a toda a gente que já fomos donos do mundo;
 . as férias no Algarve;
 . a praia assim que abre um raio de sol;
 . o surf, o pôr-do-sol, os bikinis, o bronzeado;
 . o azeite, o queijo, o chouriço, o vinho, a azeitona, o tremoço...
 . os mercados;
 . as tascas;
 . e o tricô.

Ryan Melo

Sem comentários:

Enviar um comentário