terça-feira, 7 de julho de 2015

Maça-me de ter que de novo me dirigir às portuguesas e aos portugueses, a propósito da Grécia.


Maça-me de ter que de novo me dirigir às portuguesas e aos portugueses, a propósito da Grécia.

Ópás deixem os rapazes negociar à sua maneira…mania esta de ser toda a gente formaleca, com o calor que está!

Se o novo Ministro das Finanças escreveu numas notas em papel do Hotel em que se hospedou, o fruto das suas discussões com a sua equipe, porque já começaram a chamar-lhe bimbo?

Há tantos engravatados por cá que ganham fortunas sem saberem um décimo do que este Professor Catedrático sabe e tenta defender os interesses do seu País!

Chega a cansar os argumentos ad nauseam de que são de extrema-esquerda, de que os gregos não pagam impostos, que são preguiçosos, que são caloteiros…que simplicidade básica de raciocínio! Claro que têm que ser acautelados os interesses dos outros países europeus no que respeita a outro resgate, mas a diferença está em:

- ajudar de novo e mais uma vez, mas com regras estritas de controlo sem poder haver incumprimento, mesmo. É o que faz um Pai que sofre por ver o filho a drogar-se e a arruinar moral e financeiramente a vida dele e da sua família e quando os de fóra lhe dizem para não abrir a porta, abre de novo quando o filho bate no regresso de mais uma noite de folia….apesar de dar razão aos tais de fóra….o Pai abre sempre e vai acreditando na regeneração.

- chamar ajuda e abusar das condições de empréstimo, fazendo um comboiozinho em que o dinheiro entra pomposamente pela porta da frente e sai pela detrás sem largar passageiros, mudando só de linha.
Não sou dos que defenda que tudo se tolere, mas que se observe com critério e sem preconceitos o que se vai fazendo a par e passo e aí, sim, se vá louvando ou criticando.

Este país é de oito ou oitenta e é tão mau ser-se radical em qualquer situação, mas sobretudo quando está em causa a maioria de governados de um povo que teve, sem excepções, uma cambada de corruptos e de corruptores como governantes e como credores!
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E não me obriguem mais nenhuma vez a vir falar deste assunto, pás…a não ser quando tudo estiver a encaminhar-se para uma solução positiva.

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