sábado, 20 de agosto de 2022

Os dias da partida podem ser breves para cada um


 

Hoje, vou daqui a bocado à missa do 7 dia, de mais um amigo.

Para além da tristeza e o que causa a sua falta à sua família, temos que ser realistas e a partir de uma certa idade, encarar a morte.

Às tantas, é possível que nos conceda a paz. Não sei verdadeiramente como, nem, aliás ninguém.

 

sexta-feira, 19 de agosto de 2022


 Hoje, só para vos sugerir que leiam poesia durante o tempo que tiverem livre no Verão. Há desde autores clássicos até actuais e no meio deste mundo infernal, é um bálsamo termos a mente concentrada em "tesouros".

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Os olhos


 Os olhos

São dos órgãos do corpo humano de que mais gosto.

Para além de haver homens e mulheres com um colorido nos olhos nunca imaginado, e serem atractivos, podem ser sensuais, caridosos, serenos, irritadiços, odiosos.

Mas o que mais me desperta a curiosidade é o ver, observar, manipular, julgar, amar e receber o amor.

Podem ser olhos aldrabões como o deste homem, também podem agir mal ou bem, no seguimento do que vêem, e sem os olhos vivos  a verem, a vida dos cegos transforma-se, para quem não desiste de viver, num aperfeiçoamento do ouvido, na toada de sons, reconhcendo a voz e também com as mãos sentindo as formas do corpo.

Uma vez em Paris, numa viagem de trabalho, depois de um dia cansativo resolvi ir ao cinema e assim fiz.

Na fila para a compra dos bilhetes, reparei numa rapariga nova, linda, mas sobretudo com uns olhos que me trespassaram. Estava sòzinha e aproveitei para me dirigir a ela e dizer-lhe de chofre, que os olhos dela eram a coisa mais bonita que eu tinha visto.

Não respondeu ao cumprimento mas perguntou-me se eu queria comprar um bilhete ao lado dela. 

Paguei, cavalheirescamente, as duas entradas uma ao lado da outra e antes de começar o filme parecia que os meus olhos estavam grudados nos dela, que não baixava o jogo, e me fazia sentir com um doce olhar, tudo quanto dois desconhecidos, se poderiam dizer.

Passámos o filme sem sequer olhar para a tela e a um dado momento saímos para o foyer aonde não estava ninguém, pois não tinha chegado ainda o tempo do intervalo.

Aproximámo-nos um do outro e abraçámo-nos, mantendo-nos envolvidos sem nada dizer até que nos beijámos sôfregamente e descansámos.

É sobre os olhos dela que contei esta história, por isso ficamos por aqui e com um conselho: não percam de vista uns olhos bonitos, maravilhosos de que não há réplica igual no mumdo.


quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Regressei das minhas férias em Espanha











Regressei das minhas férias

Quando se volta à rotina há um certo desalento de mergulhar no que deixámos suspenso para trás.

Tenho vindo a construir a minha sabedoria, com prazer e aceitação da inevitabilidade de um dia morrer.

Tudo hoje em dia é analisado por mim com serenidade ainda que com decisões pensadas e inteligentes.

A morte não me assusta e será uma boa surpresa. Se puder aviso-os como é.

Hoje vim da Isla Canela no meu Mercedes, respeitando o limite de velocidade, ainda que se vier outro veículo contra mim, possa acabar ali ou passar a um estado de dependência ou vegetativo.
 
Nada melhor que legumes para perder gordura e quiçá prolongar a nossa vida com mais saúde.


 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Os fins-de-tarde em Espanha no Verão




Os fins-de-tarde em Espanha no Verão

Passei por várias esplanadas e estavam amigos e amigas sentados em mesas, uns mais novos e outros mais velhos, na marginal pedonal do porto de pesca.

É um povo de que eu gosto bastante e que não é tão diferente assim do nosso.

A diferença é de pobreza e desilusão pelas nossas dificuldades esquecidas. António Costa vai à Ucrânea e Marcelo ao Brazil e uma quantidade de decisões ou ficam pendentes ou não são controladas....e postas à disposição de quem deve receber.

Voltando aos fins-de-tarde, pacatos, pacíficos e muito agradáveis de observar, está na massa do sangue...

Nós, nem nos apetece estar à beira-rio em sítios que nem existem ou poucos.
 

 

domingo, 14 de agosto de 2022

Na piscina a ler o "LIRE"



Que gira ideia no nùmero de Verão da revista "LIRE" haver sugestões de leituras de clássicos em textos de desenhos para miúdos e graúdos tornando mais leves a grandeza das histórias, como por exemplo, na capa as "ilhas literárias de Homero".

Estou em Espanha num óptimo hotel mas as crianças castelhanas berram dentro da piscina como uns cabritos. 

Ainda mato o instrutor que provoca a excitação para os jogos de bola.....ahahahahah 

 

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Férias


 O calor, a séca e a falta de água

Comecei as minhas férias e anseio por um período de descanso do corpo e sobretudo da cabeça.

Vou levar livros, earphones para ouvir música na piscina, tomar banhos nas praias do Mar Mediterrâneo. 

Vou andar kms e kms na praia, andar de bicicleta na vila, ser moderado na bebida e comida ( há sempre a antecipação de doenças mortais, por exageros) e fazer no ginásio treino sem suar demais.

Quantos mais anos poderemos ir assim de férias sem limitações e preocupações.

 Refiro-me ao calor excessivo, aos incêndios que destroem a cobertura verde dos montes e serras de muitos países, causando para além de tudo, prejuízos a pessoas, aldeias e vilas e bens agrícolas e casas rurais. É cada vez mais necessários "pulmões" que respirem por todos nós.

A água é um bem imprescindivel e a sua falta vai causando sécas e todo um conjunto de satisfação de necessidades vitais.

Será que pressionamos os nossos governantes, o suficiente, para evitarmos num futuro próximo um mundo em que é impossível viver?

Não vou mais, durante estes dias, pensar nestes assuntos.

Enchi o depósito do Mercedes sabendo que em Espanha é mais barato: minudências.

No fundo, quando morrermos, não levamos nem um tostão para o Paraíso.

O Circo - PENINHA voltou de férias

 

PENINHA voltou de férias

 O Peninha foi de férias para uma aldeia do outro lado da fronteira, perto de Badajoz. A inflacção também o afectou e com o salário baixo que recebe não se pôde dar a luxos.

Ficou num quarto de uma pensão, suficientemente cómodo para dormir. A maçada é que o colchão tinha pulgas e acordava de manhã cheio de bubões e com imensa comichão pelo corpo todo.

Queixou-se à dona da pensão e ela prometeu-lhe ir a Badajoz comprar um mata-bicho!

Chamava-se Doña Perpétua e de facto o nome correspondia à idade, pois tinha quase 90 anos e estava em óptima forma.

Fazia muito calor e o Peninha saía cedo para explorar os arredores do campo, e notou que o Circo Chen estava a montar tendas para ficar na aldeia uns 5 dias. Panejamentos descoloridos nas tendas, dando a presumir que o negócio estava mau e não dava para uma renovação do material.

Peninha meteu conversa com um don Álvaro, cigano, e perguntou-lhe se ainda havia chineses como proprietários, dado o nome de Circo Chen. Ele respondeu-lhe que há muito tinha sido vendido à sua família cigana.

Peninha quis saber se ainda havia tigres e leões, e ele disse-lhe que por causa de um partido político português de nome PAN, os animais tinham sido banidos dos espectáculos, o que tinha causado avultados prejuízos, pois o público era um grande entusista das malabarices que os animais faziam, ainda por cima sendo bem tratados pelos domadores.

don Álvaro, confessou-lhe que estava pereocupado porque um dos primos ciganos tinha ido para Portugal, e fazia um número de leão, pois hoje em dia fazem-se imitações de grande qualidade e ele fazia uns números com a pele de leão. Perguntou ao Peninha se conhecia alguèm que o pudesse substituir, pois pagavam bem.

Peninha confessou-lhe que era a primeira vez que estava nessa aldeia e não conhecia ninguém. No entanto ( pensando no dinheiro que poderia ganhar - mais uns €500 ) ofereceu-se para o papel de leão.

Lá foram os dois para dentro da tenda, don Álvaro todo contente, e Peninha meteu-se dentro da pele do leão, que lhe assentava que nem uma luva. Treinaram uns saltos a quatro pés no meio de uma argola, uns rugidos em cima de um tamborete, e umas voltas pela arena junto do futuro público da primeira fila, rugindo.

Tendo sido anunciado que o Circo Chen voltara a ter um leão equilibrista, e a publicidade tendo inclusivé passado de Badajoz para Portugal, à noite estava um casão.

Acontece que alguns militantes do CHEGA e André Ventura estavam a passar férias em Badajoz e resolveram ir à noite a um circo chinês, sem saberem que era actualmente de ciganos.

Lá se sentaram na primeira fila, e quando o espectáculo começou, com uma pequena apresentação do programa, André Ventura mexeu-se incomodado por ter percebido que o apresentador era cigano. Estavam em Espanha, numa aldeia cheia de espanhóis e nada disse. Os correlegionários, nem deram por isso e nem reagiram.

Quando chegou a vez do Leão/Peninha, este entrou a quatro patas ( o que lhe custava um pouco não pelo exercício, mas pela ideia de ser um animal irracional...) e a sala ficou suspensa! Peninha avançava com garbo e altivez e deu uma volta pelas primeiras filas.

Logo topou com André Ventura, que Peninha detestava pela sua "luta" racista contra os ciganos.

Ao invés de ser só don Álvaro, veio a troupe toda dos ciganos do Circo Chen, falarem para o público demonstrando a satisfação de terem um felino no novo cartaz. 

Nisto, André Ventura, levanta-se e começa aos gritos a dizer mal da raça cigana e que não tolerava estar num espectáculo por eles representado.

O leão/Peninha deu um salto para o lugar em frente da primeira fila no lugar de André Ventura e lançou-se sobre ele e deu-lhe uma coça das grandes.

Toda sala aplaudia e André Ventura saiu no meio de apupos e assobios e metendo o rabo entre as pernas fugiu para Portugal




quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Crâneo


 

Crâneo

Tanta gente a carpir os seus crâneos queridos, na guerra, de um lado e de outro, nas aldeias (é levado mais à séria a morte), no bulício da cidade, na visita aos cemitérios, mas será que vale a pena?

Mais tarde ou mais cedo tudo se transformará em cinza pó e nada.

Entretanto, durante a vida foram mais os momentos de desatenção do crâneo querido, de torpezas ocultas, de amor fingido, de relações tormentosas...num ápice pouco tempo de felicidade, se alguém sabe o que é...

Por isso o passado é o passado e talvez valha a pena guardarmos algumas boas mas pequenas memórias.

O presente já é difícil o futuro não se sabe o que é.

Um dia destes vos falarei de um "estado", conceito, realidade que é a SOLIDÃO, acompanhado ou não, rico ou pobre, saudável ou doente, culto ou uma besta...proponho para já um pequeno prazer, barato e ainda, creio, que com qualidade. Comprem numa patelaria um chupa-chupa da Regina ou da Rájá ou da Olá, ou mais provàvelmente da Imperial. Ou em alternativa rebuçados de alteia e mel do Dr. Bayard.

É curto o prazer, barato e dá-vos por uns momentos uma sensação de "crâneo querido" 

 

domingo, 15 de maio de 2022


 A escolha entre sair de vez do fb e passar a escrever todos os dias pequenos textos sobre temas calmos, de bem, ou de consolo e conforto , que vão faltando aqui com frequência talvez me possa e a alguns de vocês dar uma perspectiva de mudança da minha e vossa vida.

Se não der, saio das redes sociais.

1a crónica

Infelizmente a Ucrânia vai perder a guerra...como é evidente e tenho-o dito há semanas no que aqui escrevo.

Soldados ucranianos fogem e vestem-se de civis, outros são comprados.

Zelensky e os seus parceiros sabem muito bem o desfecho da guerra.

Morreu muita gente e os desgraçados que resistem "enfiados" na siderurgia de Mariupol, já estão desesperados, sem munições e com falta de alimentação, água, assistência médica, etc

Hoje foi um comentário realista, pois a imprensa internacional do Ocidente mente descaradamente e sabe que o fim está próximo com uma derrota total da Ucrânia, se bem que heróica. Deixo um vídeo do YOUTUBE  que confirma o que eu escrevo.

Vamos ver o que o futuro traz para a Europa.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

A morte de Eunice Muñoz


 

 
 
Morreu Eunice Muñoz.
 
Hoje morreram outras pessoas, também. 

A simplicidade de Eunice e o seu dom inexcedível de artista de teatro, são marcantes no decorrer de tantos anos. Chegou o tempo da partida.
 
Como ela dizia, com a idade, adquire-se serenidade interior e exterior e as coisas deixam de ter a importância que antigamente dávamos e passa-se a observar a vida com outra sabedoria.

Foi uma figura que inspira amor, ternura, admiração. De certeza, para quem não teve, é como uma Avó que apetece acarinhar e estar perto.

A morte é sobretudo um dia de paz, em que tudo acaba, mesmo a glória.

Ficam as memórias da Eunice como um exemplo de GRANDEZA no Teatro e na vida como ser humano.

Não são as homenagens habituais que se fazem aos mortos o que me inspira a isto escrever sobre a Eunice. É uma personalidade que permanece e que mesmo na penumbra da memória da nossa vida, bastará ouvir a sua voz para nos perturbar e lembrar dela com o coração.
 

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Características da amizade


 

Muitas vezes apelida-se alguém de amigo sem atentar a um conjunto de qualidades/características que devem existir entre homens e mulheres, homens e homens e mulheres e mulheres.

Nada disto disto tem a ver com a definição de géneros.

1.     Gostar um do outro – é essencial que com o tempo vá existindo um crescente sentimento de ter prazer em estar juntos, conversar, sair de casa, fazer programas até com novidade para alguma das partes, dar presentes, acarinhar, estar atento ao que o outro precisa, estender a mão quando está mais em baixo, abraçar, beijar e vice-versa.

2.     Cooperar na felicidade da vida do outro, ou seja, é contribuir para que com as capacidades de cada um possa quer a vida pessoal, quer a vida profissional ser um prazer, e uma melhoria da situação patrimonial. A entreajuda e participação em equipe, do estudo e planificação de qualquer tarefa que possa vir a resultar num êxito é uma forte razão para se ter mais confiança um no outro e gostar-se mais ainda por se sentir que há uma sintonia.

3.      Haverá vezes em que a discórdia ou desencanto possam advir, mas neste caso há sempre a reserva afectiva que ajuda a superar a dor, ou zanga ou desilusão. É como se fosse uma “bazooka” que estimula, refresca e faz repensar os aspectos que há a considerar para não causar desencontro.

4.      Finalmente, como o amor, a amizade é agradável, excitante, prazenteira, refrescante e inovatória, implica uma vivência natural, mas com redobrada atenção para dar prazer ao outro. Esse prazer mútuo é um bálsamo nas dificuldades do dia-a-dia e ajuda a superar momentos de tristeza, solidão e incompreensão.

Muito mais haverá a dizer, mas penso ter deixado uma parte substancial daquilo que penso.

Há que, sobretudo, praticar a amizade com todos quantos se cruzam nas nossas vidas, evitando assim os dissabores de incidentes com pessoa hipócritas e más, desprezíveis e que são incapazes de encontrar no outro ser humano uma imagem de si próprio, com as características de cada um que deverão ser respeitadas, mas servem de desafio para espicaçar a vivência da amizade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

O autocarro

Instantâneo
 
Fui de autocarro no Porto, na 6f, ter com um amigo que me convidou para almoçar.
 
Como não tenho passe por lá não residir, pensei que me cobrariam no autocarro.
 
Sentei-me ao lado de uma Senhora respeitável.
 
Veio o pica-bilhetes e dei-lhe uma nota de €10 para que me desse o troco.
 
Fiquei a olhar para ele à espera.
 
Nisto desata nuns berros a dizer que eu o fitava por não ter uma orelha.
 
Fiquei pasmado e disse-lhe que estava tão-só à espera do troco.
 
- Qual troco? Ainda por cima mente!
 
Virei-me para a Senhora ao meu lado e perguntei-lhe se não tinha visto eu dar uma nota para pagar o bilhete!?
 
Com grande espanto meu, negou e estava com uma cara indignada por concordar com o pica-bilhetes.
 
 A Senhora tinha um pequeno embrulho de papel ao colo, que aparentava serem bolos ou bolachas.
 
Fiquei calado e dei como perdidos os €10.
 
Entretanto a Senhora levanta-se e sai. Deixou esquecido o embrulho.
 
Pensei - ora toma, fica para mim e como eu os bolos!
 
Todas as vezes que passava por mim o pica-bilhete rosnava indignado por eu fazer troça de ele não ter uma orelha!
 
Finalmente, cheguei ao meu destino e saí do autocarro aliviado.
 
Sentei-me num banco de jardim e disse: - vou comer um bolo do embrulho da Senhora.
 
Abri cuidadosamente o embrulho e sabem o que tinha dentro?
 
- A ORELHA DO PICA-BILHETE.....ahahahahah


 

sábado, 18 de setembro de 2021

O metro


 INSTANTÂNEO - O METRO 

 O que se observa no metropolitano logo de manhã! Tive que ir e vir cedo na passada semana à hora em que não estando cheio ainda vinha com muita gente. 

Rapaziada nova topa-se à distância quem tomou banho ou saiu da cama de mochila às costas para a escola. Depois hoje vinha muita gente com uma cara crispada de máscara, de quem detesta a 2f. 

Mas o que me fez reflectir como os dias podem ser rotineiros e chatos, foi ver muita, mas mesmo muita gente, de todas as idades com estes "marmiteiros" (que transportam o "comer") a tiracolo e um olhar vazio e vago sem chama nem interesse. 

 Estou a imaginar a chegada, mais ou menos dentro do horário, ao open space, um bom-dia meio grunhido, e com as mais tagarelas ter que ouvir a descrição do fim-de-semana ou as dores de ouvido da Carlinha! Um horror, isto todos os dias. 

E pior, quando à hora do almoço, num acanhado espaço todos aquecerem as vitualhas, a conversa será inevitavelmente sobre um de três temas: o colega Amaro que fez isto e aquilo e entram num detalhe aterrorizador de burocracia do escritório aonde convivem todo o dia, ou sobre futebol ou sobre as tragédias familiares. 

 Nothing else...até porque é gente que nas suas vidas pessoais, sexuais, espirituais são zen, nichts, nada, nulas ou nulos e pouco olham e sabem da vida, muito menos do país, ou até eventualmente do seu próprio emprego. 

 Então para isto é melhor emigrar para o Polo Norte aonde há frio, igloos e silêncio ou ficar em casa com o subsídio de desemprego. 

 Li hoje que os USA têm 30 triliões de dívida. Que venha lá o tal fim-do-mundo no dia 23, ao menos seremos elevados ao Céu - aposto que numa grande confusão - e começa uma outra vida ou não! 

 Isto tudo a propósito do metropolitano: 

Haja Deus, Vicente Mais ou Menos de Souza! (nome do meu blogue)

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Buttlers

 


Fui hoje à Caparica ao restaurante aonde costumo ir e encontrei só o Duarte e o Gonçalo.

No meio das conversas entre pratos, falei-lhes do meu palácio aonde vivo no Senhor Roubado e convidei-os para irem trabalhar como Mordomos. Um tipo de salário entre €10,000 a €15,000 por mês, librés de luxo (uma maravilha de bonitas) e outras de trabalho igualmente elegantes.

Também o convite se extende ao Martim e ao Pedro.

As tarefas são mais do que suficientes para todos. 

Prepararem as minhas viagens ao estrangeiro e internas, jantares e almoços a importantes dignatários de Estado, Reis e Rainhas e Presidentes tudo isto são tarefas diversas, detalhadas, exigindo inteligência e bom gosto e motivação.

Há a melhor escola do mundo de que vos deixo o site por curiosidade.




Erro



Um velho professor passou um velho aluno burro que nunca concluiu o curso. Deu-lhe 14 onde devia estar 4. Comentário do mestre: "vocelência foi vítima de um erro filho da pauta".

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

A moleza


A moleza 

 Eu hoje estou mole. O calor faz-me mole. Mas é boa a moleza, é sensual e prazenteira. Não apetece dar as mãos. Está calor. Mas sabe bem brincar com as pontas dos dedos Sobre o teu corpo nú ao meu lado. Tens cócegas? O que importa é a sensação de tentação, de tentativa, de avanço. 

 Depois fica-se mole de novo. Voltas a chegar-te junto a mim e a tua nudez desperta-me os sentidos E a boca com moleza procura a tua e um beijo mole pode tornar-se em um beijo teso, com força e intrusivo. Volto a estar mole e adormeço e sem cuidares de me acordar exploras o meu corpo da cabeça aos pés e acordo com um arrepio bom. 

Isto aplica-se para acordar os mortos, dizes, com moleza a sorrir. E é verdade, só que não é preciso morrer assim tanto e durante muito tempo. Voltamos a estar moles e o calor incita ao amor e antes de sair ficamos os dois um sobre o outro, roçando-nos com moleza. 

De saída ainda me dizes: oxalá. Viro-me para o outro lado mole e adormeço sem antes beijar o lugar mole aonde estiveste.

In “ cogitações de um dia de Setembro” por Vicente Mais ou Menos de Souza