sábado, 26 de junho de 2021

Impiedoso

 


As notícias de hoje sobre Portugal num todo e em particular na parte epidémica, económica, financeira são desastrosas.

 Desanimadoras, percursoras de tempos muito difíceis, de pobreza, de desemprego, de desencorajamento para o investimento estrangeiro, do turismo.  


Fiquei devastado! 


 Nota: comprei bilhetes em 1 classe na CP para ir ao Algarve na 2f em trabalho. Mais uma vez está prevista a greve. Telefonei para a CP e perguntei se o meu combóio não estaria dentro dos serviços mínimos como em todas as greves. 

A resposta foi a de que não havia serviços mínimos pois tinham de ser requeridos pelo Governo em tribunal e não o fez. 

 O funcionário da CP sugeriu que eu fosse para a estação esperar e logo se veria se havia ou não algum comboio que partisse!

 O Marcelo pensa no futebol e o Costa em brilhar em Bruxelas, mas sem sucesso pois a Merkel decretou Portugal zona vermelha.

 Estou como o Vice-Almirante: sou impiedoso para os incompetentes!

terça-feira, 15 de junho de 2021

O antes, o durante e o depois


 O antes, o durante e o depois 

Em tempo de férias, com uma pandemia falsamente controlada, é prudente escolher com cuidado aonde gastar dinheiro, pouco importa o montante, pois há o antes, o durante e o depois. 

 Nunca, mas nunca, acontece como o previsto. Aliás há, verdadeiramente, poucas boas surpresas quando começamos a crescer e a pensar. 

 O antes ainda é a parte melhor: do sonho, das cogitações fruto das dúvidas...será assim, ou assado...e deixamo-nos embalar por um certo engano que já sabemos será o que encontraremos, mas as nossas "forças" ainda estão fortes. 

 O durante, chegamos com nuvens quando vimos um céu azul resplandecente, o ambiente e então agora com o Covid, é condicionado, mas pode-se e faz-se um esforço para que haja momentos altos, poucos quand-même, mas que compense o dinheiro gasto e o desejo de alguma felicidade ilusória. 

 O depois, é pura invenção côr-de-rosa para nós próprios e para o mundo. Foi óptimo, era de enorme qualidade, divertimo-nos imenso, valeu muito a pena. 

 Por isso, hoje vou-me dedicar a decidir se fico no Senhor Roubado e dou uns pulos a Penedono ( nem sei aonde é) pois sai mais barato, e de certeza que terei menos "spleen" ( ler Eça de Queiroz nas férias, aonde vem a definição). 

 O vosso dedicado que se assina Peninha

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Relações entre amigos


 RELAÇÕES ENTRE AMIGOS 

 Hoje apeteceu-me reflectir sobre os "deveres" e "direitos" entre dois amigos ou amigas. Hoje não é sobre homem e mulher pois tem outros contornos, mas entre pessoas do mesmo género. 

 Por definição "amigo" ou "amiga" é aquele/a que em relação ao outro/a manifesta inequívocamente sentimentos de afeição, generosidade, desejo de estar junto/a amiúde, fazer progamas juntos, tentar ajudar-se mútuamente quer em pequenas coisas quer em momentos de solidão, doença, no fundo "graves" em que a ausência deixa um rasto amargo.

 Conversas, trocas de ideias e de ajuda em projectos de vida, tudo quanto possa desenvolver dentro de cada um/a o desejo de agradar, de aquecer o coração, de ir ao encontro, de "adivinhar" o que poderá dar prazer ao outro/a. 

 Um desequilíbrio de interesse, amizade, desejo de se encontrarem com frequência são comportamentos de egoísmo, de progressiva destruição de algo que uniu e que motivou o encontro e o desenvolvimento de uma relação. 

 Não me refiro aqui a um conceito recente a que se chama "bromance" em que sem embargo de haver sentimentos muito fortes de afeição, não há relações de cariz sexual, entre pessoas do mesmo sexo. 

 Os amigos/as tornam-se para toda a vida quando com normalidade mas com a expressão clara da sua amizade mútua, não causam desilusão, tristeza, desprezo e abandono. 

 Tudo é difícil na vida entre as pessoas, mas se entre amigos/as entre si e do mesmo género é exigente o equilíbrio, o que será em relação aos vínculos familiares entre um homem e uma mulher. 

 Voltarei a este assunto um dia destes, pois consta que no paraíso não há relações chatas de qualquer tipo e género, até porque nada sabemos a não ser que acabamos em cinza, pó e nada.

domingo, 30 de maio de 2021

Gambrinus


 INSTANTÂNEO


Hoje calhou-me ficar o Domingo com a minha irmã Tereza (deficiente e conhecida de toda a gente nossa amiga). 


Fazemos os 6 irmãos uma planificação anual.


Passeei com ela de carro, fui até ao rio e estivémos uma boa hora a gozar do azul do céu e do rio, dos barcos à vela, navios de carga e de cruzeiros. A música era excelente e ela adora o conjunto do ambiente. De vez em quando contava-me novidades que ouve dos meus irmãos. Cada vez vê pior e por isso tenho que lhe dar o braço, apesar de ser teimosa e não querer.


Lanchamos sempre tarde, uma antecipação do jantar.


Desta vez levei-a à barra do Gambrinus aonde eu já não ia desde o confinamento.


Conheço toda a gente desde os chefes até aos criados da barra e desde há anos que é uma conversa pegada sobre tudo.


A Tereza assistia flabergasted e comeu umas torradas com presunto, um croquette e um rissol de camarão, e um prego inegualável do Gambrinus. 


O mano foi o mesmo mas antes várias torradinhas com presunto, cerveja Gambrinus (mista) e mamei-lhe no fim do prego com duas trouxas de ovos magníficas.


A Tereza estava feliz e sentiu o que era o Gambrinus: disse-me que ia dizer aos manos e pediu-me para dizer aos meus filhos...


Estes são os pequenos prazeres de ternura e respeito pela Tereza que tem uma Família que a adora desde sempre.


E voltei a casa já jantado. Isto tudo em Paris ou Londres teria sido significativo de preço.


A qualidade dos pregos do lombo, os croquettes e rissóis não existem nessas capitais assim à disposição de um gourmet/gourmand como eu e tantos outros. E a um preço insignificante!


segunda-feira, 12 de abril de 2021

Passarada

Estou aqui no Parque Eduardo VII a estudar o trinado dos variadíssimos pássaros. A maioria está indignada com a sentença do Ivo Rosa e a inocentação do Sócrates. 
 
Mas contam-me histórias tão engraçadas entre eles aqui no Parque. Temas como a variedade das árvores, o verde lindo das copas a diferentes horas do dia: ao nascer e pôr do sol, algumas queixas de pássaros mais dominadores, etc
 
Nada sobre os humanos. Só falam comigo porque são amigáveis e sentem que com a minha conversa podem ter também outros temas para conversar entre eles.
 
Que bom é estar na Natureza e gozar do pouco que ainda nos resta de tranquilidade.


 

Buzinadela contra Sócrates e Ivo Rosa


 

A buzinadela na Av.da Liberdade foi continuada durante uns 15m pelo menos.
 
Não vi nem o Costa, nem o Sócrates nem o Ivo Rosa.
 
They couldn't care less!
 
A mudança opera-se com novos líderes que apareçam com inteligência, equilíbrio no pensar e no agir, competentes, com dignidade pessoal e institucional, com formação para mudar e enfrentar o lixo deixado e vencerem as eleições democràticamente
 
ou
 
pela violência, revolução, com Forças Armadas que prendam e corram com os que lá estão. O ideal é sem mortes, mas em todas, faz parte.
 
Claro, na minha opinião, os militares terão preparado um processo para haver eleições democráticas.
 
De resto, teremos socialismo por anos e anos.
 
Os portugueses são moles, não saem de casa, e não correm sem medo, quem os serve mal.

sábado, 3 de abril de 2021

Um dia qualquer


 Aujourd'hui c'est n'importe quel jour

Je suis toujours allongé en écrivant, parce que j'en ai envie.

Aujourd'hui, pour moi, c'est n'importe quel jour.  Je sais que je suis objectif et froid et que les gens adorent échanger des méssages de Pâques avec des lapins et des œufs de Pâques et souhaitent Bonnes Pâques (je ne sais pas ce que cela signifiera surtout avec la pandémie recommandant des non-rassemblements).

Commençons par la partie religieuse: nous nous bornons à nous souvenir de la passion et de la mort du Christ, décrites dans des documents dont les auteurs - les apôtres évangélistes - sont morts 70 ans AVANT de l'apparition de leurs «textes».

 En conséquence, c'est bien et ce sont des moments de religiosité de célébrer la mémoire de quelqu'un, selon lesdits textes, qui a subi une passion horrible et injuste et a eu une vie qui a marqué une série de principes d'une classe de religieux: les chrétiens.

D'autres auront leurs histoires et leurs croyances.

Je ne vais jamais au cimetière ou à plusieurs où nous avons des tombes avec les différents familiers dont  j'ai aimé dans ma vie, car à l'intérieur des cercueils il y a du gris, de la poussière et rien.  Croyez-moi parce je sais ce que je dis.  J'ai été président au Portugal de la SCI, la plus grande maison funéraire du monde.  C'était américaine.

C'est dire qu'au moins ceux de mes proches que j'ai rencontrés et que je peux depuis mon lit, me souvenir, manquer les bons moments, l'amour que j'ai reçu, bref, tout ce qui tout le monde sait car c'est arrivé à la plupart des gens.

En bref, il est plus "important" de penser à l'avenir, quel avenir, dans tout ce que cette pandémie a changé dans nos habitudes de proximité, d'affabilité et d'affection, dans notre subsistance personnelle et en tant que peuples, dans d'éventuels conflits nucléaires entre superpuissances. , mais surtout, si nous pouvons continuer à faire un effort pour être bon et «aimer notre prochain», la phrase de base du message de ce Jésus-Christ qui lui est attribuée par les soi-disant «textes» ce qui est formidable et fait de nous tous des personne dignes de vivre en communauté.

Nous verrons, après ma mort, si oui ou non j'ai des raisons d'être "hors de la norme", mais en disant ce que je dis, avec une bonne intention et en démontrant mon désir éternel de trouver la Vérité.

Je dois ajouter que je suis instruit et que j'ai beaucoup lu sur ces sujets depuis des années, j'ai suivi un cour de post-graduation en droit canon à l'Université Catholique de Lisbonne où l'un des sujets était la Théologie.  J'ai approfondi mes connaissances antérieures.


 Je ne suis donc pas indifférent à m'attarder dans mon lit sur des questions importantes.


 Mais vous me connaissez déjà comme un anticonformiste et, surtout, j'aime penser.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Digam-me lá


 

DIGAM-ME LÁ..


Fui dar uma volta de bicicleta por Lisboa e fui pelas ciclovias da Av.da República continuando até Benfica passando à porta do Palácio Fronteira ( por acaso vinha o António, o actual Marquês, a sair com a família e o filho pequeno e parei e conversámos um bocadinho) e mergulhando depois em Monsanto através de trilhos que vou sempre descobrindo.

Agora, (voltei pela Serafina e Palácio de Justiça no parque Eduardo VII) depois de um banho reparador estou sentado na minha cadeira na sala, onde leio e escrevo no ipad.

Esta semana estive com vários amigos mais novos, apenas a tentar começar a vida profissional e a conversa foi fluindo e fui fazendo algumas perguntas sobre como vêem o futuro e o passado.

Lêem pouco ou nada, sabem pouco ou zero de referências históricas e culturais de toda a vida, tudo o que vivemos, conhecemos e fomos ensinados pelos nossos Pais ou Avós ou professores, é por isso totalmente inexistente.

Culpa dos educadores, mas uma grande inércia da parte deles. Saí desconsolado, desanimado e perguntando-me como serão os sonhos, vidas e a cultura que terão e que passarão aos seus descendentes.

Tempos desinteressantes, gente básica e dominada pelo digital e tudo quanto aprendemos com a leitura e escrita de grandes autores literários, músicos, pintores e escultores, monumentos, etc, temo que vá progressivamente desaparecendo.

É uma época dramática e triste pois para além da morte física de tantos e tantas pessoas de valor pela pandemia, vai também a cultura morrendo.

domingo, 7 de março de 2021

O Peninha foi finalmente vacinado

 

 

 

 


 

O Peninha foi finalmente vacinado

O Peninha é amigo desde há anos do Regedor da Junta de Freguesia do Senhor Roubado, um homem do mundo, falando vários idiomas, sobretudo com muitos contactos, no mundo do futebol, da indústria das carnes, da pesca à sardinha e da caça aos gambuzinos.

Vive numa casa apalhaçada, um pouco afastada do centro do Senhor Roubado, mas desloca-se de burro ( para dar o exemplo) todas as manhãs para a sede da Junta de Freguesia aonde, no gabinete, muito bem arranjado com um gosto exquisito tem desde quadros e pintores famosos da região, loiça das Caldas, serviços de chá em prata fingida reluzente, uns móveis típicamente chineses que não sendo muito apropriados mandou vir de Macau para dar grandeza ao ambiente e como secretária a Lu Yung,uma rapariga de Xangai, que anteriormente trabalhava num cabaréte, mas que fruto da conversão obtida pelo prior da freguesia, o sr.Padre Asdrúbal, se tornou uma fervorosa crente, ao que parece...

Começam a manhã com uma pequena oração taoísta e um credo e depois avançam para o trabalho. Despachos e mais depachos que o presidente da Junta tem que dar sobre assuntos da mais alta importância : compra de reservas de fava, tijolos de adobe para o surto da construção que se adivinha, e outros asuntos mais confidenciais que não cabe aqui referir.

Ora nessa manhã Lu Yung, submete ao Regedor um requerimento assaz estranho, pois era um misto de ameaça e de necessidade óbvia nos tempos que correm: o Peninha ( cujo nome pomposo encimava o pedido, Joaquim do Nascimento da Silva Pompa e Circunstância de Alves Duarte Queirós - não era o do Eça - dirigia-se ao presidente da Junta ( que usava discretamente um título nobiliárquico de Duque de GibralFaro entre Gibraltar e Faro ) solicitando-lhe de imediato uma vácina contra o Covid 69 mas tinha que ser da Famel pois a dos Astros da Zéna não era aconselhada para pessoas da sua idade. Ameaçava porém de se não lhe fosse satisfeito o pedido, começaria a vender no concelho vácinas falsas.

Lu Yung olhou assustada para o Regedor e disse que da Famel já não havia mas da gripe haviam sobejado imensas e o Peninha não daria conta da troca.

Assim sendo escreveu-se uma carta formal com o cabeçalho da Junta e assinada pelo Regedor convocando o Peninha para as 19h30m para permitir ser trasnsmitido em directo nas notícias das 20h na Rádio Roubacense, prestigiado posto de difusão da cultura da região.

Recebeu-se uma resposta muito amável e grata dizendo que ccompareceria à hora fixada,

Peninha fez-se anunciar e o Regedor veio expressamente ao seu encontro e levou-o para o Gabinete da Junta aonde já estavam vários repórteres e câmaras de televisão.

Uma cadeira chinesa de pau-santo de mandarim esperava que Peninha nela se sentasse e assim o fez.

Ao lado estava uma mesa manhosa que era a única que havia na enfermaria do posto de saúde, mas recoberta de veludo rubi à volta só deixando ver a bacia, amarelada e manchada pelo uso do tempo.

Na enfermaria tinham aproveitado uma embalagem vazia já usada de uma vácina da Famel, e com muita conversa e excitação a d.Deolinda, enfermeira reformada que pintava o cabelo de ruivo, tirou de uma vácina contra a gripe o seu conteúdo e chupou-a para uma seringa reluzente que dizia Pfeizer.

O Peninha, olhou com atenção e ficou contente de verificar que a vácina era da Famel.

Desenrolou devagar a manga, mas a d. Deolinda disse-lhe que tinha que fazer como o Presidente Marcelo e ficar despido da cintura cima.

Com algum rubor assim o fez e qual não foi o espanto geral quando se viu tatuado em pleno peito todas as Províncias Ultramarinas e no braço uma tatuagem que dizia "Amor de Mardrinha" Guiné.

Lá se espetou a agulha, inoculou-se a vácina da gripe e depois de uma amarguinha tomada em dois cálices com o Regedor, respondidas algumas perguntas feitas pelo Ernesto da Rádio Roubacense sobre futebol, lá partiu contente.

Diz a Lu Yung para o Regedor: - mal não lhe faz...


 

 

terça-feira, 2 de março de 2021

O Peninha vem dar notícias


 

O Peninha vem dar notícias

 

O Peninha tem estado a ajudar o Biden nos seus primeiros 100 dias. Não pára quieto dentro dos USA e voa de estado para estado cumprindo ordens secretas de Biden.

É claro que a CASA BRANCA pôs-lhe ao dispor todos os meios necessários, incluindo o acesso a pessoal da CIA e dos eus agentes.

Encontrou a agente Sandra mas que não o larga. Quer sexo e do picante todas as noites, inclusive de dia. Ela é muito bem fisicamente e serve para atrair iscos que o Biden quer apanhar ainda com ligações ao Trump.

Frequentam meios perigosos e ao mesmo tempo libidinosos…umas discotecas clandestinas aonde se passa tudo nu. O Peninha sendo um portuguesinho valente com tudo quanto isso indica faz sucesso mas quando tudo termina e voltam para o hotel, o raio da Sandra quer mais festa.

O Peninha já referiu isto a Biden que ficou um pouco surpreso mas disse-lhe que tratasse ele da sua vida pois já era maior e ainda NÃO vacinado…coitado.

O Peninha foi a um psiquiatra a quem contou que tinha sonhos estranhos nas poucas horas que a Sandra o deixava sossegado.

Sonhava com monstros e animais temíveis que vinham para a terra para destruir a Humanidade, outras vezes com Abraão e sentia-se como se fosse o Jacob e não tinha a certeza que o pai o não matasse como vem na Bíblia. Tinha sonhos eróticos e antevia o paraíso com nuvens aonde moravam divas como a Marylin Monroe e outras quejandas que de manhã ao pousarem nuas a apanhar sol, tentavam o Peninha, que numa nuvem super a jacto fazia razias por cima dela. 

Também sonhava com comeres: sonhos com calda e açúcar, bolo-rei, cabrito assado no forno, lampreia à bordalesa, umas boas perdizes na respectiva época, enfim festins que acabavam em enormes borracheiras.

Não sonhava, porém, com a Sandra mas com uma osga casada em Nova York com uma “lady” muito mais velha, só porque lhe queria pinar as jóias para revender a bom preço.

O psiquiatra que já tinha vindo a Portugal, e gostava muito do Licor Beirão receitou-lhe uma garrafa inteira ao jantar e se ainda sonhasse qualquer coisa que o afligisse que acompanhasse com torresmos.

O Peninha assim fez e começou a ter umas noites mais sossegadas e tranquilas.

Pediu-me que enviasse cumprimentos ao Presidente da República que ele venera, como sabem de outras aventuras já narradas aqui no meu blogue, um manguito ao Costa e à esquerda e a morada de uma cigana que dita a sorte para entregar ao André Ventura.

Diz-me que está bem, que espera que o Biden um dia destes mande algum rapaz mais excitado magoar o Trump, inutilizando-o para a próxima jornada do campeonato, e que tenta sem sucesso…ainda, pois com as jóias da osga de New York, o leito da querida Melânea ser-lhe-à aberto.

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Instantâneo

 

 

 Instantâneo


Vinha pela Rua Castilho abaixo e de repente pensei: vou ali dar um beijo à Mãe (na casa de sempre, na Rua Vale do Pereiro) e acabei por virar para a auto-estrada...ainda tenho saudades e são nestes momentos em que se vive realmente a ausência. Fiquei triste.

domingo, 20 de dezembro de 2020

A análise de um ano complicado


A análise de um ano complicado

 

Para toda a gente 2020 trouxe uma surpresa que foi o Covid 19. Não importa escrever demais sobre os aspectos técnicos do vírus e da pandemia, se foram ou não previstos, cumpridos e bem geridos que pelo pelo Governo quer pelos cidadãos.

 

Importa-me mais olhar para dentro de mim e tentar generalizar um pouco para com quem interagi: familiares, amigos, profissionais.

 

Um primeiro aspecto que foi relevante foi o de ter criado uma sensação de impotência não só face ao desconhecido e sobretudo no início, como haver pouco a fazer em termos individuais para superar a insegurança, o medo e a impossibilidade de reagir.

 

Para o meu feitio (só sou parado quando me surge uma parede de betão e sem passagens, mesmo estreitas por baixo ou por cima) esta situação tornou-se insidiosamente incómoda, perturbadora do meu natural equilíbrio e cerceadora da liberdade de movimentação.

 

Sou muito cioso da minha liberdade e da de todos por isso odeio ditaduras de qualquer tipo. Isto não quer dizer que não seja “bem-mandado”, isto é, quando quem com razão e autoridade me indicar o caminho, nem hesito em obedecer. São por isso, coisas diferentes.

 

Entretanto, no mundo, ocorriam mudanças políticas em países importantes, dos mais significativos com um decorrer de tempo desesperante até a uma definição aceitável, o que me perturbava igualmente. Tendo mais tempo disponível e liberdade de distribuir as minhas horas de trabalho profissional, dedicava bastante tempo a acompanhar nos diversos meios de comunicação, o que se ia passando.

 

Uma impaciência enervante era o que sentia com as mudanças bruscas a cada dia que tinham impacto no mundo livre, na economia e nas reacções internacionais das grandes potências.

 

Ficou assim abalado o meu conceito de estabilidade e de paz interior, reagindo mais ansiosamente, menos compassivamente, com mais irritação com pessoas, ideias e coisas que se iam cruzando no meu dia-a-dia.

 

Claro que, dentro deste invólucro estão as redes sociais e os seus participantes no Facebook, WhatsApp, e-mails, canais de televisões com notícias e programas, conversas sociais e familiares – tudo a acrescer ao sucessivo desenvolvimento de vários tipos de confinamento que iam surgindo.


Ouvia-se vagamente falar que tudo isto causava depressões, separações e divórcios, suicídios, doenças penosas que terminavam na morte de quem muitas vezes nos sendo indiferentes e sem especial proximidade, respiravam o mesmo ar da nossa mesma comunidade.

 

Fui poucas vezes a psicólogos e psiquiatras. Aos primeiros, para além de gastar o dinheiro do tempo passado no gabinete, acabava por ser eu quem dava a consulta.

Os psiquiatras, salvo honrosas excepções aliás como para com os psicólogos, era entrar e na primeira vez explicar sucintamente ao que vinha, e na receita uma série de químicos que, na maior parte dos casos, tinham sucesso.

 

Isto vem a propósito de eu ter pensado fazer uma visita a um destes “sacrossantos habitáculos” para me queixar de…..o que eles próprios, quiçá, também sentiam. Gosto de chá, bebi-o em “piqueno” e parece que há uns quantos que acalmam os interiores. Só que ainda não se descobriu umas ervas contra o Covid, e o Earl Grey é um dos meus favoritos.

 

Assim que, continuei na mesma. Resolvi voltar-me para três “mèzinhas” que andavam há uns tempos enterradas no subconsciente: o esquecimento de mim próprio e a atenção aos outros que precisem ou simplesmente gostem de comigo estar; um adoçamento do coração e interesse em fazer novos amigos/as; procurar novos negócios em plena "crise" palavra a que os chineses chamam de "oportunidades".

 

Tem corrido bem, estou menos stressado e apesar de não me deixar vencer pelo desânimo e sucessivas "vagas" assustadoras da “Nazaré”, dar-vos-ei notícias quando algo de significativo merecer a caridade da vossa leitura…imaginam-me a pedir a vossa caridade, mas a aplicação desta expressão “caridade” estava eivada de cinismo e era uma brincadeira entre mim e um meu amigo e colega de Administração de um banco aonde trabalhámos.

 

Merry Christmas ou seja aguentem-se porque em português desejar um Bom Natal não faz sentido, se bem que valha a pena fazer uma visita ao presépio. É tão bom ser pequenino…as saudades que eu tenho de nascer e não ter responsabilidades.

 


 

domingo, 13 de dezembro de 2020


 Pesentes de Natal do Peninha


Este ano, por causa da pandemia, o Peninha resolveu presentear a família e amigos, com produtos do "comer".


Assim foi à Rua do Arsenal comprar bacalhau aos grossistas que vendem o "fiel amigo.


Foi à zona saloia de Lisboa, comprar couves, batatas, cenouras, aipos, alhos franceses, abóboras, bróculos, espinafres, tomates, courgettes e muita fruta fresca. Tudo isto biológico.


Foi à Beira Alta comprar cabritos, no Alentejo adquiriu borregos, em Sintra, perús e nas fronteiras com Espanha, produtos contrabandeados tais como café, bâtons, soutiens, cuequinhas de renda, perfumes chineses e outros produtos de consumo a preços irrisórios.


Também comprou algum produto à Maria Joana para a juventude.


Tudo isto ia para um armazém no Senhor Roubado aonde tinha um alarme que abria duas portas de ferro mediante uma frase que se tinha de dizer em voz alta: " o lobo que vá para o inferno".


O Peninha tinha vários inimigos, sobretudo na taberna do Neto. Com os copos os ânimos exaltavam-se sobre discussões entre adeptos do Sporting ( este era o clube do Peninha) e do Benfica.


O Sabastião era do Benfica e estabelecido na praça e quando o Peninha se gabou do que tinha comprado e disse que tinha guardado num armazém fóra dos limites do Sr. Roubado e que para se ter acesso tinha que se dizer uma frase em voz alta que só ele sabia, o Sabastião jurou que lhe havia de ir roubar tudo.


Havia um caminho que se fazia a pé muito bem de um extremo do Sr. Roubado até ao armazém do Peninha.


Peninha estava contente pelas compras que fizera e caminhava assobiando o hino da "Internacional" pois para além de ser bonito, o Peninha andava enviezado para os lados do partido comunista!


Sabastião seguia-o escondido no arvoredo sem se dar a ver.


Lá chegado, o Peninha gritou: " o lobo que vá para o inferno" e as portas abriram-se de par em par deixando ver o vasto e rico recheio.


Sabastião regressou à banca do mercado e pôs-se a pensar que nessa noite, de lua cheia, aparelharia o burro à carroça e ia "limpar" o armazém do Peninha.


Assim fez e lá chegando pôs-se a gritar " abre-te sésamo".."abre-te sésamo" e as portas nada.


Voltou furioso ao Sr. Roubado e cogitou ir de novo às escondidas quando topasse que o Peninha lá voltava.


Tudo isto ficou sem efeito porque o concelho ficou com um cordão sanitário um mês e toda a gente confinada em suas casas.


Sabastião desesperado à janela gritava para o ar " o lobo que vá para o inferno" e Peninha que passeava o cão no passeio por debaixo da janela do seu arquinimigo, sorria para si, sabendo que jamais alguém se lembraria desta palavra passe para entrar nos seus "domínios".


E assim se prova que a história do Ali Bábá teve sucessores, ainda que mais bem sucedidos, pois não foram roubados.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Shanghai e as minhas perplexidades

 



Uma das inúmeras vezes que fui a Shangai fiquei num hotel de 5 estrelas bem confortável. O gerente acompanhou-me ao quarto e quando me abriu a porta para entrar, qual não foi o meu espanto quando vi deitada na minha cama uma chinesa novinha e com uma cara gira que me dise "Hello".

Perguntei ao gerente se tínhamos entrado no quarto errado mas disse-me que não, era um costume nos hotéis e hospedarias chineses para agradar aos Clientes. Se eu não quisesse ou preferisse um rapaz também me arranjavam.

Disse que vinha cansado e que para já queria ficar sózinho, iria tomar um banho e fazer umas chamadas e trabalhar um pouco e que se ela quisesse a convidava para o jantar.

Saiu discretamente e reparei que tinha um bonito corpo, talvez de 20 ou poucos mais anos, falava inglês e tinha uma boca bem feita com bâton encarnado.

Acabei por sair, fiz uma compras, sirandei pela Bunt ( promenade ao longo da baía de Sanghai com uma vista esplendorosa sobre a ilha aonde se vislumbra a Sanghai moderna, como se fosse Manhatan) e almoçei num restaurante francês excelente pois já levava 8 dias de comida chinesa, de que aliás gosto muito. 

À tarde fui ao Consulado de Portugal aonde combinei com o Cônsul ele arranjar-me contactos de empresas para eu visitar e tentar fazer negócios.

Eram umas 18h regressei ao Hote e à entrada perguntei ao concierge se a menina que estava no meu quarto de manhã, sabia fazer massagens e se estavaa livre.

Enquanto trabalhei em Hong Kong todos os dias quando saía da empresa ia fazer exercício num ginásio e a seguir uma massagem. Sou um fanático de massagens e em todo o mundo aonde vou reservo sempre hotéis com spa.

Com o Covit faço massagens de juízo na cabeça.

A menina subiu e entrou no quarto. Devo dizer que para mim massagens é eu estar nu de frente e detrás e não há cá vergonha nenhuma....qual toalhinhas qual carapuça.

No meio da sessão, batem à porta e aí cubri-me e pedi à menina para ir ver quem era e dizer que agora não podia falar.

Eis senão quando vejo entrar dois chineses com cara de maus, que me pedem para pagar a massagem e levam a rapariga.

Telefonei indignado para a recepção do Hotel, contei a cena furioso e exigi uma explicação.

Vesti-me e desci e o gerente atrapalhado disse-me que ela pertencia a uma tríade e que a tinham vindo buscar por estar com um estrangeiro.

Refilei com o Hotel e fiz uma queixa para a Polícia....devia haver disto todos os dias e a queixa cairia em saco roto.

O Hotel, gentilmente, arranjou-me duas outras raparigas que me fizeram uma massagem excellente.

Conclusão: andar sempre com o bacamarte armado...ahhahahh


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

O PENINHA REGRESSA DOS USA

 


O PENINHA REGRESSA DOS USA


O Peninha esteve agora nas eleições presidenciais nos USA a trabalhar em Newark como repórter do Correio da Manhã.


Alojou-se em casa de um primo emigrante ( Newark é composta quase na maioria pela comunidade portuguesa) o Zé Bacalhau, que tinha um armazém de importação do dito cujo para a América.


O Peninha conseguiu este tacho de repórter do CM durante o período eleitoral, pois durante meses, desempregado e vivendo no Senhor Roubado, rondava as saias da Cremilde, a secretária do técnico de recursos humanos do CM.


A partir de certa altura passou da fase de rondar as saias para uma convivência física com a Cremilde, co-habitando com ela na Alfama.


A Cremilde tinha uns largos seios redondinhos e um nariz arrebitado que davam alguma graça a uma cara grosseira mas sempre arranjada e pintada.


Usava jeans para ir trabalhar e seguramente o número de cintura escolhido fora propositadamente rebaixado, deixando ver um rabão em forma de pêra, esprimido e saliente a um metro de distância.


A Cremilde em tempos passados agasalhou a carne do Director do CM e ganhou alguma influência sobre ele, pois apesar de terem rompido as relações ficaram para o sr. Arménio as recordações de suculentas noitadas passadas no seu apartamento com a Cremilde.


Fruto dessa influência, o Peninha conseguira obter um emprego no arquivo morto do CM. O salário era magro mas o Peninha era compensado na qualidade de vida diária por viver à custa da Cremilde e petiscar-lhe as carnes com uma frequência avassaladora.


Um dia escreveu um e-mail para o primo luso-americano, o Zé Bacalhau e perguntou-lhe se lhe dava guarida e alimentação em troca de ser o correspondente em Newark do CM para as eleições presidenciais.


Obtido o consentimento entusiástico do primo pois contava também ganhar com o "quiosque" para incrementar a venda do "fiel amigo", ajudou o Peninha, através da Cremilde, a conseguir o acordo do sr. Arménio para esse posto de correspondente do CM em Newark, tendo em conta que o CM só teria de pagar um bilhete de avião de ida e volta, sendo o resto das despesas por conta do Zé Bacalhau.


O Peninha ficou privado da fruição sexual do corpo sensual da Cremilde, mas o primo arranjou-lhe para o compensar, um namorico com uma sobrinha com contactos na Casa Branca, a Rose Perroux.


O Peninha comportou-se na primeira vez que a conheceu no leito como um verdadeiro garanhão português de puro sangue, apesar de se desconfiar da origem cigana dos antepassados o que no CM, falado à boca pequena, trouxera agruras ao Peninha no partido do Chega e em entrevistas falhadas com o André Ventura.


O desiderato de Peninha seria o de obter em exclusividade uma entrevista com o Trump e para isso contava com os apoios de Rose, que no passado tinha frequentado a Trump Tower como "camareira", no sentido literal do termo.


Rose fora depois do fartote do Trump em relação a ela, quem lhe apresentara a querida Melânia.


No início da campanha e numa vinda de Trump a Newark, Rose arranjara para o CM uma entrevista com o Presidente, mas que não poderia exceder duas perguntas e um retrato do Trump com uma gata!


O Peninha estava nervoso pois não falava inglês de todo em todo, excepto dois palavrões: "fuck" e " bye-bye son of a bitch".


Trump entrou apressado na sala de entevistas e estavam Rose e o Peninha, expectantes e cheios de entusiasmo.


Rose estava com o vestido côr-de-rosa com um generoso decote vendo-se os biquinhos dos seios e com uma saia muito curta e justa.


O Peninha tentou adivinhar o que poderia usar para impressionar Trump e pediu ao Zé Bacalhau para encontrar na comunidade portuguesa alguém que lhe emprestasse o traje de campino do Ribatejo de vara, barrete, colete e tudo.


Trump ficou pasmado ao olhar para o Peninha e entusiasmado perguntou a Rose se o jornalista era escocês!


Rose lá lhe explicou tudo mas Trump não fazia a menor ideia a que país pertencia o Ribatejo nem a que zona do mundo.


Trump estava apressado e tendo um dos assessores dito que o jornal que o Peninha representava só tinha direito a duas perguntas, ficou à espera que o Peninha as "xutasse"!


Fazendo-se valente e querendo provar a Rose que não precisava da sua ajuda, perguntou a Trump:


- like fuck?


Trump ficou agradado e desenvolveu toda uma teoria que deixou Rose encarnada de um rubor púdico falso.


Trump riu-se muito e Peninha gravava no seu gravador portátil a resposta para enviar mais tarde para a redacção do CM.


A segunda pergunta foi:


" you son of a bitch"?


Gerou-se uma enorme confusão na sala, Rose e Peninha foram agarrados pela segurança do Presidente e o FBI ainda identificou o Peninha, mas pareceu-lhes inofensivo o traje de campino. Já a vara ficou apresada pois consideraram-na uma versão rudimentar de arma de fogo susceptível de um atentado plausível.


Deram um pontapé no rabo do Peninha e à Rose uma palmada descarada nas nádegas e expulsaram-nos para a rua.


Em Portugal o sr. Arménio estava ansioso pela reportagem e o Peninha enviou-lhe tal como a gravara sem perceber pinta do conteúdo, escondendo cautelosamente de como foi vestido, pois tinha a certeza que essa teria sido a razão de tanto escarcéu.


O sr. Arménio percebia inglês e ficou deliciado com a resposta detalhada e porca de Trump à primeira pergunta. Seria, seguramente, uma caixa do CM.


Quando ouviu a segunda pergunta e se deu conta das consequências para a boa reputação do CM, apagou-a e meteu a gravação da primeira pergunta numa gaveta como um "manual" de bons conselhos.


Em consequência desta experiência o Peninha foi posto na rua do CM mas continuou a deleitar-se com a Cremilde que ignorante do idioma da Albion, achou que tinha sido pura inveja do sr.Arménio.

domingo, 29 de novembro de 2020

A partida do Zé


A partida de alguém é sempre patética: traz dor, saudades, tristeza e como que se ficássemos espantados e não esperássemos que um dia haveria de chegar mas, seguramente duvidosos do destino do morto. E agora para onde?

Não me importa o ponto de vista das diversas religiões, pois em nenhuma até agora houve notícias reais da existência de uma vida...que conceito de vida poderia ser, para além da morte.

Discuti várias vezes com o Zé este tema quando ele abordava o sentir que caminhava para o seu fim. Fazíamos um trato que era o de não falar nem da minha nem da dele. Assim estávamos mais à vontade e sem medos.

Cada um trazia para a conversa livros que lera, artigos de cientistas, de religiosos de vários credos, histórias de "retorno" de doentes que contavam a visão de um túnel de luz e uma vontade de não regressar, mas no final nada tínhamos avançado.

Tenho para mim que o melhor será despreocupar-nos sobre o after-death e ao contrário tratarmos de viver bem enquanto estamos vivos. 

Há tanto para melhorar, enriquecer em amor, cultura, valor profissional, social e de entrega a quem precise, e uma permuta de tudo isto com e de quem gostamos.

Por isso quando a morte chegar, seja de mansinho ou de forma estrepitosa, ou com sofrimento, a expectativa de no fim da vida se ter paz, deverá afastar o medo.

A memória dos nossos mortos é temporária e ao mesmo tempo permanente. Ficam-nos gravadas as histórias de e com cada um/a e passadas as primeiras semanas a vida continua e nem deve ser amargada por uma atitude de luto permanente pois torna-se cansativo e às tantas já nem temos um propósito pois os mortos não retornam.

Interessa sim, estar atentos a uma frase que alguém diz e de repente revêmo-nos num momento de grande lembrança e intensidade de emoções e de saudades, numa música, num sítio, tudo isto por casualidade pois é o que nos dá a certeza de os "chorarmos" com naturalidade.

Querido Zé, obrigado pela tua amizade e presença na minha vida. Foi sempre amistosa e permanente e tenho a certeza que valeu a pena para os dois esta mútua partilha dos nossos defeitos e qualidades.

É isto que se deve fazer, na minha opinião: ser gratos no nosso coração com quem parte e termos a humildade suficiente de reconhecermos, se porventura fomos úteis ou de ajuda, nada disso interessa pois não há um Livro do Deve e do Haver, na contabilidade do amor.


 


sábado, 28 de novembro de 2020

O gostar uns dos outros, não há melhor! E saber exprimi-lo, dizendo-o. Só isso basta!


O Imperador Napoleão Bonaparte nunca o disse. Primeiro porque era muito inteligente, segundo porque tinha de facto, perdido a batalha com mortos visívéis espalhados pelo campo da peleja. 

Esta graça, está a parafrasear Trump, de quem nunca gostei e a quem já ouvi dizer públicamente nas redes sociais ser o Eleito, o melhor, o mais inteligente.

Deixemos de falar de um perdedor e hoje apetece-me concentrar-me naquilo que penso dever ser a atitude de cada um, quando está em casa confinado, seja acompanhado ou seja sòzinho.

É sempre uma boa oportunidade para descansar a cabeça, ler, conversar com o/a parceira/o e também saber respeitar o seu silêncio. Por outro lado as pessoas que se tornam omnipresentes no confinamento e refiro-me aos tais ditos parceiros, podem causar uma saturação. Cada um tem que arranjar o seu "espaço" e ser equilibrado na intromissão da intimidade do outro.

Tem crescido o número de suicídios, separações, divórcios, pancada da brava e tempos infelizes. Já bastam as dificuldades da vida diária neste preciso momento em todo o mundo para que nos nossos pequenos mundos adicionemos acidez, zaragata e falta de paz.

Talvez pensar nos outros que se encontram em circunstâncias piores e AJUDAR ou com quem nos dá prazer conversar e nada mais fácil do que estar um bom bocado ao telefone a falar de coisas leves ou de negócios que nos distraiam, ou trocar impressões sobre temas que a qualquer um possa servir de guia ou de motivo de reflexão.

Não há nada melhor do que se gostar uns dos outros e exprimir sem vergonha esse sentimento, pois cai fundo no coração e na parte do cérebro (tenho falado com cientistas do melhor e estou um entendido...ahahahah) que provoca uma sensação de bem-estar.

Vamos então a isso, pois apesar de ter a imagem do Bonaparte que não foi pêra doce, foi esta a reflexão que me apeteceu deixar hoje.

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Diego Maradona


 DIEGO MARADONA 

 Cada vez julgo menos as pessoas. A morte de Maradona é a morte de um homem complexo e que mesmo na sua morte chama a atenção do mundo. Todos temos os dois lados: o bom e o mau. Maradona jogava muito bem...no passado quando estava equilibrado e são. Este foi o lado bom. 

Devo dizer que o tempo passa para todos e eu acho que o Ronaldo e o Messi, Pélé entre outros jogam ou jogaram tão bem ou melhor do que Maradona. E são normais. 

O lado mau de Maradona não pode ser esquecido pois há muita gente presa e para toda a vida e há forças legais que perseguem traficantes de droga ao nível dele apoiado e ligado à Camorra ( mafia italiana) bem como com negócios muito sujos. Os que são fanáticos por futebol não conseguem controlar os excessos nos elogios ou críticas. Por fim começo como disse no início, cada vez julgo menos e espero que finalmente Diego Maradona tenha encontrado a paz.