quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

VENEZUELA


VENEZUELA

É minha opinião que ou a situação se resolve ràpidamente e Maduro sai seja de (i) livre vontade com negociações secretas com países "amigos" para aonde foge e é acolhido como refugiado político ou (ii) é morto por um snipper ou uma brigada de intervenção estrangeira (iii) aceita que seja o oponente a organizar livremente novas eleições democráticas, ou pode haver uma inevitável derrota de Gaidó pois não têm armas e o povo fica farto do decurso do tempo sem progressos. Há timings a cumprir.

Não consigo prever qual destas opções seja a escolhida. Inclino-me para a primeira pois pessoas deste calibre mesmo negociando uma saída, jamais reconhecerão que perderam.

Entretanto, Gaidó parece-me corajoso e patriota mas fraco institucionalmente. O discurso é repetitivo e não tem a garra do outro malandro.

Era preciso gritar mais alto do que o outro, ter um discurso mais autoritário e violento. Nada de perdões gerais nem amnistias sem serem apuradas as responsabilidades e corrupções. Não há mercê para quem põe um povo na miséria e faz vilanias e de nem de todas sabemos e quando as soubermos será uma miserável surpresa.

Não só tem cara angelical, voz fraca e conciliatória e não me admirava que fosse assassinado e fosse um mártir, mas isso não resolve o problema da Venezuela.

Ouvi a entrevista dele à CNN à Amanpuri e achei fraca.

Tinha que ser atrevido e castigador, excitar the "mob" e ameaçar invadir os pontos principais e estratégicos da cidade e dominá-los. Alguns dos poucos militares que timidamente vão desertando não têm impacto contra Maduro que os desrespeita.

Não tenho dúvidas que do lado de Maduro TODOS os militares e apoiantes institucionais já perceberam que ele perdeu.

Nisto do poder é preciso saber exercê-lo com sabedoria, manha e táctica bem como ter uma estratégia.

Aparentente Gaidó tem só a multidão. Já ajuda mas não chega e o tempo corre a desfavor.

É um puro e ingénuo em ter deixado a filha e a avó na sua casa aonde os esbirros de Maduro se deslocaram. Estava a ver -se e sorte foi de não estarem lá os dois Gaidó e mulher.

É a figura do Agnus Dei, mas não queremos neste momento cordeiros sacrifíciais.

Queremos respostas diárias violentas de ameaças e da indicação de que Maduro vai perder seguramente.
.
Quanto a invasões do exterior são difíceis de justificar excepto se algum diplomata ou embaixada for desrespeitada. Le "faux prétexte" mas que permite uma legítima intervenção.

Espero sinceramente que Gaidó venha a ser um novo Simão Bolívar!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Engripado


Estive hoje engripado e com tosse, mas creio que não é a epidemia que anda por aí. É incómodo mas não castrador da observação do que se vai passando.

Saí abafadíssimo para ir à botica aviar um novo remédio que é três em 1: gripe, tosse e alergias do nariz. Confesso que já tomei desde o almoço e ao jantar e me sinto melhor.

1. Venezuela : vai acabar bem depois de muita resistência e até eventualmente mortes, a não ser que os militares de baixa patente se juntem ao povo pois têm dificuldades familiares. Pode acontecer que a pretexto do apoio para uma situação de refugiado político de parte de algum dos países regionais ( por exemplo Bolívia), Maduro encontre uma justificação "honrosa" para sair reconhecendo que o povo já não está com ele e que os principais países vizinhos deram já o apoio ao novo líder. É um ditador corrupto que conduziu um povo rico e trabalhador à fome e à ruina. Inacreditável!

2. Trump: a cada dia e cavadela, uma minhoca troublemaker. Hoje foi a speaker do Congresso Pelosi que lhe recusou o discurso do State of the Union no Congresso enquanto não retomasse o funcionamento regular do Governo. Por outro lado o Advogado de Trump que seria ouvido brevemente adiou as audências pois a sua família e ele próprio têm recebido ameaças de Trump quanto ao que vai testemunhar. Isto é dito públicamente e nada acontece ao Presidente. A luta continua pela obtenção da verba pedida por Trump para o muro e a recusa dos democratas. É tão inusitada esta situação de Governo fechado que não se encontra nem compreende em nenhum outro país.


3. Brexit : May continua numa total "mess" em relação ao Parlamento, Irlanda e o povo. Muito preocupante.


4. França - Macron prefere andar no trólaró e assinar tratados com a Alemanha e vagamente a cada semana encontrar-se uma vez com os maires e alguns cidadãos ( os outros trabalham) para falar sobre projectos infactíveis. Vai acabar mal e vai perder o mandato. Que alternativa?


5. Portugal : situação financeira preocupante e Governo e parceiros assobiam para o lado.

Um mundo cheio de problemas e com um futuro previsível nada risonho. Preparemo-nos para dias difíceis e ao menos que sejam preenchidos com boa leitura, música, conversa entre os amigos e resignação pelas nossas limitações.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A TIA UMBELINA e o Pe. ADELINO



A TIA UMBELINA e o Pe, ADELINO


Ora o Pe. Adelino, era o Abade da terra e benquisto por toda a gente. Não era homem de muitas posses mas tinha construído uma Casa Paroquial ao lado da matriz com dois andares, uma sala acolhedora com um fogão que fumava muito bem nos dias frios, decorada com bric-a-bracs que as paroquianas lhe tinham dado ao longo dos anos e herdara de um ramo nobre da Família – os Sarmento Beiriz – umas quantas cómodas, pratas armoriadas, vários serviços de loiça e de copos de cristal e toalhas de linho bordadas. Gabava-se muito da mesa e cadeiras da sala de jantar que eram de vinhático antigo e polido pelo uso e que com o esplendor das arras em cima, e uns bons petiscos o tornavam num Senhor Abade dos verdadeiros.

Tinha um quarto de hóspedes no segundo andar, pois já lhe custava subir as escadas, sobretudo depois de ricos manjares que servia a várias paroquianas a que chamava de “ovelhinhas reparadoras” e dos respectivos cônjuges, e decidiu, portanto, situar-se no rés-do-chão num quarto bem grande com uma cama de casal Dona Maria que herdara também, com a respectiva mobília.

Tinha fama de ser boa pessoa, mas pouco ligado ao dicastério preocupando-se mais por boas ceias e bons copos ainda que cumprisse as suas obrigações. O Bispo visitava-o amiúde e o Abade mandava matar um capão na véspera e com batatas na brasa e uma sopa de couves, finalizada com um leite-creme braseado regalavam-se com um tinto reserva de Vale Pradinhos.

A Tia Umbelina era assídua frequentadora das ceias do Pe. Adelino e tinham criado uma intimidade grande pois era ela quem supervisionava a Eliza, cozinheira, para que os repastos fossem um sucesso.

No entanto, nunca lhe brilhara o olho para ela, pois o buço e algum desarranjo tornava o descendente dos Sarmentos Beiriz insensível ao pecado da carne.

Do lado da Tia Umbelina, dada a proximidade e frequência com que se habituara a frequentar a casa do Abade bem como já depois dos jantares ou ceias, ficando sempre para acabar a conversa até que o Pe, Adelino se recolhesse, surgira desde há muitos anos, dado que ficara viúva do seu marido Marcolino, de que não guardara memórias de notável fogosidade, um desejo carnal que lhe sabendo a pecado mais lhe aguçava a vontade.

No dia seguinte, chegando a hora da missa, a Tia Umbelina sem mudar nada da transformação operada pela Yrina na véspera, cobriu-se com um xaile por causa das vizinhas e atrasando-se de propósito foi-se por nas últimas filas da Igreja, fenómeno que fez estranhar a assistência habitual das beatas pois tinha um genuflexório pago ao ano a Santa Rita de Cássia, mesmo na frente ao altar. Tossiu muito e todos cuidaram que tivesse apanhado uma gripe.

Mal a missa acabou e depois do Abade ir para a Sacristia para se desparamentar, a Tia Umbelina caiu de joelhos com a cara entre as mãos, em fervorosa prece, até todas saírem.

Mal viu a via livre, dirigiu-se apressada à Sacristia não fosse o Abade sair pela outra porta. Mas sossegou-a quando ouviu a sua voz ao telefone e presumiu que já estivesse desparamentado, mas a falar para alguém e por isso estando sozinho.

Entrou de mansinho, encostou a porta devagarinho até a fechar e esperou que a chamada terminasse. Aí tirou o xaile e esperou.

- A Senhora faz o favor de dizer? – disse o Abade não a conhecendo, mas amàvelmente.

- Sou a Umbelina, Pe.Adelino.

O Abade ficou sem voz e agarrando-se a um arcaz valioso e bonito para se sustentar em equilíbrio, olhou-a da cabeça aos pés.

- Mas como conseguiste esta transformação que nem te conheci, disse com um sorriso guloso.

A Tia Umbelina lá explicou tudo e o Abade disse-lhe:

- Tenho hoje um jantar cedo que tenho que dar a uns Cónegos que vêm de passagem. Tu podias dar uma ajuda na cozinha e depois de se irem embora, ficavas por lá e dormias no quarto de hóspedes. Temos muito que conversar, a noite faz-se fria e não fica bem ires tarde sozinha para casa.

A Tia Umbelina, assentiu com um olhar de gratidão e beijou-lhe a mão ao despedir-se e o Pe. Adelino segurou-a entre as mãos dele e fez-lhe umas festas, apertando-as, com um sorriso e dizendo:

- Quem havia de dizer a nossa Umbelina!

(continua)

domingo, 13 de janeiro de 2019

Futuro


Futuro

A situação política na Europa está a resvalar quer económica quer políticamente. Nos USA avança um inquérito de suspeita do envolvimento de Trump com a Rússia. No UK na 3f May é esperado que perca a votação. Em França novos protestos mais violentos e explosões. Paris está disforme e perigosa. Macron e o seu Governo não têm controlo da situação e económicamente não tem fundos para pagar as promessas feitas aos gillets jaunes a quem neste momento já não chegam as exigências que fizeram.
O que estará a China a preparar? E Putin?

Os portugueses nos canais de TV SÓ vêem futebol e shows Cristinais e Gouchais e não abrem os canais estrangeiros!

Por cá uma trapalhada partidária no PSD, a dívida pública a crescer e inúmeros problemas que causam greves e prejudicam todas as partes envolvidas e sobretudo o público.

Para não falar em alguma má surpresa que um dia destes o clima universal provoque no mundo.

Na prática os dias vão passando e bem melhor é ter serenidade e encarar os maus dias que inevitàvelmente virão, como um fim anunciado para a vida das últimas décadas.

Todos os dias nascem, sofrem e morrem seres humanos.

Triste sina!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

DIETA


DIETA

Comecei na 5f uma grande dieta acompanhada por um médico, com exercício, yoga e o chamado jejum dos dois dias por semana. Domingo é o primeiro dia do jejum a partir da noite até 2ªf à noite.

Claro que se pode ingerir produtos escolhidos, mas os suficientes para não tombar para o lado. A sessão com o médico é às 2fs e depois na 4f à noite volta ao jejum pois a sessão com o médico é à 5f.

Nos outros dias posso comer de tudo....ahahahah...excepto pão, doces, massas, batatas (só rôxas), e tudo quanto eu gosto. Este é um programa de 8 semanas e às 4f tenho uma sessão de yoga.
Andar pelo menos 30m por dia
Fazer alguns aparelhos e ginástica de abdominais e pernas.

Estou animadote....ahahahah...fui comprar coisas que nem sabia que existiam a saber:

- atum em água, enlatado
- tomate chucha ( e eu que detesto tomate)
- espinafres baby
- 1/2 colher de azeite
- 1 1/2 chícara de feijão branco
- cogumelos portobello ( terei que ir a Londres)

coisas boas:
- morangos
- mirtilos
- sumo de laranja
- chá
- café
- muita água
- framboesas
- camarão descascado

TUDO ISTO EM DOSES MISERÁVEIS....ahahah

Enfim se

1. emagrecer, dou por bem empregue o esforço e dinheiro gasto

2. se morrer o médico manda celebrar um Te Deum Laudamus na Sé com tudo de luxo para a minha entrada no paraíso ser comme il faut

3. se desistir, sou um miserável que não mais merecerá vir aqui nem gozar do vosso respeito

Nelo o magricelas em potência

domingo, 30 de dezembro de 2018

O PENINHA E A TIA UMBELINA (continuação)



O PENINHA E A TIA UMBELINA (continuação)

Yrina desceu para jantar com um vestido que a Tia Umbelina lhe emprestou, e que naturalmente, ficava-lhe largo e comprido mas tapava-lhe os seios que espetados eram uma tentação para o Peninha.

A Tia Umbelina deu as graças e mais contente por ver que o decoro tinha voltado à sua casa, foi simpática para Yrina e explicou-lhe através do Peninha de que constava o jantar:

- sopa caseira de couves da horta com fios de azeite puríssimo e batata, feijão verde e um pedaços de carne. Vinha a ferver do fogão a lenha. Yrina deu uns gritinhos de prazer depois de a provar.

A Tia Umbelina olhou para o Peninha intrigada e perguntou-lhe o que eram aqueles guinchos! Peninha explicou-lhe que era a expressão da sua admiração pela sopa que achava deliciosa.

A Tia Umbelina ficou sorridente e perguntou-lhe: - então gostaste? Só te fica bem porque é tudo natural e da horta e é saudável. E deu um estalo com a língua.

A seguir veio um arroz de refogado com pato dentro em bocados macios e com chouriço e entremeada, acompanhado tudo com uma salada de alface e tomate que de frescura e colorido pulavam da tigela de barro. Uma delícia. Pão de triga-milha quente do forno do pão, e um vinho tinto que a Tia Umbelina tirou de um pichel e serviu os copos generosamente.

O calor humano e da comida ia fazendo os seus efeitos e a cada novidade Yrina fazia umas leves festas nos braços peludos da Tia Umbelina que já percebera e gostava dos elogios.

A sobremesa era um pudim de ovos rico com um molho de caramelo a cair pelos lados que fez as delícias dos três.

A Tia Umbelina foi buscar uma jeropiga e sentados à lareira disse numa saúde: - olha que gosta da moça, pois é bonita mas tem que se vestir de uma maneira mais decente. Vamos rezar o terço agora e depois cada um para os seus quartos.

Lá se puseram de joelhos em frente de uma imagem da Senhora do Ó, de muita devoção da Tia Umbelina e durante meia-hora, ele foram as contas de um rosário, ladainhas e preces particulares. A cara da Tia Umbelina estava em alvo e nem olhava à volta, senão teria visto os dois calados e com um ar compungido, como se baixinho a acompanhassem.

Findas as orações, boas-noites à Tia Umbelina, que se desculpou que não subia ainda pois tinha de arrumar a cozinha. Disse que o pequeno-almoço era pão quente, manteiga e café-com-leite.

No fundo queria ser a última para dar uma espreitadela em cada quarto para ver se cada ocupante lá estava como tinha determinado.

Subiram os dois devagar e já fora da vista da Tia, agarraram-se aos beijos e apertaram-se um contra o outro sentindo os sentidos à flor da pele. Para não arriscarem a fúria da dona-de-casa foi cada um para o seu quarto e deitaram-se fingindo dormir.

Dali a bocado ouviu-se o peso pesado dos pés da Tia Umbelina a subir os degraus de madeira velha, fazendo estalar fendas antigas. Vinha de candeia na mão e abriu as portas devagarinho e lançou para dentro de cada quarto uma olhada e avançou para o seu, sossegada pelo respeito a que se devia naquela casa sobre o patrocínio da Virgem.

Uma meia-hora depois, Peninha em procissão de pé-descalço e com todas as precauções entrou no quarto de Yrina e enfiou-se na cama quentinha aonde estava o corpo nu dela e uns cobertores de papa pesados.

Yrina entregou-se, fez-se de gata, beijaram-se, lamberam-se, afagaram-se e ela pôs-se em todas as posições e deixou-se fornicar pelo Peninha que estava excitado pela jeropiga e sobretudo pelas técnicas dos montes do Ural que eram conhecidas como excedendo mesmo os prazeres do Kamasutra!

Tudo isto durou horas mas a meio da noite Peninha teve que voltar ao quarto para não ser apanhado, eventualmente, pela Tia Umbelina.

De manhã acordaram tarde e a Tia tinha ido à missa do Pe. Adelino só, mas decidindo que no dia seguinte Yrina a acompanharia, por causa das vizinhas e da boa reputação da sua casa e família. Nestes meios tudo se sabe como um rastilho de pólvora.

Yrina e Peninha pediram à Tia Umbelina se podiam antes do almoço ir dar um passeio pela quinta e ver as ovelhas e vacas e não houve nenhuma oposição da Tia Umbelina. Até lhes pediu que lhe trouxessem uns figos maduros para o almoço. Sugeriu-lhes que fossem até ao moinho que estava abandonado, mas que não entrassem pois podia dar-lhes tentações e persignou-se.

Claro que tudo começou na pastagem e mais uma vez ouviram-se gritos orgásmicos que chamaram a atenção de umas pacatas ovelhas que olharam nostálgicas lembrando-se de outros tempos! O moinho ainda era longe e ao passarem num riacho de água limpa, despiram-se e tomaram uma banhoca sensual deixando uns atrevidos peixinhos roçarem-se pelas partes púdicas. Na margem deitados, Peninha debicou os bicos duros dos peitos de Yrina com os dentes de mansinho e avançou com as mãos e boca e em cima dela dava-lhe beijos no lóbulos das orelhas segredando-lhe declarações de amor. Lá completaram o que tinham começado, no meio de beija-flores e gafanhotos que saíram meio arranhados e esmagados pelo arroubo do Peninha.

Por azar quando chegaram ao moinho estava um cachopo que era o pastor a quem perguntaram aonde estava a figueira para colherem os figos e os levarem para o almoço.

Retornados a casa, ainda era cedo para o almoço e a Tia Umbelina disse que queria falar a sós com Yrina no quarto dela.

Lá chegadas, pediu-lhe que lhe mostrasse os vestidos, os dessous, a roupa interior, os soutiens, e as cosméticas com que se pintava. Yrina ficou simultaneamente encantada, um pouco assustada e lá lhe foi fazendo a vontade.

A Tia Umbelina tocava nas sedas, apalpava-as, punha-as na frente dela e miroscava-se no espelho grande do armário de madeira.

- O Yrina, tu ensinas-me a ser mais atraente e a vestir-me melhor e a pintar-me? É que tenho um caso com o Pe. Adelino há anos e ele está farto do meu bigode e das roupas trapalhonas e ainda tenho medo que mo roubem.

Yrina não acreditava no que os seu ouvidos ouviam, mas assentou-se na cama e perguntou-lhe se estava a falar a sério ou era para a atacar depois. A Tia Umbelina para provar a boa-fé pegou num soutien da Yrina que ainda que muito exíguo, dado os seios grandes, eram, carnudos.

A Tia Umbelina tirou uns trapos velhos do peito dela e pôs os da Irina. Ficou encantada!

Antes do almoço a Yrina foi ao quarto do Peninha e com a gilette e a espuma de barbear rapou o buço da Tia Umbelina, ajeitou-lhe o cabelo pôs-lhe um pouco de laca e também um báton discreto. Escolheu um vestido dos mais possíveis da Tia Umbelina e desceram as duas até à sala.

Peninha estava a ler um livro e ao sentir o barulho da chegada de pessoas, levantou-se e não reconheceu a Tia Umbelina. Julgou que fosse uma vizinha.

- Que tal me achas meu garoto? – perguntou a Tia Umbelina com uma voz muito mais jovial.

Peninha desmaiou no sofá e tomaram-se os devidos preparativos para o reanimar.

(continua)

Instantâneos variados ontem

Instantâneos variados ontem:

O Chiado parece Hong Kong, na zona de Central, não pelo numero de chineses que há muito poucos, mas lá como cá, não se andava fàcilmnte nos passeios. Gente e mais gente e do meu tamanho é difícil esgueirar-me entre duas pessoas, pelo que se tem que ir pensando em outras coisas e ter pacência enquanto a fila desce ou sobe. Chega-se a fazer batota indo pela rua, com as inevitáveis apitadelas dos carros e com que razão.

Fui à Bertrand e à FNAC as usual. Na primeira comprei a última edição da revista LIRE de que muito gosto e me pôe a par do que se vai escrevendo e publicando em França.

Na FNAC, para além do gracejo quando apanho algum empregado novo, mancebo ou manceba. de aonde é a secção dos sapatos, fui olhando com alguma preguiça para títulos novos e às tantas achei graça a quem se dá ao trabalho de escrever

- Everybody lies ( as mentiras que todos dizemos)

- O corno de África, que claro era um livro político sobre essa zona, mas lembrei-me de alguém nessa situação...hélas

- Coisas que NÃO quero saber....ena tantas, mas o título é muito giro e dá ideias para a constatação da perda de tempo a cada dia...

- História da virilidade - Tomo I - desde a invenção. Da Antiguidade às luzes. Dirigi-me a uma vendeuse com uma cara séria e perguntei-lhe quando saía o Tomo II, já preparado para uma graçola, quando ela me responde e bem, com um ar profissional: em Fevereiro!!! Fiquei com um melão!

Finalmente dou de caras com a auto-biografia do Rei Simeão da Bulgária, que conheci melhor quando era PM no seu país, tendo-o visitado para fazer negócios em nome da minha empresa. A capa está extraordinária, imponente, com a farda pejada de colares de ordens e de condecorações e dei-me a pensar que no dia em que morrer, nada disto já valerá mais....claro para além da História que mesmo essa é cuel, vã e mentirosa e causadora de esquecimento.

Depois saí, desta vez sem comprar nada e perguntei-me se era feliz?

Quando vos ia responder aqui, recebo um telefonema do PENINHA para que acabe a história que comecei...

Já vêem, o tal livro de que falei acima "Everybody lies" inspirou-me.

Boas entradas se houver hipóteses, senão pelo menos uns copos de carrascão para esquecer.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Vária 2


Vária 2

1. A ouvir Delibes - Copélia uma música tranquila.

2. Segue-se Mozart - Clarinet Concert in A. K 622.

3. Tudo isto para serenar do frenesim das festas do Natal em que é natural que todos, ou quase todos, sejam sinceros nas trocas de afectos e de presentes.

4. Mas no dia seguinte ou seguintes quase tudo volta ao mesmo.

5. Se não houve um pequeno gesto, uma emoção positiva ou uma atitude de perdão ou de alegria que marcaram estas horas do dito Natal, é difícil ver a vantagem de a cada ano se repetirem mecânicamente as mesmas celebrações.

6. Dir-me -âo que de ano a ano alguns morrem e desaparecem e até quantas vezes deixam de haver os conflitos ou motivos de dissenssão, ou pelo contrário tornam esta festa um momento de tranquila memória dos que partiram.

7. Se não soubermos com alguma frequência afastar-nos da rotina ou do trabalho intenso em busca de mais dinheiro que tantas vezes preenche as horas todas dos dias incorremos em problemas sérios de saúde, de falta de amor ou atenção aos que nos amam ou que amamos, aos com quem temos tensões e nos impedem de sermos mais felizes, ou mesmo afastando-nos de quem precisa de nós e da nossa atenção, ternura, ajuda, ou de uma conversa que arrume os mal.entendidos.

8. Aproxima-se o fim de mais um ano em que tantas coisas aconteceram quer nas nossas vidas quer no mundo que não nos podem ser indiferentes e devemos perguntar-nos se entramos em 2019 com o mesmo espírito com que há anos e anos temos vindo a passar de uns para os outros sem deixarmos marcas ainda que pequenas e cumprirmos planos realistas pré-acordados connosco ou com terceiros.

9. É que mesmo que não nos importe a morte, o que pressupõe a vida que a precede, há gente que de nós depende (nem me refiro ao aspecto material) em termos de encontrarem equilíbrio, uma certa felicidade e uma partilha de generosidade e entrega.

10. "Dos fracos não reza a História", é a frase conhecida, mas também, quiçá, deveria haver um compêndio das vidas dos falhados, dos abandonados à sua sorte,dos que tentaram e não conseguiram e esse manual deveria estar connosco se algumas destas histórias fossem da nossa responsabilidade por nada termos feito, quando estava na nossa mão poder estendê-la. Serve para pouco para essas "vítimas" do nosso descuido, egoísmo, desamor, desinteresse mas para nós é como o silício enterrado na carne que nos lembra a nossa natureza de seres humanos com dores e alegrias. Costumo dizer sombras e luz, mas neste caso é preciso que sintamos a dor dos outros para actuarmos.

11. Enfim, todos celebram ainda ou descansam dos prazeres das festas natalícias por isso não gostaria de ser um desmancha-prazeres, Mas sabem o poder que a musica e a água têm no meu ser e por isso não pude deixar de ao ouvir neste momento o "Concerto de Aranjuez" ser abanado pelo misto de intensidade e de calma com que a melodia se entranha em mim.

12. Tive alguns presentes de livros bons e de música e são um consolo para os dias que correm.

Que esta minhas divagações possam encontrar eco nos vossos corações e que, tal como eu, algo surja de novo no ano de 2019 que nos faça mais felizes por termos causado aos outros o reflexo da nossa actuação viva, consciente, quiçá com sacrifício, mas que resulte.

Bom Ano de 2019

domingo, 23 de dezembro de 2018

É um assunto sério ser -se amigo


É um assunto sério ser -se amigo de alguém e traz consigo obrigações de sinceridade e de verdade na amizade que se expressa.

Por isso nestas Festas nas quais para além do Natal ( que para mim significa encontro e paz entre as famílias) há o princípio de um novo ano nas nossas vidas desde o 1 dia do calendário convencional, gostava de estar no coração de cada um daqueles por quem me preocupo seja por motivos de saúde física, sofrimento moral ou infelicidade que quer queiram ou não existe em muita quantidade entre todos.

É assim, este o meu sentimento de especialmente desejar no meu íntimo o melhor para todos e cada um de quem eu gosto.

O resto são votos comerciais repetitivos, frios e inúteis.

Contem, sobretudo, comigo.

Ano de 2018

Manel

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

O PENINHA VAI PASSAR O NATAL À TERRA COM A NAMORADA UCRANIANA

O PENINHA VAI PASSAR O NATAL À TERRA COM A NAMORADA UCRANIANA


O Peninha é natural de Manteigas e como todos os anos vai lá passar o Natal com a família. Este ano leva como surpresa uma amiga ucraniana, com quem anda desde há 3 meses. Chama-se Yirina. Ela é pró-russa e no carro leva uma dúzia de garrafas de vodka para emborcar na noite de Natal e no reveilhão no fim do ano.

A caminho de Manteigas, numa paragem para os automobilistas pararem para descansar ela obrigou o Peninha e virar para o parque. O Peninha disse-lhe que não estava cansado, mas ela disse que tinha uma surpresa.

Não havia mais ninguém e a Yrina e salta para o colo de Peninha e abre uma blusa que tinha e deixa ver os seios grandes presos por um soutien da marca Triumph que tinham como graça ter um fecho em forma de coração que se podia abrir e deixar livremente o peito generoso da Yrina apertar o pescoço do Peninha.

O Peninha ficou entre atrapalhado – ó filha pode vir aí alguém e deliciado pois eram verdadeiramente dois belíssimos pares do que a natureza tinha de melhor.

Yrina puxou a alavanca do banco do Peninha que fez descair tornando-o uma cama fofinha onde os dois durante uma boa meia-hora se deliciaram com os prazeres da carne.

Peninha recuperou rapidamente mas durante o resto do caminho ia a pensar na tia Umbelina, que era irmã do seu falecido pai, que para além de muito religiosa, tudo quanto lhe cheirasse a pecado eriçava um buço valente que nunca tinha cortado, mas que também não tinha feito falta, pois não conhecera homem nem ninguém lhe tinha roubado um beijo.

Ia todos os dias à missa, devota como era e rezava pelos pecados dos outros, pois considerava-se pura por nunca ter pecado.

O Peninha e a Yrina iam justamente ficar em casa da tia Umbelina que não imaginava nem de perto nem de longe a linha curvilínea de Yrina desde a cabeleira loira, aos olhos verdes, ao nariz bem feitinho, a uma boca carnuda, a um pescoço de garça, e a uns seios ebúrneos que deixava sem pudor ver a quem quisesse pois tinha um vestido aberto com uma racha até ao diafragma. O resto continuava a ser pulposo desde umas nádegas redondinhas e bem feitas até uma frente pudicamente tapada mas que quando se sentava deixava miroscar os interiores. Recusava-se a usar qualquer empecilho que lhe fizesse calor.

Peninha bem lhe tinha dito para vestir uma gabardina para tapar todo aquele escandaloso corpo, pelo menos no primeiro contacto quando chegassem à casa a Manteigas. Mas em vão.

Entraram na vila e pararam para tomar um café na pastelaria de sempre onde Peninha era conhecido desde gaiato. Yrina saiu do carro meneando o corpo e quando entrou no café, ouviu-se um murmúrio da “floresta” baixo, mas intenso. Os amigos de Peninha vieram dar-lhe um abraço e no fundo queriam era ser apresentados a Yrina. Peninha is dizendo os nomes. O Ismael vesgo, o Palhas, o Traquinas, o José das Dornas e por aí fora.

Peninha estava encavacado pois Yrina fazia charme com todos e ele rapidamente tomou o café e abalou.

Chegados a casa da tia Umbelina, ela estava sentada na soleira à espera do Peninha e quando viu o carro chegar levantou-se e sorriu de satisfação avançando para eles que entretanto saíam do velho Taunus.

Um abraço valente, duas beijocas sonoras e uma troca de perguntas habituais e ao voltar-se para Yrina que avançava na sua direcção de braços estendidos e um grande sorriso, ficou muda.

- Tia Umbelina, é a Yrina minha namorada. E Yrina rodeou-lhe o corpo e deu-lhe um abraço efusivo e dois beijos na cara. A tia Umbelina, nem piou.

Peninha deu o braço à tia e disse a Yrina para ir começando a descarregar o carro.

- Mas quem é que tu me trazes para casa, Peninha? E persignava-se. Tu que eras tão bom menino e amigo de Nosso Senhor. Aquela mulher tem o diabo no corpo, é o pecado ambulante. O que dirão de a verem na minha casa? – e furiosa largou o braço do Peninha.

Peninha lembrou-se de lhe contar que a tinha encontrado numa viagem que tinha feito à Ucrânia e ao vê-la tão indefesa trouxe-a para Portugal. Já começara o processo de conversão da religião ortodoxa para a católica, era muito piedosa e boa pessoa e a tia veria como ia gostar dela.

A Tia Umbelina ficou a resmungar e disse-lhe: - ela que amanhã se vista com alguma roupa decente e que me acompanhe à missa de manhã que eu empresto-lhe um véu. E nada de ficarem os dois no mesmo quarto. Tu em cima ao lado meu quarto e ela lá em baixo.

Yrina entrou em casa com as malas que trouxera do carro e olhou à volta e viu um ambiente acolhedor, com uma lareira acesa, um grande fogão de lenha, um cheiro delicioso a comida caseira e não resistiu a dar novo abraço à tia Umbelina gabando-lhe a casa.

- Vão-se preparar para o jantar que vou servir dentro de 15m. Diz-lhe que se cubra, pois, antes vou dar as graças e só de olhar para ela me faz amanhã ter que me confessar ao Pe. Adelino.

(continua)

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Noël c'est toi

NOËL, C'EST TOI!

Noël, c'est toi quand tu décides de renaître chaque jour
et de laisser Dieu pénétrer ton âme.
Le sapin  de   Noël, c'est   toi  quand  tu   résistes   vigoureusement
aux vents  et aux obstacles de la vie.
Les décorations de Noël, c'est toi quand tes vertus
sont les couleurs qui ornent ta vie.
La cloche qui sonne Noël, c'est toi quand tu invites
à se rassembler, et tentes de réunir.
Tu es aussi la lumière de Noël quand tu éclaires de ta présence
le chemin des autres par ta bonté,
ta patience, ta joie et ta générosité.
Les anges de Noël, c'est toi quand tu chantes au monde
un message de paix, de justice et d'amour.

Pape François

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O almoço de Natal do meu Clube


ALMOÇO DE NATAL DO MEU CLUBE

Estavam 174 sócios todos em alegre cavaqueira e abraços.

O almoço constava de :
- bacalhau à brás
- peru trinchado com molho e batata palha
- Bolo-rei
- mousse de chocolate
- filhozes
- fatias da china
e outras guloseimas de Natal.

Vinhos branco e tinto das castas dos sócios.
Vinho do Porto do Club.

Presidia ao almoço o Presidente Honororário do Clube, Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança que fez um discurso inesperadamente muito leve e divertido e que aludiu ao espírito que nos une no Clube.

Depois passou-se à sala dos sócios aonde se fumavam charutos e cigarros e se bebiam digestivos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

MACRON

MACRON

Vejo com irritação, com algum desprezo pela falta de visão política, que muitos e muitas no FB se comprazem, achincalham e caluniam (avançando a ideia de que é homosexual) o Presidente Macron por ter cedido.

Nunca na vossa vida tiveram que ceder? E foram derrotas? Ou fruto de pressões e de eventualmente passos ou decisões menos reflectidas ou tomadas tardiamente?

Cito o Álvaro de Campos num trecho deste poema que me parece magnífico e apropriado:
"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo....."

Estive a ver as DIVERSAS televisões francesas ontem depois do discurso de Macron e o ódio, o desrespeito, o desejo infantil de coninuar a luta nas ruas no Sábado é aterrador.

Os comerciantes queixam-se dos vidos partidos e de uma época de Natal que normalmente compensa os lucros de um ano inteiro e que dizem que vai ser grandemente afectada pois nas principais cidades da França e quanto mais longe de Paris mais açirrados, o povo desceu à rua.

Mélanchon veio dizer que havia que continuar a luta nas ruas e destruir a V República, Marine le Pen rejubila de contente e a França derrapa.

Como é possível, facebookianos sem cultura e ressabiados tecerem comentários estultos e sem cabimento, como que desejando que haja uma revolução em França?

Preferem a extrema-esquerda ou a extrema-direita no poleiro em França?

O facebook é um fórum de ignorantes, energúmenos, recalcados e basta os poucos que AINDA cá andam, tentar justificar ou fundamentar opiniões sensatas para serem insultados, desprezada a sua opinião.

A Europa com o que se passa no Reino Unido e em França sem falar em países menos relevantes pode desfazer-se.

Quero ver depois os portugueses irem para a rua pedir aumentos de € 100,00 no salário mínimo e outras significativas isenções fiscais e terem de novo a troika ainda mais feroz e impiedosa ou sairmos da UE e exportarmos rolhas de cortiça de cujo produto somos o primeiro produtor mundial????

sábado, 8 de dezembro de 2018

AMIRA


AMIRA

Vai ser este o título do meu próximo livro enquanto suspendo o que já estava a escrever, mas seguirá pois apetece-me escrevê-lo.

É o nome de uma rapariga nova, serra-leonense, portanto dependente da minha presença em Portugal como Cônsul-Geral deste país, bonita, advogada, inteligente.

Fui visitá-la hoje à psiquiatria do Hospital de Santa Maria, aonde foi internada por ordem do tribunal, mas fi-lo não como Cônsul, mas como ser humano. Tinha falado antes com o tribunal e com o médico-responsável.

Estive lá duas horas. Logo se verá o antes da vinda dela para Portugal, o durante enquanto esteve em casa com a mãe, o momento presente e como acabará.

Não será uma história médica de um caso de psiquiatria pois não sou um técnico: será mais a história de uma africana jovem, emigrada e doente neste momento, mas com imensa lucidez, exceptuadas as causas que justificam o seu internamento hospitalar.

Talvez sem o saber nem querer esteja a contribuir para esta nova tendência feminista involuntariamente com a história da valorização de uma mulher preta e do seu sofrimento e luta e até de momentos parcos de felicidade.

Logo se verá se vale a pena publicar, se tem mérito ou interesse, mas pelo menos comecei numa nova cruzada de visitas à semelhança do que fiz com os reclusos estrangeiros da prisão de Alta Segurança de Monsanto.

Na altura fez-me muito bem, aprendi a não-julgar de sopetão e de imediato os outros, a pensar mais em ser mais humilde e a compartilhar o sofrimento dos outros.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Faz 11 anos que a Mãe morreu


Hoje estou muito melancólico e apreciei o dia, o sol, a boa temperatura, a paz em Portugal se não ouvirmos notícias o que é o  meu caso.
Tenho que dar muitas graças por tudo quanto fui tendo ao longo da minha vida e da minha família.
Talvez esteja mais sensível por estar mais velho.
Vai custando a aceitar que os meus filhos e netos têm as suas vidas e os tempos mudaram. Ainda não me habituei muito bem que sou eu que tenho que tomar a iniciativa de ir ao seu encontro.
Especialmente hoje no dia da morte da Mãe, que era doce, meiga, atenta, inteligente e culta e com sensibilidade nunca estava a mais e éramos nós, os nossos filhos que adorávamos estar em família com o Pai e a Mãe e naquela casa grande do Estoril onde durante 3 meses do Verão convivíamos 42 almas, incluindo pessoal.
Os meus irmãos e irmãs somos muito amigos e gostamos muito uns dos outros e curiosamente as dezenas de netos dos meus Pais, os nossos filhos, são entre todos unha e carne e um por todos e todos por um.
É, pois disto, que tenho saudades.
Vamos agora a uma missa como fazemos todos os anos e no silêncio da igreja., consigo conversar com os meus que já foram nas boas memórias e o coração quente.
Foi um desabafo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

TRUMP

TRUMP

Por mais que tente ser objectivo na análise da sua actuação, é um Presidente mimado, não ouve, acusa, é pouco educado no tratamento seja com os seus iguais ( o que será com os seus empregados e colegas de Governo, bem como com a família), não dá uma imagem de sério, aparenta fazer negociatas, é a pior coisa que aconteceu ao mundo.

Naturalmente que Putin, Xi, Erdogan e os demais países se aproveitam destas debilidades e deixam-no convencer-se que é ele quem manda.

Veja-se como Xi é inteligente, calmo e persuasivo: estão suspensas por 6 meses as tarifas que quis aplicar à China e tece os maiores louvores à China. Deve ter uma cultura geral muito baixa, if ever, e comporta-se como um verdadeiro selvagem nas relações interpessoais.

Dois casos que me chocaram profundamente: a separação entre filhos e pais de emigrantes - desumano, impiedoso e sem medir as consequências. O segundo caso foi o de ameaçar a Justiça, os Serviços de Segurança e os seus sucessivos despedimentos de homens de confiança da Casa Branca.

Dizia o chinês meu patrão com quem trabalhei na China e que se tornou um amigo e parceiro de negócios: se queres ter poder faz amigos, não inimigos!

Vai acabar mal e a imagem dos USA tem sido vilpendiada pelas figuras que o seu Presidente constantemente faz internamente e no estrangeiro.

Também a maioria gos americanos gosta de hamburgueres e de ketch up e de batatas fritas ( eu também) e em muitos Estados são uns alarves.

Trump sabe fechar bons negócios para ele próprio estou seguro que com os que o desprezam : PUTIN, XI e ARÁBIA SAUDITA.

Finalmente este seu comportamento em relação ao "esquartejado" saudita foi miserável por não ter princípios e os trocar por comissões chorudas em armas e petróleo.

Não há cá Advento nem jinglo bell que me faça mudar de atitude.

Vai em inglês a tradução deste texto directamente para o mail da querida Melânia. com quem me correspondo amiúde.

domingo, 2 de dezembro de 2018

VÁRIA


VÁRIA

1. Tomei um pequeno-almoço pantagruélico na Padaria Portuguesa. Qual não é o meu espanto quando vejo numa mesa onde estavam dois energúmenos brasileiros, umas botas de futebol em cima da mesa do outro lado dele, calculo para as ver e não roubarem quando fosse fazer o seu pedido. Despacharam-se a tempo de eu lhes dizer qualquer coisa e chamar o gerente.

2. Fui passear a pé no Chiado e como sempre entrei na Bertrand e depois na FNAC. Hoje era dia de 20% de desconto em todos os livros. Comprei a PARTE 1 de um livro da Dulce Maria Cardoso, saído ontem, chamado "Eliete"", da Tinta da China. Depois o último do Mário Zambujal, chamado "Então, boa noite", depois um estranho livro chamado "Contos Eroticos do Velho Testamento", de Deana Barroqueiro e mandei vir pois ainda não tinham, um livro que vi na Bertrand e que folheei atentamente, chamado "MENTIRA". Creio ser o princípio do ataque de Ricardo Salgado, e da sua defesa, escrito através de outrem contra o Governador do Banco de Portugal. Diz que traz informações nunca desvendadas que foram obtidas de um membro do Conselho de Administração do BES. A ver vamos, como diria o cego!

3. Confesso que me incomoda mesmo, ver tantos pedintes na Rua Garrett e adjacentes bem como em várias paragens de semáforos espalhados pela cidade. Para não falar dos sem-abrigo que pululam por aí.
Sem embargo de muitas vezes contribuir sem comentários, penso no que será a vida desta gente. nem me refiro só ao aspecto material. O que pensam, como pensam, que expectativas têm, que educação cívica possuem, como se lhes pode chamar "gente" igual há que passa por eles. São uns párias da sociedade, uns mais espertos e até cultos do que outros que são hopeless.

É uma realidade que não existe só em Portugal, mas há dois temas a que o mundo presta pouca atenção em tentar resolver ( tal como cria robots, elimina doenças, progride no espaço) que são a velhice e a pobreza seja de que tipo for.

Valeria a pena os grandes deste mundo tratarem de se encontrar sem ser para refeições ridículas e sem sentido a que nunca se chega a acordo desde que lá esteja o Presidente Trump que para além de não ter maneiras, está-se borrifando para os temas que não são os da sua predilecção.

4. Apeteceu-me depois ir almoçar a um restaurante dos emblemáticos de Lisboa e na barra, que não estava cheia, conversar como o faço há muitos anos com os empregados. É um hábito de sã convivência que não sendo eu o único a fazê-lo, os torna confessores de muita miséria e tristeza e solidão de bêbados conhecidos....Devem ter ouvido histórias que dariam para escrever memórias ou não, pois muitas delas são tristes desabafos.

5. Voltei a pé até ao Chiado onde tinha deixado o carro e como sempre vou observando à minha volta miríades de passantes, nacionais ou estrangeiros, que na minha fértil imaginação dariam para uns quantos romances.

6. Voltei a andar de moto, o que me dá imenso prazer, mas não o fazia há pelo menos 15 anos. Emprestei-a aos meus filhos que agora são mais chiques e andam de carro e de uber, e tendo tentado vendê-la (SUZUKI 650) me deram um preço tão irrisório que a aprovetei para mim. mandei fazer uma revisão e prontos....ontem andei por aí até Monsanto e pela cidade e é como nas bicicletas, fica lá o bichinho e as noções de como funciona, voltam. Aconteceu-me, porém, um primeiro incidente. Num parque de um Centro Comercial, indo à procura de espaço, de repente sai um carro do lugar até meio e por momentos não lhe bati. Claro a moto escorregou no pavimento destes centros comerciais que são escorregadios, e tombou. Para evitar que caisse completamente fiz força com a perna e ainda hoje tive que ir comprar Voltarene gel. Enfim, se vir que não me adapto ao trânsito arranjo uma solução para adespachar.

Laus Deo

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

INSÓLITO CONVITE SEXUAL

INSÓLITO CONVITE SEXUAL

Hoje, ao sair do meu Clube no Chiado, fui interpelado por um casal estrangeiro muito novo e atraente, que se declararam suecos e me fizeram um convite bizarro:

- somos novos aqui em Lisboa e apreciamos trios com homens mais velhos. Está disposto?

Tudo isto dito com um ar amável e natural como se me perguntassem aonde era a Brasileira.

Não sou de aflições súbitas nem de xeliques e perguntei porquê eu e em segundo lugar se o faziam frequentemente nos países que visitavam.


As respostas vieram sorridentes e directas:


- Gostámos do seu ar (look)


- Na Suécia e sim em todos os países que visitamos, mas somos um casal e a maioria das vezes é entre nós.


Respondi que achava piada ao descaramento e que agradecia a escolha mas que não estava interessado.


E lá segui para o parque para buscar o meu automóvel.


Caros Consócios, se sairdes do Clube agora talvez ainda os encontrem ou não. Terão já descoberto a alma gémea.


Diria o Dr. Salazar: modernices de termos cá tantos estrangeiros sem a mesma educação. Estou a inventar...ahahaah

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O PENINHA NO GRÉMIO LITERÁRIO



O PENINHA NO GRÉMIO LITERÁRIO

O Peninha já ouvira falar muito do Grémio Literário mas nunca tinha tido a oportunidade de ser convidado para lá ir. Com o lançamento de um livro sobre Reis e Rainhas feito pelo Embaixador Lousa Toscano surgiu essa oportunidade e Peninha leu no convite na internet que a apresentação seria feita por outro Embaixador de nome Freitas da Ponte e ainda de um historiador Perestrelo da Mata.

Tinha encomendado pela net um traje de tirolês e se por um lado pensou que ia ter frio nas pernas, por outro achou-o o mais apropriado possível.

Quando chegou à porta do Grémio o porteiro olhou-o com estranheza mas o Peninha limitou-se a dizer: Reis e Rainhas e ele não teve mais remédio do que lhe indicar a escada que leva à biblioteca aonde o Autor já se encontrava rodeado de muitos admiradores.

Peninha aproximou-se e percebeu que falavam de tudo menos do livro e foi-se sentar na segunda fila pois sempre seria mais discreto.

Entretanto, Peninha, pouco atreito ao meio monárquico e da realeza, não diferenciava uns dos outros e presumiu que na assistência estivessem alguns monarcas e suas esposas. Sentiu-se bem no ambiente e começou a fixar umas caras para depois contar.

O Presidente do grémio iniciou a sessão com algumas palavras de circunstância e passou a palavra ao Embaixador Freitas da Ponte, que começou por se declarar republicano dos sete costados e não perceber o que estava ali a fazer. Falou do 5 de Outubro, citou nomes famosos da I República como o de João Franco e assegurou que achava que em Portugal nunca mais haveria Monarquia como nos outros países citados no livro, pois com o Dr. Costa seu amigo e PM, estava assegurada a manutenção da República. Quis ser amável para o Autor do livro e citou alguns cocktails e jantares em que na vida diplomática foi apresentado a famílias reais, contando até um episódio um pouco íntimo de que a Imperatriz Fariba, em Paris, o tinha convidado para alguns teatros e óperas e que lhe tinha manifestado um entusiasmo afectuoso que achou excessivo. Nesse momento olhou para a Embaixatriz que estava presente e Peninha conseguiu ver que era um olhar de rassurement de fidelidade eterna e de amor cálido e perene.
Terminou não sem palavras de encómio ao Autor e dizendo que do que tinha lido do livro seria de muito interesse para muita gente que ignorava os potins da realeza. Frisou que hoje em dia os príncipes e princesas se casavam “à balda” e pediu desculpa do uso desta palavra, no sentido de que não interessava o sangue azul nem os antepassados. Não soube enumerar as razões deste facto, mas atribuiu; entre outros factores, a sensualidade, a beleza, as contas numeradas em bancos na Suíça e agora no Dubai, no fundo pessoas que alegrassem os ambientes soturnos de palácios bolorentos e sombrios. Acabou dando um viva à República que caiu mal e que não foi seguido por ninguém. Claro estando monarcas na sala seria invulgar que algum deles o acompanhasse. No entanto foi muito aplaudido e o seu discurso muito louvado e com justiça, concluiu Peninha.

Falou depois o historiador Mata e finalmente o Autor dizendo em simples palavras o que o motivara a escrever o livro: para além do aspecto económico, o facto de ter privado com as Famílias Reais como Embaixador de Portugal nesses países.

Todos se levantaram e a sessão terminou. Peninha viu uma dama com um casaco com alamares e logo concluiu – deve ser real- e aproximando-se dela beijou-lhe a mão que ela com dignidade lhe estendeu e quando se curvou disse em vos baixa: - Majestade!

Muita gente nova, Peninha calculou que fossem príncipes solteiros e bons rapazes, alguns falando entre eles com enorme entusiasmo sobre programas de jantares, contando pilhérias e pondo-se em bicha para a assinatura das dedicatórias que o Autor generosamente assinava.

Peninha ainda olhou para os trocos para ver se tinha dinheiro que chegasse, mas era à justa para o metro. Alguém que passou por ele deu-lhe um apalpão nas traseiras tirolesas e Peninha pareceu reconhecer o príncipe da Letónia, de quem se tem falado ultimamente como sendo um trans.

Desceu as escadas com alguma pompa e nisto passa por ele um convidado que lhe diz: - ó seu pavão, que traje ridículo é esse para vir a um lançamento de um livro com categoria e bem escrito e na presença de tanta gente amiga do Autor?

Peninha, envergonhado nem respondeu e saindo para a rua apressou o passo para o metro, e pensava com os seus botões tiroleses – está visto que não pertenço a este meio!

Chegando a casa tomou um duche quente pois estava resfriado e deitou-se cedo abrindo a televisão.

Surge-lhe no ecrán o Martins e Costa, o Jerónimo Martins e a Catarina Furtado. Concluiu o dia com a convicção de que era com estes com quem se dava bem, e adormeceu.