AMIRA
Vai ser este o título do meu próximo livro enquanto suspendo o que já estava a escrever, mas seguirá pois apetece-me escrevê-lo.
É o nome de uma rapariga nova, serra-leonense, portanto dependente da minha presença em Portugal como Cônsul-Geral deste país, bonita, advogada, inteligente.
Vai ser este o título do meu próximo livro enquanto suspendo o que já estava a escrever, mas seguirá pois apetece-me escrevê-lo.
É o nome de uma rapariga nova, serra-leonense, portanto dependente da minha presença em Portugal como Cônsul-Geral deste país, bonita, advogada, inteligente.
Fui visitá-la hoje à
psiquiatria do Hospital de Santa Maria, aonde foi internada por ordem do
tribunal, mas fi-lo não como Cônsul, mas como ser humano. Tinha falado
antes com o tribunal e com o médico-responsável.
Estive lá duas horas. Logo se verá o antes da vinda dela para Portugal, o durante enquanto esteve em casa com a mãe, o momento presente e como acabará.
Não será uma história médica de um caso de psiquiatria pois não sou um técnico: será mais a história de uma africana jovem, emigrada e doente neste momento, mas com imensa lucidez, exceptuadas as causas que justificam o seu internamento hospitalar.
Talvez sem o saber nem querer esteja a contribuir para esta nova tendência feminista involuntariamente com a história da valorização de uma mulher preta e do seu sofrimento e luta e até de momentos parcos de felicidade.
Logo se verá se vale a pena publicar, se tem mérito ou interesse, mas pelo menos comecei numa nova cruzada de visitas à semelhança do que fiz com os reclusos estrangeiros da prisão de Alta Segurança de Monsanto.
Na altura fez-me muito bem, aprendi a não-julgar de sopetão e de imediato os outros, a pensar mais em ser mais humilde e a compartilhar o sofrimento dos outros.
Estive lá duas horas. Logo se verá o antes da vinda dela para Portugal, o durante enquanto esteve em casa com a mãe, o momento presente e como acabará.
Não será uma história médica de um caso de psiquiatria pois não sou um técnico: será mais a história de uma africana jovem, emigrada e doente neste momento, mas com imensa lucidez, exceptuadas as causas que justificam o seu internamento hospitalar.
Talvez sem o saber nem querer esteja a contribuir para esta nova tendência feminista involuntariamente com a história da valorização de uma mulher preta e do seu sofrimento e luta e até de momentos parcos de felicidade.
Logo se verá se vale a pena publicar, se tem mérito ou interesse, mas pelo menos comecei numa nova cruzada de visitas à semelhança do que fiz com os reclusos estrangeiros da prisão de Alta Segurança de Monsanto.
Na altura fez-me muito bem, aprendi a não-julgar de sopetão e de imediato os outros, a pensar mais em ser mais humilde e a compartilhar o sofrimento dos outros.
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