quinta-feira, 29 de abril de 2010

Our House


We play at our house and have all sorts of fun,
And there is always a game when supper is done;
And at our house there is marks on the walls and the stairs,
And some terrible scratches on some of the chairs;
And mother says that our house is surely a fright,
But father and I say that our house is all right.


At our house we laugh and we sing and we shout,
And whirl all the chairs and the tables about,
And I hassle my father and I get him down too,
And he is all out of breath when the fighting is through;
And mother says our house is surely a sight,
But father and I say that our house is all right.


I have been to houses with father where I had
To sit in a chair like a good little lad,
And there wasn’t a mark on the walls and the chairs,
And the stuff that we have couldn’t come up to theirs;
And father said to mother that for all of their joy
He wouldn’t change places and give up his boy.


They never have races nor hassles or fights.
Because they have no children to play with at nights;
And their walls are all clean and their curtains hang straight,
And everything is shiny and right up to date;
But father says with all of its racket and fuss,
He would rather by far live at our house with us.

by Edgar Guest

segunda-feira, 26 de abril de 2010

MEMÓRIAS DO PORTUGAL RESPEITADO


Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.

O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.

Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder.

Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria.

Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.

Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo numa altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume.

Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.

Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo.

O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.

Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito.

Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.

Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo).

Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".

Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.

Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.

Luís Soares de Oliveira

sexta-feira, 23 de abril de 2010

é o que acontece às nêsperas que ficam deitadas



Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece!


Mário-Henrique Leiria

Novo arranha céus no Rato



A Câmara Municipal de Lisboa aprovou hoje o projecto para um novo edifício no Rato em substituição do mamarracho que tinha sido apresentado por um grupo de arquitectos de renome.

Congratulamo-nos com esta decisão pelo que significa de harmonização equilibrada entre o "antigo" e o "moderno"!

The only way to have a friend is to be one.


We all want to have true friends, but the quality of our friends depend on us. If you want to have true friends, you should be a true friend yourself. By being a true friend, people will love to be around you and many of them will eventually become your true friends.

In addition, being a true friend is a good way to solve relationship problems. It’s difficult to change other people, but you can always change yourself. You can then solve the otherwise unsolved problems in relationships.

It may take years to learn how to be a good friend but here are a few tips:

1. Befriend yourself

This is an essential first step if you are to be a true friend. If you don’t even accept yourself, how can you accept others? You may have made mistakes in the past that you can’t forget. But forgive yourself for them. You perhaps don’t have the traits you want in life. But accept yourself as you are.

2. Accept others

After you befriend yourself, you will be in a good position to accept others. Other people may do you wrong or have some bad habits you don’t like. But you are not perfect yourself so there is no reason for you not to accept them.

3. Make time

Sometimes we are too busy to provide time for relationships, even for important people in our life. That most likely happens because we put relationships too low in our priority list. If we regard relationships as high priority, time won’t be a problem. We will make time for relationships.

4. Be a good listener

The art of listening is one of the most difficult arts to master. A true friend is a good listener.

5. Enrich others’ life

A true friend provides value to others. If you want to do that, you should live a lifestyle of value. This way you amass value in your life you can then distribute to others.

6. Understand first

Everyone looks at life through his own lens. Often we expect others to see life through the same lens as ours, but that will create a lot of problems. A true friend is someone who is willing to look through other people’s lenses first. He tries to understand why they think and act that way.

7. Find common ground

Finding common ground helps you connect with new friends quickly. The common ground allows you to talk to others about something they are interested in and thereby build relationships with them.

8. Be interested

If you want to be interesting you should first be interested. Be curious. Cultivate interest about many things. If you do that, you can genuinely be enthusiastic when people talk to you about something. People will feel appreciated and love to be around you.

9. Take initiative to help

A true friend doesn’t wait until someone asks his help. Instead, he takes the initiative to help others. This, of course, is easier said than done. To do this, you should be on the lookout for needs. Be sensitive. Often you can find others’ needs through what they implicitly say. You may also see it through their body language. When you sense a need, think about how you can help them and take the initiative to help.

10. Trust others

If you treat others as good and trustworthy people, they will also treat you likewise. People will feel how you believe in them and they will be touched by your sincerity.

11. Know the right time to do things

A true friend knows the right time to praise, the right time to listen, and the right time to rebuke and when to come and when to stay away. A true friend masters the art of timing.

12. Have integrity

Integrity is the foundation of true friendship. Be sure that you do what you say. You can only build true friendship if you are true to yourself and others.

13. Be present in difficult times

This is the test of true friendship. Only true friends will choose to be with you in difficult times. So, to be a true friend, be with your friends in their dark moments. Be with them even if you need to let go your own convenience.

how to become an actress


Most people believe that acting is all about exhibiting a natural, instinctive skill that you are born with and hold inside you.

In reality, acting is actually a trait that can be stimulated and sharpened with the proper training. While there are thousands of actors working around the world on a daily basis, there are but a few exceptional people, who by exhibiting their "natural talents," have made it big in tinsel-town.

Do you have what it takes to be one of these exceptional people? Do you have the determination and desire to give it your all to achieve your acting dreams, aspirations and goals?

Or are you simply looking for a short cut, which will most likely lead to uncertainty and disappointment. If you are willing to stay focused and work hard, you can make it as an actor/actress.

It is good to have a formal education in acting and drama. There are many schools and universities around the world and in each country where one can get trained in acting. While such formal education in acting can teach you the fundamental acting techniques and even history, heritage, and acting traditions, nothing is more important and provides as much training as actually performing on stage in front of a live audience.

Therefore, to truly complete your education, it is imperative you begin practising and performing wherever and whenever possible.

Above all, the best way to get experience and education is by continuing to act as much as possible. Constantly be on the lookout for casting calls and audition notices in newspapers, on web sites, and posted to community notice boards, etc. If you work hard and are dedicated and devoted, you will soon see opportunity come knocking your way.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A diferença entre nós e a Grécia




Sokrátes buscava o Conhecimento. O seu método para alcançá-lo era o diálogo e a humildade de formular todas as perguntas.
Sócrates prefere o Desconhecimento. O seu método para alcançá-lo é o monólogo e a arrogância de calar todas as perguntas.


Um pensamento de Sokrátes - Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.
Um pensamento de Sócrates - Quatro características deve ter um juiz: não ouvir escutas, responder obedientemente, ponderar nos riscos que corre e decidir se quer continuar a ter emprego.


Sokrátes provocou uma ruptura sem precedentes na Filosofia grega.
Sócrates provocou uma ruptura sem precedentes na Auto-Estima portuguesa.


Sokrátes tinha um lema: Só sei que nada sei.
Sócrates tem um lema: Eu é que sei.


Sokrátes auto- intitulava-se "um homem pacífico"
Sócrates auto-intitula-se "um animal feroz".


Sokrátes foi condenado à cicuta.
Sócrates foi condenado pela escuta.


Sokrátes deixou-nos incontáveis dádivas.
Sócrates deixa-nos incontáveis dívidas.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os novos amigos



Conversava há poucos dias com um meu amigo recente que tenho vindo a apreciar à medida que o vou conhecendo.

A vida tem destas coisas: os amigos de longa data vão ficando para trás, alguns mesmo encarquilhando nas ideias e sobretudo, nos tempos que correm com menos contacto social talvez por causas distintas, ou a penúria para que vamos alegremente sendo conduzidos, ou a preguiça de alguém se interessar em preparar um bom jantar em casa para um puro convívio!

Os novos amigos têm esta vantagem enorme: trazem um refrescamento de ideias, de carácter, de convívio. E eu sempre apostei num crescimento da amizade, com um vagar ou ritmo que cada um ditar, pois é como nos bons vinhos, precisam de maturar para abrir.

sábado, 3 de abril de 2010

A aranha homossexual


Alfredo era um homão mas maníaco por tatoos e tinha-os por todo o corpo.

Eram para si motivo de orgulho pois, em boa verdade, havia verdadeiras obras de arte que ele deixava ao critério do artista.

Tinha-os feito em Jaipur, na Índia, em Java, em Acapulco no México e mais recentemente fora visitar o Toino, um homossexual especialista em tatuagens eróticas que morava na Buraca e que lhe tinha sido recomendado por Tânia, sua colega no clube dos fãs de tatoos, que fizera uma serpente enroscada à volta dos seios, numa obra de grande realismo em que se via a língua da cobra a lamber a ponta bicuda de um deles.

Alfredo, na lojeca manhosa do Toino, nos fundos aonde ele tinha uma pequena sala com uma maca com rodas para que os clientes se deitassem enquanto ele trabalhava, despira-se e deixara-o admirar a obra-prima do seu corpo.

Toino não poupava elogios ao trabalho dos seus concorrentes, com um manifesto exagero nas exclamações efeminadas e a certa altura Alfredo, incomodado com os avanços, perguntou-lhe para despachar o assunto de vez, o que lhe propunha fazer como tatuagem pois estava tentado a ter um tatoo erótico.

Toino disse-lhe que tinha uma enorme admiração pelo Homem-Aranha e que soubera até que ele e o Batman eram gays e por isso, discretamente, se Alfredo quisesse, como símbolo e assinatura das suas mãos lhe faria uma pequena aranha na testa como mote pelos seus heróis.

E assim foi e na testa de Alfredo passou a haver uma aranha homossexual!

MNA

Quem ama o feio bonito lhe parece!



criancinha adorável...

O caso dos submarinos


Brian chegara a Portugal há 6 anos e habituara-se progressivamente aos hábitos e maneiras de viver dos habitantes da pequena vilória aonde se fixara, em pleno Alentejo.

Comprara uma quinta bonita, com sobreiros frondosos e um pequeno vale com uma barragem, talvez mais uma albufeira, de onde tirava água para regar alguns campos aonde fazia agricultura biológica. Tinha muito sucesso pois os seus produtos eram facilmente escoados no mercado e Brian ganhava bom dinheiro.

Era respeitado e aprendera a falar um português aceitável o que lhe era suficiente para se fazer entendido e não ter problemas de comunicação.

A sua quinta era frequentada por amigos estrangeiros que o visitavam amiúde mas ninguém na vila sabia quem eram, de onde vinham e o que iam lá fazer.

Mesmo os mais simples fornecedores de serviços do tipo canalizador, carpinteiro ou mesmo o médico eram de fora e por isso permitia-se, na vilória, todo o tipo de especulações.

A propriedade não era longe da vila, mas estava a uma distância suficiente para ser vista mas ter privacidade.

O sino do campanário tocara freneticamente, convocando os fregueses a reunir e dizia-se que a quinta do estrangeiro estava a arder e os populares começaram a dirigir-se para lá a pé acompanhando o velho carro dos bombeiros.

Tinha sido tarde de mais quando deram pelo fogo, pois a casa da quinta deitava labaredas pelas janelas e ardia intensamente.

Os bombeiros começaram a combater o fogo com as mangueiras e uns quantos aproximaram-se da porta principal para a arrombarem, com a intenção de verificar se estava alguém dentro de casa.

Horas depois já no rescaldo do fogo e da casa quase toda calcinada, corria o boato de que o estrangeiro, o Brian, tinha sido encontrado morto com queimaduras muito graves.

Veio a Polícia Judiciária e fizeram-se investigações demoradas sobre as prováveis causas de tão estranho incêndio e infortunada morte e uma palavra corria de boca em boca: o motivo seria o caso dos submarinos!

MNA

quarta-feira, 31 de março de 2010

O leve sopro



"Embrasse-moi, mon amour, écrase tes lévres à la commissure sur mes lévres qui apprennent à emettre le souffle chanté de la plénitude"

Le retour, par Anne Tiddis

segunda-feira, 29 de março de 2010

do not interrogate silence



Do not interrogate silence because silence is mute; do not expect anything from the gods, nor should you try to bribe them with gifts, because it is in ourselves that we must look for liberation.

Buddha, V century b. C.

O meu encontro com Pu-Jie o irmão mais novo do Imperador da China


Estava no meu gabinete da empresa chinesa em Hong Kong aonde trabalhava, no 52º andar de uma torre na Central, quando nessa manhã, ao passar os olhos pelo South China Morning Post, deparo com uma pequena notícia de fundo de página, anunciando a estadia na Colónia, de Pu-Jie, o irmão mais novo do último Imperador da China, Pu-Yi.

Tinha lido a autobiografia do Imperador Pu-Yi, largamente encorajada por Mao e Zhou Enlai para que a escrevesse, chamada “ From Emperor to Citizen” e visto inúmeras vezes o magnífico filme de Bernardo Bertolucci “The Last Emperor”.

Vivendo e trabalhando na China, não podia perder a oportunidade de tentar falar com Pu-Jie. A notícia referia que estava instalado num modesto hotel, o “Lu Kwok” em Causeway Bay, não muito longe de onde eu estava.

Pus a minha secretária chinesa a falar para o hotel na expectativa de marcar antecipadamente uma visita, mas todas as vezes que ela tentava dizer o nome dele para a telefonista passar a chamada para o quarto, a resposta era a de que não estava ninguém registado com esse nome.

É preciso fazer aqui uma pausa e explicar o que eram “essas doces criaturinhas chinesas” a que chamávamos secretárias! Falavam um inglês macarrónico, aprendido nas escolas chinesas de Hong Kong – faça-se justiça à colonização britânica a qual para além de muitos outros aspectos positivos, obrigou a maioria dos residentes chineses na colónia a aprenderem a falar, escrever e ler na língua da velha Albion, - ao contrário da administração portuguesa em Macau.

Com o sistema de memorização utilizado na educação escolar chinesa, tudo quanto fosse para além do metricamente correcto em termos de sintaxe inglesa, as secretárias só pensavam em chinês e explicar a uma jovem de 18 anos, inculta em termos de história do passado do seu país, quem era tão excitante personagem a quem eu queria falar, era mesmo tarefa impossível.

Por mais que lhe tentasse dizer que se tratava do equivalente a imperador, rei, chefe ou governador (dando como exemplo o título do Governador de Hong Kong)………nada, sobretudo porque do lado da recepcionista do hotel a ignorância era ainda maior, aliada ao total desinteresse em identificar hóspedes num albergue muito modesto, em que o salário devia, presumivelmente, ser nada motivador para este tipo de serviços extras.

Desesperado, resolvi tentar lá ir directamente na manhã seguinte, arriscando que pudesse não estar por ter saído ou não me quisesse receber, ou até, ter uma barreira de protecção oficial, sei lá o que pensei, mas nada me demoveu!

Aproveitei o resto do dia para refrescar a minha informação sobre Pu-Jie e preparar umas quantas perguntas que gostaria de lhe fazer. Foi uma busca intensa, excitante e uma noite vivida com enorme ansiedade.

Fui reler tudo quanto tinha nos meus livros e fui comprar mais uns quantos sobre a China Imperial e um dos episódios curiosos que logo respiguei nas memórias foi o de que quando o trouxeram em criança para o Palácio Imperial para ser o companheiro de jogos e de infância do seu irmão o Imperador, numa das suas aulas com o preceptor escocês R.P.Johnston, Pu-Yi arremessa um objecto contundente para cima do irmão quando reparou que num dos forros da cabaia de seda de Pu-Jie a cor predominante era o amarelo, a qual era tradicionalmente reservada exclusivamente para o Imperador. Já naquela altura e de tenra idade o seu poder e temperamento eram quase “divinos”!

Na manhã seguinte dirigi-me para o “Lu Kwok” hotel em Causeway Bay. Tinha tido o cuidado de pedir na Livraria aonde comprara na véspera vários livros sobre Pu-Jie, que me escrevessem num papel o seu nome em mandarim, o que veio a verificar-se de grande ajuda, pois na recepção do hotel e sem a menor hesitação, indicaram-me o número do quarto e o andar. Confirmei o que já tinha lido, de que desde a implantação do comunismo de Mao, Pu-Jie tinha passado a ser mais um cidadão sem nenhuma importância devida ao seu estatuto no passado.

Ainda hoje recordo a emoção que senti ao ousar ir ao encontro de um personagem, pese os acontecimentos políticos que provocaram a sua queda em desgraça, que não deixava de ser descendente de dinastias milenares que governaram o Império do Meio e irmão do último Imperador da China!

MNA

A minha entrevista a Pu Jie - I parte



Uma vez sentado numa cadeira incómoda de um quarto amplo mas desconfortável, tentava explicar a Pu Jie que era um português que estava temporariamente a trabalhar para uma empresa chinesa relevante em Hong Kong, que tinha lido as memórias do irmão e visto o filme de Bertolucci e que…tinha-se feito um silêncio embaraçante da sua parte, tal como acontecera nos anteriores 20 minutos que me levaram a convencê-lo a abrir-me a porta e a deixar-me entrar para os seus aposentos para uma pequena conversa, depois de lhe ter assegurado que não era jornalista!

Tive a sensação de que se não quebrasse o silêncio estaria fora do quarto nos minutos seguintes, pois era uma cena patética!

Resolvi perguntar-lhe sobre os seus hobbies que tinha identificado na literatura lida e pareceu-me que seria uma introdução mais aceitável e não intrusiva.

Com espanto meu, a cara abriu-se num sorriso mais franco e começou a falar num inglês decente, lento e como que rebuscando na memória os tempos das aulas com o seu preceptor britânico:

- Gosto de fazer birdwatching que para mim é a observação e o estudo dos pássaros a olho nú ou com binóculos. Faço-o através dos dois meios e a estação do ano mais apropriada é na Primavera ou no Outono durante as grandes migrações, podendo-se ver uma grande variedade de pássaros. Nestas alturas levanto-me muito cedo de manhã pois é nestes momentos que os pássaros estão mais activos e os trinados tornam mais fácil localizá-los e observá-los.

Interrompi-o para lhe pedir respeitosamente que me explicasse o que o fazia ter este fascínio pelo birdwatching:

- Tenho estudado com profundidade a provável razão de ser deste interesse em birdwatching e creio que se pode tratar de mais uma expressão do instinto caçador do ser humano ao tentar observar a sua presa bem como a de revelar uma tendência do macho para a sistematização, pois havendo uma maioria significativa de homens em detrimento de mulheres, para estas é mais um exercício intelectual e de desafio do que partilha de informação – explicou.

- Faço-o por uma questão de ocupação do tempo e numa perspectiva mais estética do que utilitária (a de alimentar pássaros). É uma espécie de ciência praticada por cidadãos responsáveis que se preocupam pela protecção do bem-estar dos pássaros e na identificação de potenciais ameaças para espécies raras em risco de extinção.

Fez uma pequena pausa, olhou-me como se me visse pela primeira vez e disse:

- Também me dedico à caligrafia usando caracteres chineses. Este tipo de arte influenciou as pinturas a tinta-da-china e aguarela pois usam o mesmo tipo de utensílios. Curiosamente conduziu ao desenvolvimento de muitas formas de arte na China como os selos pessoais gravados, os pesa papéis ornamentados e os estilizados pilões em pedra para dissolverem a tinta sólida em líquida.

- A caligrafia é uma forma de eu expressar uma escrita correcta, concisa, harmoniosa e esteticamente agradável à vista.

- Utilizo o pincel de tinta, a tinta, o papel e o pilão para liquefazer a tinta, considerados como os “Quatro Tesouros para o Estudo”. Para além destes utensílios também uso pesa papéis ornamentados e bases para pousar o papel na minha secretária.

- Os meus pincéis de tinta são feitos de bambu (a base) e tenho alguns em sândalo vermelho ou vidro, também.

- A parte de cima dos meus pincéis é feita de penas ou cabelo de animais como o coelho, o gamo, o pato, de galinhas, mas há uma tradição curiosa na China de que ao fazer-se um pincel de tinta com o cabelo de um recém-nascido, será uma recordação única na vida para ele, quando for crescido.

Está ligada a uma lenda que narra que um investigador chinês ficou qualificado em primeiro lugar numas provas para a corte do Palácio Imperial dos meus antepassados, usando um pincel personalizado com o seu próprio cabelo de menino.

- O papel que utilizo é feito de arroz, bambu e de outros materiais. Os pesa papéis ornamentados servem-me para colocá-los no topo da página para evitar que deslizem enquanto desenho e também uso a minha mão esquerda firmada na base da folha para suporte da mão direita com que pinto. Tudo isto assenta numa base de feltro.

- O meu objectivo é o de pintar obras de arte de reputados calígrafos. Requer muitos anos de prática, a certeza de uma estrutura equilibrada em cada folha, ritmo, pinceladas com a tinta certa – e terminou este monólogo um pouco exausto, baixando os olhos para as mãos cruzadas no regaço.

Agradeci-lhe efusivamente as suas descrições e Pu Jie confiou-me que estes eram aspectos da sua vida que nesse momento lhe traziam tranquilidade e um pouco de esquecimento do passado.

(to be continued)

MNA

sábado, 27 de março de 2010

A minha entrevista a Pu Jie - II parte


(veja-se o meu anterior posting com o título "o meu encontro com Pu-Jie o irmão mais novo do Imperador da China ") bem como a parte I .

Perguntei-lhe se queria falar-me da sua infância e percurso até hoje, pois só conhecíamos a versão das memórias do irmão, Pu Yi.

- Desde muito jovem partilhei as lições de inglês com o meu irmão e assim que podíamos, fugíamos para os jardins da Cidade Proibida aonde brincávamos e fazíamos jogos, escapando ao estrito controlo e guarda dos tutores e eunucos. Aprendemos juntos a nadar, a remar e a usar trajes ingleses, tudo isto debaixo das instruções do nosso tutor britânico Johnston – disse com bonomia.

- O Imperador morreu em 1967, mas eu, um ano mais novo do que ele, vivo e trabalho em Pequim. A minha casa de 16 quartos, num hutong, tem uma porta como se fosse um arco em tijolos vermelhos e os beirados do telhado têm telhas pintadas em azul e verde. Tenho um pequeno pátio com algumas árvores não muito grandes, rodeadas por canteiros com flores. Os quartos dão para o pátio de todos os lados – acrescentou.

À entrada reparei que era pequeno de estatura, frágil – de certa maneira fazendo lembrar as fotografias do seu irmão, mas no entanto rápido e vigoroso nos movimentos.

Estava vestido com um leve “anorak”, calças azuis tipicamente chinesas e com uma espécie de chinelos. Aparentava estar mais confiante com a minha presença e com um constante e acolhedor sorriso.

- Estudei no Japão na minha mocidade e casei-me com uma japonesa, que era parente do Imperador do Japão. Tive duas filhas, ambas casadas com nobres japoneses, tendo uma delas sido assassinada, e a outra vive em Tóquio e tenho 5 netos. Trato do meu jardim e dos meus gatos – continuou.

- Tenho na minha casa, para além de móveis simples e confortáveis de bambu, alguns quadros com retratos a que dou alguma relevância pois são, uns de notáveis políticos chineses, e um especialmente que mostra um evento no topo da minha carreira – disse Pu Jie.

Perguntei-lhe se me podia dizer de quem eram e ele confessou-me que eram de Mao e de Hua, bem como de Zhou Enlai, a figura mais amada na China após a morte de Mao pela abertura e desenvolvimento que tinha prodigalizado ao povo chinês.

- Mas a fotografia de que mais me orgulho é de 1979, na 5ª Assembleia do Congresso do Povo: no meio de centenas de delegados, aparece a minha cara. O Presidente Zhou foi nosso amigo, de mim e do Imperador e a minha casa foi-me por ele atribuída, quando saí por ordem dele, da prisão em 1961- acrescentou.

Questionei-o sobre quantos anos tinham os dois passado na prisão e respondeu-me que para cima de 15 em vários estabelecimentos prisionais:

- Quando os Russos entraram na Manchúria em 1945, fomos ambos levados para paragens inóspitas e perdidas na Sibéria profunda, aonde ficámos 5 anos.

Interessei-me por saber se ele ou alguns dos membros da nobreza chinesa durante e depois das prisões, torturas e sofrimento teriam sido reprogramados pelos comunistas soviéticos.

Pu Jie riu-se e respondeu-me que os guardas das diferentes prisões não eram bons professores:

– Tinham o hábito de roubar o nosso simbólico pocket money de cada mês e apesar das condições não serem muito más, a comida razoável, o nosso pensamento manteve-se imutável. Continuámos a acreditar que era o dever da nossa vida, restaurarmos a dinastia Qing. Só quando voltámos para a China é que as autoridades prisionais foram gradualmente capazes de alterar as nossas atitudes. Em vez de nos aniquilarem e aos restantes aristocratas, os comunistas prenderam-nos e fomos ensinados a olharmo-nos como cidadãos vulgares, para podermos ser usados pela propaganda.

- Nas prisões chinesas aprendemos a ser auto-suficientes. O meu irmão Pu Yi tinha muitas dificuldades pois, como Imperador, nunca tinha mexido um dedo – não lhe era permitido vestir-se, não podia atar sequer os atilhos dos seus sapatos.

- Aprendemos também o princípio de servir o povo pelo trabalho em várias tarefas manuais. Tivemos que rever a nossa fé Budista. Para mim, que nunca fui muito devoto, não foi um grande problema. Mas para Pu Yi, foi diferente. Imagine que achou muito revoltante ter que matar moscas durante a campanha contra a peste aonde andou de máquina desinfectante às costas, e de facto, nunca perdeu realmente as suas crenças – acrescentou.

- Considerando que tivemos uma firme e persistente reeducação, foram-nos, no entanto, permitidos alguns privilégios. Podíamos jogar mah jong (cuja prática tinha sido banida no resto da China) e na alimentação tínhamos uma melhor qualidade de comida do que para os restantes prisioneiros.

Perguntei-lhe o que fizeram depois da sua libertação, pois tinha lido que para Pu Jie o perdão veio um ano mais tarde do que o do Imperador:

- Comecei por passar um ano como jardineiro no meu próprio Palácio, mas depois trabalhámos ambos nos Arquivos Nacionais como especialistas na nossa dinastia Qing e do Senhor da Guerra ( Manchus que governaram a China desde 1644 até 1911) e sobre os períodos de ocupação japonesa. Pela nossa educação, contactos que mantivemos no passado, e experiências internacionais, éramos considerados como as pessoas mais indicadas para recuperar esta parte da História, antes que se perdesse. Com este tipo de trabalho, recolhendo e classificando informações, recordando reminiscências do nosso passado e da nossa família, estivemos ocupados por largos anos e eu próprio ainda continuo a fazê-lo.

Não era possível resistir a perguntar-lhe sobre uma tentativa de comparação entre esses tempos e agora:

- Eu tinha nessa altura 10 anos – respondeu Pu Jie – quando fui levado pela primeira vez para me encontrar com o Imperador. Não fazia a menor ideia de que iria encontrar o meu irmão. Imaginava que iria encontrar um velho com uma barba branca, com uma coroa na cabeça. Fiquei muito admirado quando constatei que o Imperador era uma criança tal como eu.

- Achei natural a minha posição no Palácio Imperial e nem sequer a questionei. Pareceu-me correcto que devesse devotar as minhas forças ao serviço da restauração da dinastia Qing. A mesma ideia manteve-se inalterável no meu coração através dos anos, durante o período na Manchúria, depois da derrota do Japão, e durante a prisão na Rússia. Quando, depois da Libertação da Rússia, voltámos para a China, eu era como o cavalo que não podia ser forçado a beber água. Mas quando o cavalo tem sede é só preciso levá-lo até à fonte de água e ele bebe! Gradualmente acabei por ter consciência dos meus erros fundamentais.

Questionei-o sobre o queria dizer com o reconhecimento dos erros: seria uma consequência da reeducação e de lavagens ao cérebro:

- Em 1930 o Imperador e eu colaborámos com os invasores Japoneses e por isso fomos presos e considerados prisioneiros de guerra pelo regime comunista Chinês. Exprimi mais tarde e após a minha libertação a minha gratidão ao Governo Chinês e declarei-me contente com a minha nova vida. Que mais poderia ter feito. Era uma gota no oceano!

- No passado fui uma gota de água desviada do bom leito do oceano, e senti-me submerso no mar de mais de um bilião de cidadãos chineses.
Os tempos do passado foram um sonho e só pensava em mim e na restauração da dinastia Qing, mas agora sinto-me feliz e o meu objectivo é fazer o que possa em benefício do povo.

- Estive na prisão com muitos prisioneiros japoneses de guerra quando foram libertados no Nordeste da China. Muitos choraram por terem sido levados a pensar que a prisão era o lugar do seu re-nascimento! Para eles os guardas da prisão eram como os seus pais.

A nossa conversa estava a chegar ao fim e à laia de despedida, perguntei-lhe como antevia o futuro da China.

- Neste momento na China todos se sentem mais tranquilos desde a queda do “Bando dos Quatro”. Podem exprimir mais os seus pensamentos, no entanto prevejo muitas dificuldades, mas a confiança do povo no seu futuro é uma força importante – finalizou.

Pu Jie, morreu em Pequim com 87 anos.

Quando regressei ao meu escritório, passei os dias seguintes a organizar estes dados e ao escrevê-los lembrei-me desta frase: “o que amarelece por aí quando não existires!”

MNA

sexta-feira, 26 de março de 2010

A francesa


Um membro de uma família conhecida morava numa bonita casa pombalina, num dos bairos típicos de Lisboa.

Ficou viúvo muito cedo com três virtuosas filhas e sendo ainda um "bel homme" tomou-se de amores por uma francesa a quem pôs casa discreta em frente da sua. Tudo quanto a ela dava, igualmente comprava para a sua casa, nada faltando.

Todos os dias almoçava com elas e ia tomar café a casa da francesa, passando lá a tarde.

No fim de cada almoço, levantando-se da mesa dirigia-se à porta e todos os santos dias a três filhas seguiam-no pelo largo corredor até à saída, repetindo sem cessar:

- O papá está em pecado mortal! O papá está em pecado mortal!

Ele continuava impávido e chegando à porta voltava-se e com o dedo em riste apontado para elas dizia plácidamente:

- Calem-se, secantes criaturas!

MNA

segunda-feira, 22 de março de 2010

avatar



As for man, his days are as grass: as a flower of the field, so he flourishes. But the wind passes over, and soon all disappears; and his place will no more exist.

Salmos, Bíblia

domingo, 21 de março de 2010

A vida de uma boémia



Restaurant Man
- No please, no Miss, not tonight, please no!

Important Costumer - can't you go ?
Miss - Not tonight, can't have a scene with my giggolo!

Important Costumer - What?

Restaurant Man
- Go, please go!

Miss - Hello, sir !
Important Customer - No! Not tonight!

Restaurant Man
- You sit all night, you never buy!

Miss - That's a lie, that's a lie! I had a tea the other day

Restaurant Man
- You couldn't pay!

MNA

sexta-feira, 19 de março de 2010

Conversa entre Sócrates e Teixeira dos Santos


Extrait d'une conversation entre Colbert et Mazarin sous LOUIS XIV


Colbert : Pour trouver de l'argent il arrive un moment où tripoter ne suffit plus. J'aimerais que Monsieur le Surintendant m'explique comment on s'y prend pour dépenser encore quand on est déjà endetté jusqu'au cou ?

Mazarin : Quand on est un simple mortel, bien sûr, et qu'on est couvert de dettes, on va en prison. Mais l'Etat lui, c'est différent. On ne peut pas jeter l'Etat en prison. Alors, il continue, il creuse la dette ! Tous les Etats font ça.

Colbert : Ah oui ? Vous croyez ? Cependant, il nous faut de l'argent. Et comment en trouver quand on a déjà créé tous les impôts imaginables ?

Mazarin : On en crée d'autres.

Colbert : Nous ne pouvons pas taxer les pauvres plus qu'ils ne le sont déjà.

Mazarin : Oui, c'est impossible.

Colbert : Alors, les riches ?

Mazarin : Les riches, non plus. Ils ne dépenseraient plus. Un riche qui dépense fait vivre des centaines de pauvres.

Colbert : Alors, comment fait-on ?

Mazarin : Colbert, tu raisonnes comme un fromage (comme un pot de chambre sous le derrière d'un malade) ! Il y a quantité de gens qui sont entre les deux, ni pauvres, ni riches. Des Français qui travaillent, rêvant d'être riches et redoutant d'être pauvres ! C’est ceux-là que nous devons taxer, encore plus, toujours plus ! Ceux-là ! Plus tu leur prends, plus ils travaillent pour compenser c'est un réservoir inépuisable.

Il faut juste transférer de 4 siècles mais effectivement rien n'a changé dans ce monde ...

sábado, 13 de março de 2010

Y decirte alguna estupidez....


Y decirte alguna estupidez, por ejemplo, te quiero!

MNA

Journal



Christ
Voici plus d’un an que je n’ai plus pensé à Vous
Depuis que j’ai écrit mon avant-dernier poème Pâques
Ma vie a bien changé depuis
Mais je suis toujours le même
J’ai même voulu devenir peintre
Voici les tableaux que j’ai faits et qui ce soir pendent aux murs
Ils m’ouvrent d’étranges vues sur moi-même qui me font penser à Vous.

Christ
La vie
Voilà ce que j’ai fouillé
Mes peintures me font mal
Je suis trop passionné
Tout est orangé.

J’ai passé une triste journée à penser à mes amis
Et à lire le journal

Christ
Vie crucifiée dans le journal grand ouvert que je tiens les bras tendus
Envergures
Fusées
Ebullition
Cris.
On dirait un aéroplane qui tombe.
C’est moi.

Passion
Feu
Roman-feuilleton
Journal
On a beau ne pas vouloir de soi-même
Il faut parfois crier

Je suis l’autre
Trop sensible


Blaise CENDRARS, Du Monde entier

Almost lovers


Goodbye my almost lover
Goodbye my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?

So long my luckless romance
My back is turned on you
Should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Olhó senhor polícia, psssst!



O Parlamento Europeu divulgou o que se presume poder vir a ser as fardas da "Polícia da União Europeia"!

É um azul entre a malva e a turquesa....

quarta-feira, 10 de março de 2010

doce e amargo sabor a canela...


Noite de loucura,
Improvisada na areia.
Em tamanha fervura,
Como que por uma teia,
Deixei-me envolver.
Rendi-me ao desejo
Desse teu beijo.
Deixei acontecer!

Senti o teu sabor a canela:
Doce e picante,
Intenso e excitante.

Varias ilusões
Há muito escondidas.
E ao chegar o amanhecer,
Lembro essa noite tão bela.
Doce e amargo sabor a canela.

Doces sensações,
Amargas recordações.

terça-feira, 9 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

indecência...



INDECENTE, É TER QUE TE OLHAR
E NÃO TE PODER TOCAR.
É JOGAR TANTO PARA TE TER
E NÃO TE GANHAR.

É ABRAÇAR O VENTO,
IMAGINANDO SER O TEU CORPO.
É ESTE CIÚME FORTE
QUE ME DEIXA QUASE LOUCO.

INDECENTE, É PENSAR
EM TI NUA
E SENTIR QUE ME ATRAIS,
MAIS DO QUE O BRILHO DA LUA.

É PRENDER-ME POR ALGUÉM,
QUE NEM SEI SE ME QUER.

INDECENTE, É TODAS AS NOITES,
VISITARES-ME NOS MEUS SONHOS,
COM A TUA BELEZA DE MULHER.

MAS O MAIS INDECENTE,
É QUERER VIVER ESTE SENTIMENTO,
DE MANEIRA TÃO DEMENTE.

os perigos da internet



Não resisti...mas sem malícia e esperando que o bom Deus me perdoe as faltas!

Robim dos Bosques moderno...



Que cara tão feia, mas se calhar para roubar aos ricos para dar aos pobres tem que meter medo!

Tenho ideia que cá pela nossa floresta é um pouco ao contrário....

terça-feira, 2 de março de 2010

Tipping like Gentlemen



Proper tipping etiquette is still a trait rarely found in modern men yet, when perfected, it can actually become quite enjoyable. It’s a selfless act of giving to others based on the level of service you’ve received. A lot of these people get a pitiful wage and the tips they get go a long way to supplement their income. Make them happy and you’ll be looked after. Annoy them and you’d be best advised to eat your meal with caution!

Tipping really is an art form and when you’re giving your tip you want to be as discrete and gentlemanly as possible. Hand over the tip with your palm facing down and shake hands with the person you are tipping, simultaneously placing the money in their hand. What you want to avoid doing is waving the money around and making a big deal of it. You’ll look like an idiot for starts and if that isn’t enough, you’re going to make the person receiving the tip feel uncomfortable because, believe it or not, you’re coming across like a condescending jerk. You’re not throwing a treat for Fido here.

So how do you figure out how much to tip? Well the truth is there are no tipping rules per se, however there are guidelines which suggest how much is appropriate to give. Let’s investigate.

The restaurant waiter/waitress

This is the one that causes most debate because there is no hard and fast rule. It is also made even more difficult by waiting staff who have lost sight of the fact that a tip is a gratuity and is not actually required.

There are some occasions where you feel unjustified to give out a tip, but let me tell you why you should.

* The food was terrible. If the food was terrible, then complain to the manager (you might get a discount on the bill) but don’t take away the tip from the waiting staff because you’re punishing them for someone else’s mistake. Chances are they worked very hard for you and to not reward them would be unfavourable.

* The service was below par. If the service was below par then you should tip at a lower rate than normal. Usually, I’d speak to the waiter I’m tipping and politely explain the reasons for the lower tip. Just make sure you’ve eaten all your food before you tell them!

* You are a stingy and grumpy old man. So you don’t want to tip. Why not? You’re rewarding someone for doing good work. How would you feel if your boss decided to not give you the pay raise you’ve been asking for or taking your bonus away from you just because he felt like it? As the old saying goes, “Treat other people the way you expect to be treated yourself.”

segunda-feira, 1 de março de 2010

Em ninguém vendo no meio da água...cai sempre bem a sua batotazinha...



O ser humano tem esta atracção para ganhar com batota, mas só dentro de água! Nanja que em eleições, negócios, justiça, amor...tudo de grande virtude!

Strip cup...em Beijing



Pu-Jie reconhece que o seu povo está mudado! Nova modalidade de vela, a "strip cup" ou o rabo ao léu!

No fundo, justifica-se pois não podendo sair-se do lugar, há que ser pragmático depois de muitas horas!