quarta-feira, 13 de março de 2019

Entrevista excelente de ALA à TVI



Ouvi de novo a entrevista do ALA (António Lobo Antunes) à TVI e para além de gostar do seu estilo non-chalant, mas dizendo verdades, fiquei a pensar que quando ele diz que já teve tudo, se formos modestos à nossa dimensão, e eu sou francamente mais novo do que ele, é a pura das verdades.
Quero eu isto dizer que, nas alusões que ele faz à morte nesta e noutras entrevistas em consequência do seu percurso atribulado de saúde, se morrêssemos amanhã, não fazíamos cá falta nem se calhar seria pior para nós.
Eu explico: cinza, pó e nada é pelo menos o que transparece de exumações de corpos em caixões iguais para toda a gente ou mais radical ainda se se é cremado. Com este nosso corpo, parece-me, não nos encontraremos numa eventual outra vida.
Por isso, na vida tal como a conhecemos, chega o momento da partida com mais ou menos sofrimento, com maior ou menor fama-  oh vã fama que se desfaz na espuma do tempo -, e passados poucos dias, quiçá uns dez…a vida continua para os que cá ficam.
Por isso gosto deste despreendimento do ALA em relação ao seu futuro, mas solidarizo-me com pensamentos e frases da intensidade da AMIZADE que ele qualifica entre os homens muito mais tranquila e forte. Com as mulheres é amor, com os homens também pode ser, mas sabemos bem o gozo que dá um jogo seja de futebol ou de ténis ou de rugby, uns copos a discutir entre o grupo de amigos, uma viagem de pack às costas pelos desertos e frondosos templos da humanidade. Não tem comparação e como ele tão bem diz, as mulheres não percebem esta cumplicidade.
Tenho pena se isto acaba no “paraíso” pois caçar umas perdizes, mesmo vá uns gambuzinos enche-nos de enorme gozo.
Mas porque raio será que NUNCA NINGUÉM nos veio dizer de que cores são os arco-íris, para ser genérico, vá!

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