terça-feira, 27 de setembro de 2016

pray for the world

Pois fiquei completamente convencido que o Trump é um amador, um inexperiente sem mundo, um novo-rico que só pensa em riqueza a todo o custo, uma verdadeira calamidade para os EUA..por outro lado a Hilary é uma política bem preparada, mas é mais do mesmo...as promessas do costume, parecidas com as cá do burgo (PPC e AC indiferenciadamente) bem como dos líderes europeus...tudo uma choldra...mas fico pasmado como o Trump diz enormidades pela boca fora sem pestanejar...
Parece que descobriram uns geisers nuns anéis de Neptuno o que prova que haverá vida...que estupada será a vida lá...não há mesmo sítio para aonde ir.

Stop the world, I want to get out...please

the past


The past is a foreign country; they do things differently there.

 Hartley

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

casamento da minha sobrinha filha do Diácono Remédios ( o meu irmão Zé)




Amanhã casa-se a minha querida sobrinha Maria do Carmo (Carmucha) filha única do meu irmão Zé, estimado Diácono da Paróquia do Estoril.

O Zé, é Engenheiro e foi Administrador de uma empresa multinacional e quando resolveu ser Diácono teve que seguir um percurso longo de preparação e de formação. Isto implicou o prévio consentimento da minha Cunhada Teresa, sua Mulher e desta dita filha.

A minha Avó, com cerca de 101 anos nessa altura e ainda perfeitamente lúcida, com a minha Mãe, toda a manada e sobrinhos, "ocupámos" a ala direita do altar dos Jerónimos aonde o Zé numa celebração do Senhor Patriarca D. José Policarpo, com mais uns quantos seriam investidos.

Os paramentos do Senhor Patriarca eram os do séc. XVIII da Sé e o meu irmão, a concelebrar como pré-diácono ainda não investido, parecia um Cónego impecável, com uma alva linda e em pendant com o celebrante.

Correu tudo muito bem, ternurento estarmos a ver um nosso irmão e familiar a tomar uma decisão de serviço aos outros e já no fim da missa diz a minha Avó para a minha Mãe:

- Ó filha eu não posso gostar mais, mas olha que me faz a maior impressão em ver o Zé, que parece um padre, e a Teresa e a piquena na primeira fila a assistir a tudo!

E foram boas sementes que esta sua decisão nele plantou pois tem sido incansável nas suas funções e amanhã pela primeira vez, não irá oficiar o casamento, pois estará na 1ª fila de fraque, ao lado da Teresa a assistir como Pai babado que é, à entrada e cerimónia da sua filha.

PENINHA E A MÃO MAROTA DE MARCELO


O Peninha tem estado ausente das minhas reportagens aqui porque foi de férias.

O Peninha tem uma "terra" que é uma aldeia lá para o Norte e se chama Pandeiro de Cima. O Presidente da Junta já tentou mudar o nome pois presta-se a muita troça, sobretudo dos emigrantes brasileiros, pois no Brasil tem outro sentido - o sim senhor também conhecido por bunda - mas deve esta toponímia a um antepassado do Peninha que tocava pandeireta. Era de sua graça, Teodósio da Silva Santos e Pinto. Tudo nomes a que Peninha gostava de juntar alguma nobreza local....mas que por mais que procurasse nos calhamaços dos Nobiliários, não mencionavam senão apelidos de sapateiros, músicos de feiras, aguadeiros, vendedores ambulantes e finalmente um, para gáudio de Peninha que logo se apropriou das ascendência, tinha sido terceiro secretário. Não dizia de quê, mas Peninha garantia que era um cargo político.

Pois o nosso Peninha descansou na aldeia em casa de uma tia, de nome Atília, que fazia costura para fora.

Apesar de estar de férias não perdia um noticiário e sobretudo aonde aparecesse o seu admirado Presidente Marcelo.

Ficou delirante com a visita à ONU e o que ele gozou com a fotografia com o Presidente Obama e esposa.

No café local, o "Paraíso do Pandeiro" era um ver se te avias, de jornal em punho a mostrar a fotografia, perante a indiferença da maioria que tinham votado noutro candidato que tinha perdido e a quem aquando da visita à aldeia para a campanha eleitoral, ainda tinham gasto alguns cobres para lhe pagar um almoço com vitela e couve lombarda.

Muito cumpridor dos seus deveres religiosos, no fim da missa de Domingo foi mostrar ao sr. Prior o jornal com a foto e o padre depois de muito olhar e remirar, sai-se com esta:

- Ó Peninha olhe que o seu amigo Presidente está a apalpar o pandeiro à mulher do Obama!

Peninha ia ripostar indignado quando num relance confirmou que era verdade. Marcelo tinha dado um amplexo por detrás de Michelle Obama e aparecia uma mão marota, contornando o pandeiro da esposa do Presidente...

Ficou varado e sem ainda querer acreditar, chegou a casa e num telegrama dos correios enviou o seguinte telegrama:

A SEXA PRESIDENTE DA REPÚBLICA
INDIGNADO APALPÃO PANDEIRO ESPOSA OBAMA FOTO IMPRENSA PRECISO CONFIRMACÃO URGENTE QUAL FOI REACCÃO DELA E SE PRESIDENTE MARCELO MANTÉM VIRTUDE E POSE DE ESTADO.
Ass . PENINHA - PANDEIRO DE CIMA.

Uns dias depois foram entregar a casa da tia Atília um telegrama da Presidência da República que rezava assim:

PHOTOSHOP. LAMENTO. Ass: CHEFE CASA CIVIL P.P

Peninha voltou ao pároco a quem orgulhosamente mostrou o telegrama.

Em Pandeiro de Cima foi celebrado um Te Deum Laudamos pelo Senhor Presidente da República, dando graças pela continuação da sua virtude e princípios inabaláveis. Estiveram presentes todas as forças vivas da Nação..local, bem entendido!

Portugal no seu melhor


azedo


pombos


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

NEM SEMPRE TUDO É MAU


NEM SEMPRE TUDO É MAU

Andei boa parte da manhã a pé em Lisboa. Tive que tratar de vários assuntos e não era cómodo o meu helicóptero poisar no meio de tantas obras...vá, essa foi uma das razões a outra era da notoriedade excessiva que poderia atrair inbéjas, já me basta vir o meu nome ainda que com pseudónimo no livro do arquitecto...

Mas vamos ao que me traz aqui:

NEM SEMPRE TUDO É MAU, ou seja neste momento é um incómodo, mas também se não for no Verão fica tudo enlameado, estive em sítios aonde os passeios estão prontos...limpos, claros, lisos, fáceis de andar e com novas esplanadas com espaço para mesas e para pedestres andarem sem ser tudo atropelado...vai haver árvores que crescerão, darão sombra e a cidade ficará mais transitável e mais cómoda...

É chato? É! Causa transtornos temporários? Sim, é menos cómodo.

Ópás vou dar dois exemplos ternurentos de que é preciso paciência para tudo:

1. as mães quando estão a dar à luz, têm dores, contracções, estão gordonas, com tudo menos vontade de voltar a ter filhos....mas depois quando nasce o bébé, é um alívio, uma alegria e tudo volta ao normal, com um plus que é um filho...

2. Ópás quando preenchem o boletim do IRS, ele é palavrões, insultos, raivas e ódios terem que declarar tudo quanto ganharam, mesmo no Panamá ou em Belize...aonde acabámos de abrir uma Embaixada...mas depois vem o reembolso do IRS, chorudo, gordo, enorme e dando-nos esperanças de que tudo está a melhorar...ópás é a vida!

NEM SEMPRE TUDO É MAU!

Agora comigo é assim...


nada contra os idiotas


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Se o vires


Se o vires, diz-lhe que o tempo dele não passou;
que me sento na cama, distraída, a dobar demoras
e, sem querer, talvez embarace as linhas entre nós.
Mas que, mesmo perdendo o fio da meada por
causa dos outros laços que não desfaço, sei que o
amor dá sempre o novelo melhor da sua mão.

Se o encontrares, diz-lhe que o tempo dele não passou;
que só me atraso outra vez, e ele sabe que me atraso
sempre, mas não de mais; e que os invernos que ele
não gosta de contar, mas assim mesmo conta que nos
separam, escondem a minha nuca na gola do casaco,
mas só para guardar os beijos que me deu.

Se o vires, diz-lhe que o tempo dele não passa, fica sempre.

Maria do Rosário Pedreira

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Paquete para sair desta choldra...ahahahaah


PAQUETE PARA SAIRMOS DAQUI...oh vinde, pastores, vinde...ahahah

Ópás estou a organizar um paquete de luxo com destino às Bahamas para quem quiser sair desta choldra: casino a bordo, bons comeres e beberes, serviços jurídicos a bordo para a constituição antecipada de óbeshóres nas Bahamas, empréstimos de mijones de dólari a 0,1% com um período de carência de 10 anos, tudo na máior.

Quem quiser pode inscreber-se no : "Love Boat out of this damn country", Edifício dos Prazeres Imorais, númbaro 69/70, todo o espaço possível, e a localização é no Senhor Roubado

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

IMPOSTOS JUSTOS SOBRE OS RICOS


IMPOSTOS SOBRE OS RICOS

Devo confessar que posso perceber que para ir buscar recursos, este ou outro Governo tenha que cobrar impostos.

É-me indiferente quem tome a iniciativa, se a esquerda ou a direita pois este princípio é transversal ao poder político seja ele de que cor for.

Já não compreendo nem concordo com ranger de dentes, ódio e vingança de quaisquer forças políticas que o queiram fazer por ideologia.

Tem que ter um rationale económico para o país e das receitas haverá que aplicá-las no bem-estar do povo.

Pois bem, a quem se deve taxar?

Aos muito ricos, mesmo ricos que tenham meios para os pagar fàcilmente, mesmo que não gostem.
Há-de ser na medida do justo e necessário para que com o obtido se possam evitar ter que cobrar à classe-média e baixa e aos mais desfavorecidos.

Sobre proprietários de grandes extensões de terrenos ou empreendimentos, bens móveis e imóveis de luxo, carros de grande cilindrada, barcos, mercado de capitais, lucros de bancos, etc

Não é incentivar a que se deixe de ter, comprar, investir: é taxar uma pequena % que sobre um valor residual grande amealha importantes recursos que permitem uma melhor redistribuição dos rendimentos.

Isto existe nos USA, França e UK e Alemanha e Itália, entre outros, desde há muito.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Pitágoras e o seu teorema

Reza a história que Pitágoras não parava muito em casa e que Enusa, sua mulher, aproveitava a situação para copular com quatro soldados, que estavam acantonados ali perto.

Um dia, em que Pitágoras voltou para casa mais cedo, surpreendeu-os no acto e matou os cinco, decidindo enterrá-los no seu jardim.

Movido por alguma comiseração que ainda tinha pela esposa, dividiu o terreno a meio e, numa das metades, sepultou-a. A outra metade foi dividida em quatro quadrados iguais, onde enterrou os amantes. Desta forma, os quatro soldados ficaram a ocupar um espaço idêntico ao ocupado pela mulher. 

Logo depois Pitágoras subiu à montanha para meditar e, olhando de cima, teve uma revelação.


Era óbvio :"O quadrado da puta Enusa era igual à soma dos quadrados dos cadetes." 


(Se me tivessem explicado isso assim na escola, provavelmente não teria ido para letras.)"

Alice Coutinho

sábado, 10 de setembro de 2016

Segredo


Já dizia Mario Quintana: Não te abras com o teu amigo , que ele outro amigo tem e o amigo do teu amigo possui amigos também.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

NÃO HÁ NINGUÉM INSUBSTITUÍVEL


NÃO HÁ NINGUÉM INSUBSTITUÍVEL

De volta do Corte Inglês aonde fui de manhã, passei a pé em frente da Igreja de S. Sebastião e à saída da capela mortuária estava um grupo de gente, a maioria dos quais entre novos e de meia-idade, o normal nestas ocasiões.

Conversava-se cá fora com dignidade e sem barulho. Nem sempre é assim.

Deu-me mais uma vez para pensar na morte e nas circunstâncias à sua volta.

Em primeiro lugar para o "de cujus", ou seja o ou a defunta: seguramente o primeiro momento de paz verdadeira. Não há ninguém 100% feliz e por isso, mesmo que muito altruístas e depois de muitos anos em conjunto aturando-se mutuamente com mais ou menos doçura, temperança, bom-feitio, cumplicidade com os anos a passarem vem a irritação, a embirração, a falta de paciência ( a propósito vi um casal com bom aspecto já mais velho por volta dos setenta dirigindo-se para a igreja e tendo que atravessar a rua, a madame resolveu dar uma grande volta e o esposo, creio, com o pragmatismo dos homens, atravessou directo pois não vinha nenhum carro...sem ele dar por que eu estivesse a observá-lo, fez em silêncio com a mão para o ar um gesto de desespero como quem diz - não há nada a fazer com a teimosia). Este é um exemplo sem importância de como sabe bem o silêncio, a solidão de "temps en temps", que nos deixem em paz!

Tudo isto para reforçar a minha tese da paz"eterna" para o fenecido.

Depois fiquei a observar duas raparigas que estavam de luto e que serenas conversavam em frente à porta exterior da capela. Naturalmente que nem ouvi a conversa nem o podia ter feito por estar longe, e nem o faria, mas concluí que horas depois do enterro a vida continuaria na sua rotina, com os seus problemas...um pouco como a roda da sorte nos concursos. Mesmo para viúvos e viúvas, há a célebre opereta " Die lustige Witwe (La Veuve joyeuse de Franz Lehár...ahahaha

Não há de facto ninguém insubstituível e a todos chega o momento de uma melhor vida...há dias de sorte!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

ENTREVISTA do JUIZ CARLOS ALEXANDRE na SIC

ENTREVISTA do JUIZ CARLOS ALEXANDRE na SIC

Gostei da entrevista do Juiz Carlos Alexandre à SIC.

Revela um homem sério, competente, afinal....humano...e gostando muito da sua profissão.

Aliás e como ele afirma, o espelho em geral dos Magistrados Portugueses reflecte seriedade e dedicação.

De resto, ficam-se a conhecer os incómodos porque passa ele e a sua família, mas são ossos do ofício.

Fiquei tranquilo quanto à imparcialidade, competência e rigor com que serão apreciados os importantes processos em que é Juiz Instrutor.

E, na minha opinião, deverão também estar tranquilos os arguidos dos diversos projectos em que estão envolvidos.

Se nada tiverem feito serão absolvidos mas se ao contrário se provar que são culpados serão tratados com equidade.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Chamar os outros de linda/lindo


Linda ou lindo é a palavra escolhida pela grande maioria dos facebookianos para exprimirem a sua opinião sobre outrem.

Ora, a maior parte das vezes, os destinatários não são nem lindas nem lindos: ou porque têm um nariz feio que põem em evidência, ou olhos tortos, ou orelhas tipo Mr. Stark, ou borbulhas, ou rugas, ou pura e simplesmente porque são pessoas "não lindas".

Melhor seria que:

1. os postadores das suas fotos ou não as postassem ou acrescentassem qualquer coisa que permita aos outros mortais exprimirem um elogio e não uma apreciação hipócrita ou evidente de o ser.

2. Os comentadores, deveriam salientar as qualidades da pessoa em causa ou um comentário simpático, positivo e verdadeiro que merecesse o aplauso de uma maioria que objectivamente possa julgar com critério.

3. Há finalmente umas e uns brasas que sim, vá..essas e esses merecem a qualificação de uindos ou lindos...ahahah...mas contam-se pelos dedos.

Exemplos:

a) o nosso PM não poderá ser apodado de lindo mas um comentário apropriado será : livra-te

b) o nosso recente ex- PM, PPC poderá ser apodado de lindo por algumas fãs, mas o comentário certo será: cala-te

c) o nosso ex-ex PM. Sócrates, tem um único comentário a ser-lhe feito: malander...ahahaha

E assim se passa a vida, portuguesas e portugueses..

Aquelas coisas parvas que a malta faz a beber vinho:


Aquelas coisas parvas que a malta faz a beber vinho:

#1
Não perceber patavina de vinhos mas levantar o sobrolho e dizer aquelas coisas bestialmente sonantes que até convencem outros de que somos conhecedores. Tipo que “é um vinho frutado, mas não demais.” Ou que “em 2001 houve excelentes colheitas de Rosé.” Ou que o vinho “ainda precisa de respirar um pouco” (adoro esta, nunca falha). Ou aquele clássico lugar-comum: “é um vinho encorpado”. Bravo. 

#2
Não perceber patavina de vinhos bons mas não querer ficar mal perante os amigos e portanto debitar nomes ao calhas, muitas vezes inventados, porque toda a gente sabe que basta juntar um nome de terreno e um nome de árvore ou animal para ser convincente. Senão vejamos: "Herdade do Sobreiro", "Quinta do Malmequer", "Monte do Porco Preto”, “Moinho da Toupeira” (...));

#3

Não perceber patavina de vinhos mas no supermercado apontar para alguns ao calhas e exclamar com alguma soberba (e sempre com um sobrolho levantado): “Este é bom. Tem uma boa relação qualidade-preço.” Mas sempre com as nalgas contraídas com medo de estar a escolher um vinho de cozinha carrascão e de alguém descobrir que esta alegada veia de sommelier é uma autêntica fraude;

#4
Não perceber patavina de vinhos mas imitar o que já se viu fazer em avós, pais e tios e encenar aquela coreografia da prova comme il faut: levantar o sobrolho, pegar pelo pé do copo, rodar e bambolear o vinho nas paredes do copo, enfiar o nariz lá dentro, inalar loucamente, aspirar um gole com barulho alarve, saborear de olhos fechados com ar de quem está dedilhar as áureas cordas da harpa celeste e melodiosa do paladar e, no fim, se houver algum bom senso, engolir em vez de cuspir.

#5
Não perceber patavina de vinhos mas detectar “um leve travo a madeira”. Quando na realidade sabemos perfeitamente que

1. Não fazemos puto de ideia se tem ou não, mas é uma coisa que fica bem dizer e tem alguma probabilidade de acertar;

2. Não conhecemos o sabor a madeira, porque não temos por hábito mascar tarolos de lenha, mas assumimos que há-de ser qualquer coisa tipo o cheiro da lareira mas em sabor;

3. Na verdade não saberíamos detectar esse toque nem que lambêssemos a nossa cómoda do quarto de fio a pavio.

É um pouco isto, não é?

Bumba na fofinha

sábado, 3 de setembro de 2016

O FACEBOOK

O FACEBOOK
Já se conhecem e foram ditas todas as desvantagens, perigos e as habituais admoestações de quem é virgem, imberbe e puro, que não tem defeitos e sobretudo que sabe tudo.
Ora hoje vou perorar sobre um aspecto que para mim acho notável no facebook. Muitos outros há e eu sei quais são e muito me comprazem.
Mas este diz-me muito a quem como eu sou uma mente aberta.
É um pouco como ir a museus, visitar casas bonitas e bem arranjadas, conhecer pessoas interessantes, bonitas ou feias com estilo.
Esta passerelle de cultura, de personalidades tão distintas umas das outras, a feira de vaidades na sua mais variada forma, os anseios genuínos e falsos, as emoções TUDO é uma escola de aprendizagem para a vida, seja ela curta ou longa ou de gente mais ou menos madura.
Este assistir constante a "actores em palco" dá um treino e uma capacidade excepcional de escolha, de selecção, de triagem e vai-nos burilando as esquinas do nosso conhecimento, presunção, qualidades e defeitos, respeito pelos outros tantas vezes revelados com pureza e claridade: essa luz que Goethe pedia - mehr licht.
E toda esta mescla de informação que conduz a uma análise mais rigorosa do que se vai passando a cada minuto, segundo.....um horror de velocidade...vai-nos tornando mais sábios na humildade com que passamos a julgar os outros e as coisas.
Assim é pelo menos para mim!
E haverá quem diga que há pessoas insuportáveis, más, doentes mentais, tortuosas e tortas mas também se encontra rigorosamente o contrário.
Mas então a vida não é isto?

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A ociosidade perversa da meia-idade


Hoje comecei bem cedo com compromissos em várias empresas. Fui, umas vezes a pé e outras de metro e finalmente agora de carro.

Fiquei impressionado com uma série de homens, sobretudo, desde os quarenta e tais a mais velhos, ociosos, com um ar crispado, e sem destino.

Os aparentemente mais enquadrados estavam nas esplanadas a ler jornais.

Muito tempo livre, gente válida a maioria seguramente, deixando problemas para trás, em casa, com as famílias, num estatuto de vida de parca qualidade, sem dinheiro para as mais elementares necessidades : comprar livros, ir a espectáculos, viajar, transitar de uma actividade mais ou menos intensa, para um aproximar da velhice com dignidade e com o justo aproveitamento das respectivas capacidades.

Nenhum governo nem partido político pensa nisto.

Tenho ideias a propor.

O Portugal que eu desejo


O PORTUGAL QUE EU DESEJO

Voltei descansado de férias. Eis a minha lista de desejos até ao fim do ano:

- que a economia de Portugal estabilizasse e uma saudável taxa de crescimento pudesse começar a despontar;
- que os estrangeiros se sentissem encorajados por este lindo país, com gentes simpáticas e acolhedoras e fizessem mais investimentos, ajudando no emprego e tornando a vida mais laboriosa entre a iniciativa privada e o sector público;
- que as tensões entre os portugueses acalmassem e se pusessem em conjunto a trabalhar no progresso do país;
- que a classe política, seja de esquerda, do centro ou de direita se torne mais responsável, mais séria e honesta e que a justiça faça o seu trabalho sem pressões e no silêncio dos tribunais. Quem tiver que ser condenado ou absolvido que o seja, enquanto trabalhamos sossegadamente;
- que a imprensa destaque mais os aspectos positivos do que as tragédias.
- que os reformados, os pensionistas, os doentes e pessoas sós tenham mais apoio e encorajamento e que lhes sejam dadas cada vez mais condições de um fim de vida digno;
- que haja paz entre as famílias e que desse ambiente harmonioso surjam efeitos positivos que se transmitam para a vida colectiva.


Tudo isto que não seja um mero wishful thinking e que cada um e todos contribuamos afanosamente para a sua concretização.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Chiado ao fim da tarde


 
Chiado fim de tarde. Visita obrigatória à Bertrand e Fnac. Nesta última assisti ao roubo descarado de dois livros por um tipo com mau aspecto. Ainda avisei o segurança, moço imberbe e despassarado, que córou por ter sido interpelado.

Resolvi não perseguir o ladrão, primeiro porque não sou staff da Fnac, e depois porque no íntimo achei que era um ladrão meritório: roubar livros é sublime!

Em ambas as livrarias escolho sempre umas "vítimas" para fazer uma pergunta com um ar natural:

- têm livros já lidos? Mais balatos? Ahahah

Hoje a menina da Bertrand era gira, viva e largou uma valente gargalhada.

O da Fnac, respondeu à séria:

- não, não temos e os preços estão marcados.

Mas há lá quem me tire estes pequenos prazeres pueris!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

o camarada Arnaldo de Matos - o Educador do Povo


É desagradável ser-se como o camarada Arnaldo de Matos - o Educador do Povo.

Encontro-me no Centro de Saúde da Lapa a pedir receitas pois todos os médicos que conheço estão todos de férias.

Não conhecia este serviço de se deixar o pedido no balcão e vir buscar 48h depois.

Entretanto na sala de espera uma Katia Vânia, gorda, emigras, resolve pôr em voz alta as graças da filha Sónia Alexandra, aos guinchos, mimada, com uma voz insuportável.

O esposo mais discreto, a quem ela mostrava, mas olhando em volta a tentar captar simpatia, não demonstrava interesse.

Tudo à volta muito, mas muito maçado. Ela ia dizendo: - tanto mimo!

Aí levantei-me e perguntei-lhe se não conseguia perceber que estava a incomodar toda a gente e que ninguém estava interessado.

Ela tinha um cap de pala, e desata aos gritos a insultar-me dizendo que o doutor queria mandar nela.
Tudo pasmado!

Com uma dignidade imperial e em silêncio, tirei-lhe o cap da cabeça, o que a surpreendeu e irritou, e arranquei-lhe o telemóvel. Ficou muda de espanto e eu saí da sala e ela atrás e fui depositar estes despojos de guerra no segurança explicando que estava a maçar toda gente.

Ahahahah..tive solidariedade da maioria mas alguns embirraram comigo e diziam que se eu não estava bem que me mudasse.

Lembrei-me de Ivan o Terrível e das chacinas que mandava cometer.....ahahah

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

The Duke of Westminster - obituary



The 6th Duke of Westminster, who has died aged 64, was Britain’s richest aristocrat, with a fortune estimated at more than £8 billion , based on an inheritance of 300 acres of Mayfair and Belgravia.
The Duke owned the freehold of much of London’s most expensive real estate, including Grosvenor, Belgrave and Eaton Squares and such landmarks as the Connaught and Lanesborough hotels and the American embassy – which paid him a rent of one peppercorn a year.
Under his leadership the Grosvenor Estate imposed rigid rules on tenants to preserve the cream stucco uniformity of Belgravia and the Georgian brick terraces of Mayfair. It was also notably businesslike – verging on the ruthless, according to critics – when it came to setting rents. The Duke voiced strong opposition to the Major government’s 1993 leasehold reforms, which gave leaseholders (including those in the most valuable homes which had been excluded from earlier legislation) the right to buy their freeholds.
The idea that he should be compelled to sell pieces of his estate on unfavourable terms was, he declared “utterly against the principles of a land-owning democracy”, noting that a large number of Tory MPs stood to benefit from the legislation as Grosvenor tenants. He resigned from the Conservative Party in protest.

The Prince of Wales with the Duke of Westminster in Ayr
The Prince of Wales with the Duke of Westminster in Ayr Credit: Andrew Milligan/PA Wire 
Besides its London holdings, the Grosvenor empire included shopping centres throughout Britain – in recent years he transformed the centre of Liverpool (and the city’s fortunes) by pouring millions into developing the shopping complex known as Liverpool One. The development is said to attract 28 million shoppers annually.
There were also commercial properties in the United States, Canada and Australia, and a variety of other investments in Europe and the Far East. The empire’s total value was the subject of annual guesswork by the compilers of lists of Britain’s richest residents, among whom the Duke rarely dropped out of the top five.
It was not a calculation which much troubled him, however. “It would drive me bonkers if I thought too deeply about it – woke up during the night thinking, say, £100 million had been wiped off our value,” he told an interviewer in 1993. “I sleep well.”
But still it was a heavy burden. The chain-smoking Duke worked and travelled incessantly, and in later years suffered bouts of depression, a problem which was exacerbated by reports in newspapers that he had employed the services of prostitutes.
Though he undertook some 200 public engagements a year for charity, he preferred a quiet family life at Eaton Hall, his Cheshire seat.
His most satisfying escape from ducal responsibilities came as a long-serving Territorial Army officer. He spent at least one weekend a month on exercise among down-to-earth soldiers from the North of England who treated him, to his relief, as they would any other officer.

The Duke of Westminster is made a Companion of the Order of the Bath by the Queen at Buckingham Palace in 2008
The Duke of Westminster is made a Companion of the Order of the Bath by the Queen at Buckingham Palace in 2008 Credit: Lewis Whyld/PA Wire 
Fond of Churchill’s remark that “the only time the Grosvenors were any good was when they were at war”, he rose to command the Queen’s Own Yeomanry, and in 2000 he was promoted to brigadier.
In 2004 he  was appointed to the new post of Assistant Chief of the Defence Staff (Reserves and Cadets), with promotion to major-general. He stepped down from this role in 2007 and in 2011 was appointed Deputy Commander Land Forces (Reserves) before retiring after 42 years’ service in 2012.
Gerald Cavendish Grosvenor was born on December 22 1951. He was the only son of Lt-Col Robert Grosvenor, Ulster Unionist MP for Fermanagh and County Tyrone (Britain’s westernmost constituency) and one-time parliamentary private secretary to Edward Heath. His mother was Viola Lyttleton, daughter of the 9th Viscount Cobham. The family home was a farm on the island of Ely on Lough Erne, near Enniskillen.
Gerald enjoyed what he once called a “Swallows and Amazons childhood” with his two sisters (who became in due course the Countess of Lichfield and the Duchess of Roxburghe, though both were divorced) and in later life lamented the fact that the accident of inheritance had taken him away from the placid life of an Ulster beef farmer like his father.
Having failed to gain a place at Eton he was despatched to Harrow, which he hated, leaving with only two O-levels. His talent was for sport, but a suggestion from George Cohen, manager of Fulham FC, that he should have a trial to join the club was vetoed by Col Grosvenor on the grounds of too much kissing on the pitch.

Gerald Grosvenor
Gerald Grosvenor Credit: ANL/REX/Shutterstock 
Gerald’s real ambition was to join the 9th/12th Lancers – the 4th Duke’s regiment – but he was already under pressure to take the reins of his inheritance. After a brief spell of freedom travelling in Canada and Australia, he assumed responsibility at the age of 19 for the management of the family’s vast estates and business interests.
The estates dated in origin from shortly after the Conquest, when William I granted lands in Cheshire to Hugh Lupus, “le gros veneur” or chief huntsman, with instructions to keep the troublesome Welsh borderers under control.
The duke’s direct line of descent traced from Robert le Grosvenor, who was granted the manor of Budworth in Cheshire in the 1170s. The Eaton estate was acquired by marriage in the mid-15th century, and Richard Grosvenor – the first MP in the family – was created a baronet in 1622.
It was in 1677 that Richard’s 21-year-old great-grandson Thomas married 12-year-old Mary Davies, sole heiress to the manor of Ebury, 430 acres of marshy farmland covering the area which now lies between Knightsbridge and the Thames and between Park Lane, Oxford Street and Bond Street.
The estate had been bequeathed by Hugh Audley, a City lawyer, to his nephew, Alexander Davies, a clerk who died in the plague of 1665; Davies’s widow set out to sell their child Mary’s hand in marriage to the highest bidder, gaining £5,000 for herself from Grosvenor.

Gerald Grosvenor, 6th Duke of Westminster, and his new wife Natalia Phillips in 1978
Gerald Grosvenor, 6th Duke of Westminster, and his new wife Natalia Phillips in 1978 Credit: Wesley/Keystone/Getty Images
Though the land was still largely open fields, its potential was apparent; once the building of Mayfair began in 1720 – Belgravia and Pimlico were 19th-century developments – the Grosvenor fortune began to multiply. By the 1890s, the annual rent roll of Mayfair alone amounted to £135,000, and the family was one of the richest in Europe.
As its wealth increased, so did its status: the barony of Grosvenor was created in 1761, the earldom in 1784 and the marquessate of Westminster in 1831. Finally, in 1874, the 3rd Marquess – a Knight of the Garter and former Liberal MP for Chester – was created the 1st Duke. It was the last non-royal dukedom to be created.
The 2nd Duke (grandson of the 1st) was the legendary “Bend Or”, an arrogant grandee, lover of Coco Chanel and tireless womaniser, four times married, who represented the apotheosis of flamboyant ducal style during the inter-war years.
But his only son died in childhood and in 1953 the dukedom passed to another grandson of the 1st Duke – William Grosvenor, a bachelor of diminished mind who lived in a bungalow at Whitstable and bred poultry.
This brought into the line as 4th Duke yet another grandson (by the 1st Duke’s second marriage), Colonel Gerald Hugh Grosvenor, who had no children, and as the 5th, in 1967, his brother Colonel Robert Grosvenor.
Provision had been made in the 2nd Duke’s will for the likelihood that young Gerald would eventually inherit. The Pimlico portion of the estate having been sold to pay death duties, the bulk of the remaining fortune was placed in trusts entailed to him, bypassing his three predecessors.
The weight of his future responsibilities did not sink in until he was 15, when his uncle the 4th Duke died and “everyone started to treat me differently”.

The Duke of Westminster shooting at Sandringham in 2006
The Duke of Westminster shooting at Sandringham in 2006 Credit: Rex
By 1970 his father had become ill, and it was apparent that Gerald would have to take complete control. The property crash of 1973 provided his first test, and instilled in him the need for tough management and long-term strategy.
When he inherited the dukedom in 1979, the estate was in debt and liable for another heavy tranche of death duties. But shrewd investment by the young duke and his advisers at home and overseas combined with lower tax rates and the property booms of the 1980s (and early 2000s) to turn it into a treasure chest.
Business was, however, always a lower priority for the Duke than his military and charitable duties and most of all, his family life. Fast cars (he had a notorious driving record) and a private aircraft enabled him to spend as much time as he could at home at Eaton Hall, set in 11,000 acres just outside Chester, where he sent his children to local day schools.
The landscape of the estate was meticulously managed (an entire golf course was removed by the duke for aesthetic reasons) but the house itself was a startling sight. The 1st Duke had commissioned a neo-Gothic palace by Alfred Waterhouse (architect of the Natural History Museum at South Kensington) which required a household staff of 300.
During the Second World War it had been used by the Navy for officer training, and afterwards it was too dilapidated and impractical to maintain. The house was demolished, all except its clock tower, chapel and stable yard, and was replaced in 1973 by a modern, flat-roofed structure in concrete and marble – compared by critics to a county ambulance headquarters and dubbed the “Inn on the Park” by the Prince of Wales (who also observed that the Duke “employs more butlers than I do”).
Rather than rebuild Eaton Hall again, the Duke eventually added a pitched roof and sandstone cladding: “The overall effect,” noted Burke’s Peerage, “is curiously Germanic, as if a Schloss had been designed by Rennie Mackintosh.”
The Duke’s land holdings also included a 22,000-acre sporting estate at Abbeystead in Lancashire – where, in contrast to his unflamboyant way of life at Eaton Hall, he held shooting parties on the grandest Edwardian scale – and a vast tract of the Reay Forest in Sutherland. It was in Lancashire that he was taken ill.
His many charitable interests ranged from the NSPCC and the Drug and Alcohol Foundation to the Royal London Hospital, where he raised funds to build a new Children’s Unit, and the presidency of the Manchester 2000 Olympic Bid Committee.
Deeply concerned about land conservation and other rural issues, he rescued the Soil Association from financial difficulties and was a major backer of the Countryside Movement and the 1998 Countryside March.
In 2009 he began privately raising the funds for a £300 million purpose-built Defence and National Rehabilitation Centre for the treatment of injured members of the Armed Forces, at Stanford Hall, near Loughborough, to replace the facility at Headley Court in Surrey in 2018.
The Duke was appointed OBE (1995), KG (2003), CB (2008) and CVO (2012).
He married, in 1978, Natalia, daughter of Lt-Col Harold “Bunny” Phillips and a grand-daughter of Maj-Gen Sir Harold and Lady Zia Wernher, of Luton Hoo in Bedfordshire; Lady Zia was in turn the daughter of Grand Duke Michael of Russia.
The Duke and his Duchess had three daughters and a son, Hugh, styled by courtesy Earl Grosvenor, who was born in 1991 and now succeeds to the dukedom and the other peerages.
The 6th Duke of Westminster, born December 22 1951, died August 9 2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

«Cantiga, Partindo-se» de João Roiz de Castelo Branco, trovador do século XV/XVI.


«CANTIGA, PARTINDO-SE»

Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.


Tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.

Partem tão tristes os tristes,
tão fora de esperar bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

«Cantiga, Partindo-se» de João Roiz de Castelo Branco, trovador do século XV/XVI.

Deus vem


Deus vem. Dá o Seu apoio. Ele é o apoio. E, com Ele, continuamos o caminho. Apesar de gastos. Apesar de desgastados!