quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
Shanghai English - Chinese hotel brochure .......
Shanghai English - Chinese hotel brochure .......
A friend went to Shanghai recently and was given this brochure by the hotel.
It is precious. She is keeping it and reading it whenever she feels depressed.
Obviously, it has been translated directly, word for word from Mandarin to English……….
Getting There: Our representative will make you wait at the airport. The bus to the hotel runs along the lake shore. Soon you will feel pleasure in passing water. You will know that you are getting near the hotel, because you will go round the bend. The manager will await you in the entrance hall. He always tries to have intercourse with all new guests.
The Hotel: This is a family hotel, so children are very welcome. We of course are always pleased to accept adultery. Highly skilled nurses are available in the evenings to put down your children. Guests are invited to conjugate in the bar and expose themselves to others. But please note that ladies are not allowed to have babies in the bar. We organize social games, so no guest is ever left alone to play with them self.
The Restaurant: Our menus have been carefully chosen to be ordinary and unexciting. At dinner, our quartet will circulate from table to table, and fiddle with you.
Your Room: Every room has excellent facilities for your private parts. In winter, every room is on heat. Each room has a balcony offering views of outstanding obscenity! You will not be disturbed by traffic noise, since the road between the hotel and the lake is used only by pederasts.
Bed: Your bed has been made in accordance with local tradition. If you have any other ideas please ring for the chambermaid. Please take advantage of her. She will be very pleased to squash your shirts, blouses and underwear. If asked, she will also squeeze your trousers.
Above all: When you leave us at the end of your holiday, you will have no hope. You will struggle to forget it."
A friend went to Shanghai recently and was given this brochure by the hotel.
It is precious. She is keeping it and reading it whenever she feels depressed.
Obviously, it has been translated directly, word for word from Mandarin to English……….
Getting There: Our representative will make you wait at the airport. The bus to the hotel runs along the lake shore. Soon you will feel pleasure in passing water. You will know that you are getting near the hotel, because you will go round the bend. The manager will await you in the entrance hall. He always tries to have intercourse with all new guests.
The Hotel: This is a family hotel, so children are very welcome. We of course are always pleased to accept adultery. Highly skilled nurses are available in the evenings to put down your children. Guests are invited to conjugate in the bar and expose themselves to others. But please note that ladies are not allowed to have babies in the bar. We organize social games, so no guest is ever left alone to play with them self.
The Restaurant: Our menus have been carefully chosen to be ordinary and unexciting. At dinner, our quartet will circulate from table to table, and fiddle with you.
Your Room: Every room has excellent facilities for your private parts. In winter, every room is on heat. Each room has a balcony offering views of outstanding obscenity! You will not be disturbed by traffic noise, since the road between the hotel and the lake is used only by pederasts.
Bed: Your bed has been made in accordance with local tradition. If you have any other ideas please ring for the chambermaid. Please take advantage of her. She will be very pleased to squash your shirts, blouses and underwear. If asked, she will also squeeze your trousers.
Above all: When you leave us at the end of your holiday, you will have no hope. You will struggle to forget it."
Fui ao rio ver a corrente forte a deslizar entre as margens
Fui ao rio ver a corrente forte a deslizar entre as margens.
Estavam gaivotas na água.
Mau sinal: agoirenta indicação de tragédia iminente
De amor, de desprezo ou de pobreza.
Inclino-me mais para a última.
O poder é vão quando não resolve as carências
Palavras ocas leva-as o vento.
Vento que sopra dentro de nós
Sol perturbado pelas nuvens da descrença
Vi sangue imaginário na água limpa
Sangue de protesto, de vidas entregues por causas justas
Vi mudanças, fruto de revolução.
Será que estava no rio do meu país?
in " poesias perdidas" de Vicente Mais ou Menos de Souza.
sábado, 21 de setembro de 2013
Eu, eu mesmo...
Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. –
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. –
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Este “grano salis” de fantasia, não vos incomoda, pois não?
Escreveu-me um amigo mais
novo, que conheci nos meus tempos de política em Sintra, atento e desvelado
leitor dos meus escritos a perguntar-me se eu tinha diminuído o meu ritmo de
produção literária.
Respondi-lhe que era
verdade e que tal facto se devia a muito trabalho, a umas quantas viagens, ao
Verão, e a um progressivo cansaço de toda esta rotina de vida diária num país
em que as “boas notícias” anunciadas são-no, quiçá, para apenas alguns pois o
país ardeu de Norte a Sul, novas penalizações se aproximam sobre as já magras
pensões e no bolso do português normal, nada se sente.
Por isso o desemprego
real, aquele que se revela para jovens e adultos no bater em vão à porta de
empresas e enviar curricula e nem sequer uma linha ter de resposta, não pode
apelidar-se de melhoria nas vidas das gentes e portanto trata-se de mais
fantasias, de que os políticos se precisam de alimentar.
Mas basta de queixas,
pois também vários outros leitores me assinalaram que no meu blogue tenho
postado lindíssimos, mas tristíssimos textos, frases, poemas, citações de
grandes escritores e nada de divertido ou contos ou quejando.
Devo confessar que vários
amigos meus e parentes, ainda novos, ou estão com doenças graves ou
inclusivamente morreram.
Que ave de mau agoiro me
tornei! Prometo que vou repensar entrar numa nova fase de alegria estonteante e
falsa, aonde chilrearão passarinhos e se ouvirão melodias harmoniosas….
Vou escrever ao meu primo
Luís Bernardo. Quero-lhe contar do Papa Francisco e de como cada vez mais é um
encorajamento para a minha fé. Tem dito tanto e tão importante e a imprensa em
Portugal não lhe dá guarida ou pouco e publica imbecilidades através de
notícias ou más ou falsas ou pior ainda, fúteis.
Mesmo a Igreja, como um
todo, parece-me como que ciumenta que um Papa de repente ponha tudo a mexer com
doçura, mas com firmeza, sem hesitar e com uma coragem admirável.
Temos que rezar para que
nada lhe aconteça, pois está a tocar em muitos interesses instalados, dentro e
fora da Igreja, e há bandidos e homens maus e vingativos.
Precisamos do Papa
Francisco ainda durante mais alguns anos enquanto se sente com forças. O
trabalho está “à peine” começado.
Vou ser cusco e fazer
perguntas ao Luís Bernardo, sobre o que se fala lá em cima, as últimas novidades
e também saber dos meus de quem tenho tantas saudades. No meu blogue, dentro de
dias escrever-lhe-ei uma longa missiva.
Portanto já vêm que
voltei ao meu estilo de dizer o que penso com a alegria de me sentir ser livre
e o poder escrever sem atropelos, ao menos isso , se mantenha no nosso País.
Este “grano salis” de
fantasia, não vos incomoda, pois não?
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Il n’est pas nécessaire de le dire aux enfants
Telle
est la vie des hommes. Quelques joies, très vite effacées par
d’inoubliables chagrins. Il n’est pas nécessaire de le dire aux enfants.
Marcel Pagnol
domingo, 8 de setembro de 2013
dar palpites sobre todas as coisas.
Pensei vagamente em estudar arquitetura, como todo o
mundo. Acabaria como todos os que eu conheço que estudaram arquitetura,
fazendo outra coisa.
Poupei-me daquela outra coisa, mesmo que não me tenha formado em nada e acabado fazendo esta estranha outra coisa, que é
dar palpites sobre todas as coisas.
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
António Gedeão
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
se ao menos esta dor servisse
se ao menos esta dor servisse
se ela batesse nas paredes
abrisse portas
falasse
se ela cantasse e despenteasse os cabelos
se ao menos esta dor visse
se ela saltasse fora da garganta
como um grito
caísse da janela fizesse barulho
morresse
se a dor fosse um pedaço de pão duro
que a gente pudesse engolir com força
depois cuspir saliva fora
sujar a saliva fora
sujar a rua os carros o espaço o outro
esse outro escuro que passa indiferente
e que não sofre e tem o direito de não sofrer
se a dor fosse só a carne do dedo
que se esfrega na parede de pedra
para doer visível
doer penalizante
doer com lágrimas
se ao menos essa dor sangrasse…
Renata Palottini
terça-feira, 27 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Se sou amado
Se
sou amado, quanto mais amado mais correspondo ao amor. Se sou
esquecido, devo esquecer também, pois o amor é feito espelho: tem que
ter reflexo.
Pablo Neruda
o teste do lenço encarnado
Quando conheço de novo
alguém, amiga ou amigo putativos, faço um teste maldoso com vista à catalogação
nos escaninhos da consideração. Cabe lá tudo, mas é sempre importante saber com
quem se lida, no campo intelectual, neste caso.
Proponho um passeio no
meu carro e a/o candidata/o senta-se no banco da frente e a conversa surge
naturalmente. “Vareia” de pessoa para pessoa, e tenho um esquema pré-combinado,
com uma empregada de balcão do Sr. Alberto, merceeiro de bairro, frequentado durante
muitos anos pela minha Mãe em vida e que é o seguinte:
- a pequena que não é mal
de todo, quero dizer não é um monstro, tem umas carnes roliças e chama a
atenção pelos “alvos peitos branqueando” como diria o Poeta, põe ao pescoço um
lenço encarnado vivo e posta-se na ponta do passeio;
- só um cego é que não a
vê, mas por nada de especial, só porque está ali, é um ser humano e tem….aqui é a
base do teste o dito lenço encarnado vivo, qual écharpe ao vento, ao pescoço;
Passo devagarzinho,
arrefeço a conversa e ponho-me a olhar para um lado e o outro como se
procurasse alguma coisa em especial.
Depois arranco, com fúria
e gula de saber o resultado do teste.
Pergunto em ar de nada: -
Viste a rapariga de lenço encarnado?
Um sim ou um não, ditam o
escaninho para aonde vão.
Tenho um pequeno CD que a
seguir ponho no respectivo leitor e cuja gravação pretende ser um alerta da polícia chamando a
atenção para quem tenha visto uma rapariga de lenço encarnado ao pescoço que rapidamente
se ponha em contacto, pois acabara de assaltar um banco.
Tenho tido enormes
surpresas, umas muito agradáveis outras decepcionantes, por isso, já sabem,
quando vos oferecer um passeio por uma área de Lisboa…também não posso dizer
tudo, carambolas, “faites vos jeux messieurs/dames”…aahaha
Tão mais interessante
olhar para o invulgar da vida, mas com olhos de ver!
« Le monde appelle fous, ceux qui ne sont pas fous de la folie
commune. »
Madame Roland
Madame Roland
domingo, 25 de agosto de 2013
Hoje dói-me pensar
Hoje dói-me pensar,
dói-me a mão com que escrevo,
dói-me a palavra que ontem disse
e também a que não disse,
dói-me o mundo.
Roberto Juarroz
sábado, 24 de agosto de 2013
On peut tout te prendre
On
peut tout te prendre; tes biens, tes plus belles années, l’ensemble de
tes joies, et l’ensemble de tes mérites, jusqu’à ta dernière chemise -il
te restera toujours tes rêves pour réinventer le monde que l’on t’a
confisqué.
Yasmina Khadra
Yasmina Khadra
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Há sempre um momento em que a porta se abre
A vida também tem uma porta. É a porta do sentido. Muitas vezes, parece fechada.
É por isso que nos distraímos. É por isso que deixamos de olhar para ela.
Acontece que há sempre um momento em que a porta se abre. Não por muito tempo, é certo.
Daí que seja fundamental estar atento. Porque só entra pela porta quem observa a porta abrir-se.
A chave que a abre tem um nome: persistência!
João Teixeiraquarta-feira, 21 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Como eu gostava que assim fosse sempre...
Não estamos perto só de quem está próximo.
Sofocleto, em plena antiguidade, dizia: «Os parentes distantes vivem sempre perto demais».
Os laços de sangue cativam-nos para sempre. A amizade liga-nos além do tempo e para lá do espaço.
Há laços que sobrevivem a todos os tempos. E semeiam pontes entre todos os espaços.
Há encontros que dispensam palavras.
Há encontros que voam de alma para alma, de vida para vida!
João Teixeira
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
delicodôce
Às vezes eu penso que
tudo tem limites.
Frases bonitas sobre a caridade, paciência e bondade que se
deve ter, amar o próximo como a nós mesmos…bem se eu o fizesse assim, seria
odiar-me, não provocar, não chocar os mais velhos, no fundo deixar correr…e fazer
figura de parvo e de tudo aceitar.
Porquê? Aonde está
escrito que é positivo, que faz bem, que é justo? Mas que critérios são esses
que defendem quem no fundo abusa e ainda por cima tem que ser tolerado?
Quando há que dizer as
coisas, que se digam! Pouco importa se nos apelidam de termos mau-feitio, menos
tolerância, menos isto e aquilo…
A ideia que eu tenho é a
de que se estão perdendo “beau gestes” para o ar…ou seja, por uns momentos
alguém, sem saber, ganha com o sofrimento de um terceiro injustiçado, mas em
efeitos práticos é só uma construção teórica do bem, que não se materializa em
nada…é uma ausência da boa e aberta discussão sobre o mérito de saber quem tem
razão.
Há uma eterna cobardia de
enfrentar as coisas e de as chamar pelos nomes, mesmo que cause, temporariamente
– deseja-se – divisão, afastamento ou zanga, mas paciência. Como se dizia lá em
casa, não há pior do que arcas encoiradas, cheias de coisas que cheiram a mofo,
mas que são intocáveis de geração em geração e que não saiem para fora nem se usam...
Vem isto a propósito da
política, das relações familiares, das amizades…aplica-se a um largo espectro
de situações.
Hei-de morrer com a fama
de truculento, mas não me apetece ceder em atitudes delicodôces só para não
incomodar…
É como o outro: fulano
que faz o favor de ser meu amigo…qual quê! Ou é ou não é, não há cá favores…
Enfim, hoje estou
irritado e por isso vou beber uma caipirinha…dizem que tem efeitos sedativos do
melhor!
Claridades
Claro que algum Deus existe
como é tão claro que não!
Claro que há vida para alem de nós
ou claro que não!
Claro que não há fim ao morrer
como é tão claro não voltar a nascer!
É tudo tão claro
que não sei porque não se vê
em tanta claridade
a resposta para tanto porquê!
Oliveira Gomes
Papel Vegetal
Papel Vegetal
A pele é como casca
vai se gastando
até que rasga
Cansada
teima em não deixar
os rios de rugas
fluir na cara
A pele
é papel vegetal
encorrilha
a cada tormenta
ou encruzilhada
como tecido puro
que há-de deixar
de ser bonito
A pele
razão de tanta inquietação
é só a fronteira
para as terras eternas
do coração
Oliveira Gomes
Três desejos
E o segundo foi o de diminuir a barriga da cerveja, o que foi feito de imediato, pois o Presidente da Unicer foi para Ministro da Economia e a fábrica fechou e deixou de vender cerveja.
E o terceiro foi o de lhes permitir que ao serem felizes, podiam não estar juntos.
E o terceiro foi o de lhes permitir que ao serem felizes, podiam não estar juntos.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Há um certo gosto em pensar sózinho
Há um certo gosto em pensar sózinho.
É um acto individual, como nascer e morrer.
Carlos Drummond de Andrade
É um acto individual, como nascer e morrer.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
De Manuel Forjaz, com um cancro e com uma força de viver imensa ao fazer 50 anos
...gostaria de pensar que nunca me enganei;
...gostaria de pensar que nunca fiz mal a ninguém;
...gostaria de pensar que estive sempre activo e atento ao outro;
...gostaria de pensar que nunca parei de aprender;
...gostaria de pensar que amei o suficiente;
...gostaria de pensar que estive sempre lá quando precisaram de mim;
...gostaria de pensar que entendi o mundo e as pessoas na maioria das vezes;
...gostaria de pensar que vivi sempre com raça;
...gostaria de pensar que pensei o suficiente;
...gostaria de pensar que ri e chorei o suficiente;
...gostaria de pensar que trabalhei sempre muito;
...gostaria de pensar que disse sempre a verdade;
...gostaria de pensar que me experimentei o suficiente na procura do meu caminho;
...gostaria de pensar que perdi e ganhei o suficiente;
...gostaria de pensar que fui paciente, sábio e tolerante na maioria dos meu contactos com outros;
...gostaria de pensar que fiz o suficiente;
...gostaria de pensar que vivi o suficiente;
...gostaria de ter pensado entregar todo o pouco que tenho e tudo recomeçado de novo;
mas aí, provavelmente seria obrigado a pensar e dizer
"Confesso que não vivi!"
Manuel Forjaz
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
E estamos nisto aqui pelo burgo e país.
Fui ver os pássaros logo
de manhãzinha e fixei-me num rouxinol que trinava os bons dias. Os gestos com
que meneava a cabeça, o equilíbrio do corpo com os movimentos tudo me fez
maravilhar com a observação do mistério da natureza.
Depois o meu olhar pousou
sobre um lagarto que pachorrentamente gozava do sol da manhã, andando para
baixo e para cima numa parede, numa folha maior, no chão. Novamente tudo me
encantou pelo inesperado desta descoberta de seres que povoam o nosso ambiente,
seguramente, muito mais equilibrados do que os humanos que se danam com swaps e
quejandos.
Que pena, pensei, que
tanta gente e todos os dias, cumpra uma rotina, sem encanto e sem compensação
material e moral, como se fosse um fado que se tivesse que cumprir sem dele se
poder desviar.
E estamos nisto aqui pelo burgo e país.
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